O que vem à sua mente quando você ouve a palavra “pai”? Segurança ou ausência? Colo ou cobrança? Uma voz que abençoa ou uma voz que fere? E quando a Escritura nos ensina a chamar Deus de Pai, ela está apenas usando uma figura de linguagem conveniente, ou está revelando algo que pertence ao próprio coração de Deus? Deus é Pai de todas as pessoas ou somente dos que creem? E que diferença isso faz, na prática, quando chega a segunda-feira de manhã, com suas contas, suas incertezas e seus medos?
Essas perguntas não são apenas de sala de aula. Elas tocam a nossa história, porque cada um de nós aprendeu a palavra “pai” dentro de uma casa concreta, com um pai concreto, presente ou ausente, terno ou duro. Por isso, quando o evangelho anuncia que Deus é Pai, ele mexe ao mesmo tempo com a nossa teologia e com as nossas feridas. Nesta mensagem, quero percorrer com vocês o caminho que a própria Escritura percorre: primeiro, mostrar de onde vem o direito de chamar Deus de Pai; depois, esclarecer em que sentido ele é Pai de todos e em que sentido é Pai dos que creem; em seguida, contemplar o que esse Pai faz por seus filhos; e, por fim, trazer tudo isso para a vida real, inclusive para quem ouve a palavra “pai” com dor.