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Or


“A paciência é a companheira da sabedoria”. (Agostinho de Hipona)
Deus nunca demora
Tendo passado por uma experiência que o desolou,
O poeta depois contou, na verdade cantou,
Tão fundo era o lamaçal em que se atolou:
“Daqui não tenho chance de sair”, confessou.
Quanto mais tentava se livrar do que a sua vida se tornava,
Mais se afundava.
Quanto mais ar puro desejava,
Mais pó aspirava.
Quanto mais luz buscava,
Mais na escuridão mergulhava.
Como nenhuma solução imaginasse
Que dali o tirasse,
Narra, com humildade, o escritor:
Decidiu orar e pedir ao Senhor
Que, já que tem poder e é amor,
Logo aparecesse e dali o arrancasse
Soltando da sua cartola mágica um lindo passe.
Como nada acontecia para alterar sua existência,
Sabendo que Deus não muda em sua essência,
Sabendo que Deus é completo em sua competência,
O quase-desesperado decidiu esperar com paciência.
Como se os ponteiros do divino relógio marcassem
Uma hora xis em que as flechas da esperança disparassem
Atenção, cuidado e afeto que da tristeza o levantassem
Para que não precisasse temer um absurdo fim,
O poeta não ouviu Deus com um trovão lhe dizendo “sim”,
Mas sentiu o seu corpo sendo içado
E finalmente para um lugar firme transportado.
Aconteceu com um poeta no passado
E não sabemos quanto tempo esperou para seguro ficar.
Acontece conosco e não sabemos quanto teremos que aguardar.
Uma coisa é certa, com o poeta podemos cantar:
Deus nunca demora.
Só temos que orar e esperar.
Ele nos dirá se tivermos que agir.
Talvez depois, talvez agora, Em nosso favor, Deus vai intervir.
“Esperei com paciência pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro”. (Salmo 40.1)
Bom dia!
Israel Belo de Azevedo
By Israel Belo de Azevedo“A paciência é a companheira da sabedoria”. (Agostinho de Hipona)
Deus nunca demora
Tendo passado por uma experiência que o desolou,
O poeta depois contou, na verdade cantou,
Tão fundo era o lamaçal em que se atolou:
“Daqui não tenho chance de sair”, confessou.
Quanto mais tentava se livrar do que a sua vida se tornava,
Mais se afundava.
Quanto mais ar puro desejava,
Mais pó aspirava.
Quanto mais luz buscava,
Mais na escuridão mergulhava.
Como nenhuma solução imaginasse
Que dali o tirasse,
Narra, com humildade, o escritor:
Decidiu orar e pedir ao Senhor
Que, já que tem poder e é amor,
Logo aparecesse e dali o arrancasse
Soltando da sua cartola mágica um lindo passe.
Como nada acontecia para alterar sua existência,
Sabendo que Deus não muda em sua essência,
Sabendo que Deus é completo em sua competência,
O quase-desesperado decidiu esperar com paciência.
Como se os ponteiros do divino relógio marcassem
Uma hora xis em que as flechas da esperança disparassem
Atenção, cuidado e afeto que da tristeza o levantassem
Para que não precisasse temer um absurdo fim,
O poeta não ouviu Deus com um trovão lhe dizendo “sim”,
Mas sentiu o seu corpo sendo içado
E finalmente para um lugar firme transportado.
Aconteceu com um poeta no passado
E não sabemos quanto tempo esperou para seguro ficar.
Acontece conosco e não sabemos quanto teremos que aguardar.
Uma coisa é certa, com o poeta podemos cantar:
Deus nunca demora.
Só temos que orar e esperar.
Ele nos dirá se tivermos que agir.
Talvez depois, talvez agora, Em nosso favor, Deus vai intervir.
“Esperei com paciência pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro”. (Salmo 40.1)
Bom dia!
Israel Belo de Azevedo