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Um espectro ronda o Brasil: o bolsonarismo. Para grande parte da sociedade, parece impossível entender como o presidente mantém um nível de aprovação popular, na casa dos vinte e poucos por cento, mesmo em meio a uma escalada de ignorância, grosserias, vexames e crimes. Não parece haver razão possível capaz de manter um núcleo-raiz depois de tanto descalabro. No entanto, o fantasma se mantém não apenas vivo, mas chutando.
Por muito tempo se defendeu a explicação de que Jair Messias estava autorizado a cometer sua cota de estupidez e defender suas pautas reacionárias, desde que atendesse aos interesses do mercado que o colocou no poder. Assim, seus parceiros ideológicos, com evangélicos e milicianos à frente, se contentavam com as promessas de mais preconceito, mais violência, mais armas e menos diversidade. Faziam a festa dos costumes para garantir a hegemonia do capital. Olavo de Carvalho era a caução para Paulo Guedes.
Nesse consórcio, entravam além dos empresários em suas variadas vertentes, da Faria Lima ao agronegócio, a imprensa dita profissional e até mesmo o poder Judiciário. A mídia fingia que não via o monstro para não ser vista, ela mesma, em suas vicissitudes (como o cenário de oligopólio alérgico à regulação) e a dependência de verba pública. Já o Judiciário afirmava uma visão teórica de liberdade e democracia, jogando lenha na fogueira do combate à corrupção, que lhe deu um protagonismo até então inédito na vida republicana.
By Brasil de Fato MGUm espectro ronda o Brasil: o bolsonarismo. Para grande parte da sociedade, parece impossível entender como o presidente mantém um nível de aprovação popular, na casa dos vinte e poucos por cento, mesmo em meio a uma escalada de ignorância, grosserias, vexames e crimes. Não parece haver razão possível capaz de manter um núcleo-raiz depois de tanto descalabro. No entanto, o fantasma se mantém não apenas vivo, mas chutando.
Por muito tempo se defendeu a explicação de que Jair Messias estava autorizado a cometer sua cota de estupidez e defender suas pautas reacionárias, desde que atendesse aos interesses do mercado que o colocou no poder. Assim, seus parceiros ideológicos, com evangélicos e milicianos à frente, se contentavam com as promessas de mais preconceito, mais violência, mais armas e menos diversidade. Faziam a festa dos costumes para garantir a hegemonia do capital. Olavo de Carvalho era a caução para Paulo Guedes.
Nesse consórcio, entravam além dos empresários em suas variadas vertentes, da Faria Lima ao agronegócio, a imprensa dita profissional e até mesmo o poder Judiciário. A mídia fingia que não via o monstro para não ser vista, ela mesma, em suas vicissitudes (como o cenário de oligopólio alérgico à regulação) e a dependência de verba pública. Já o Judiciário afirmava uma visão teórica de liberdade e democracia, jogando lenha na fogueira do combate à corrupção, que lhe deu um protagonismo até então inédito na vida republicana.