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Por Carolina Julião
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Décadas atrás, o escritor Rubem Braga escreveu uma crônica interessante onde falava sobre o caso de um humilde trabalhador, um entregador de pão, que ao chegar às residências para entregar a encomenda, costumava apertar a campainha da casa e anunciar para não incomodar os moradores: "Num é ninguém não, gente; é só o padeiro!".
Indagado pelo escritor o motivo de agir daquela forma, pois ali, antes de tudo, estava a presença de um ser humano e honesto, o distinto disse que tinha aprendido aquilo no "ouvido", pois não raramente chegava para fazer suas entregas e ao acionar a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou algum morador ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era e escutar a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém não, senhora; é o padeiro”. Assim ficara sabendo que "não era ninguém".
A exemplo do padeiro, milhares de trabalhadores no Brasil ou em qualquer parte do mundo que exercem atividades vistas como "irrelevantes", não raramente costumam ser até mesmo humilhados por essa gente preconceituosa e hostil que não vale a água . Ouça o comentário do apresentador do podcast Bons Papos, Marcos Niemeyer, sobre o tema.
Por Marcos Niemeyer
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Um dos maiores comunicadores da história da Rádio Sociedade da Bahia, Cláudio Amaral (imagem do player), apresentava na década de 1980 naquela emissora um programa popular diário, cujo título levava seu próprio nome e alcançava altos índices de audiência em todo o Nordeste brasileiro.
Suas vinhetas eram exclusivas e idealizadas por ele mesmo, sendo que a trilha de abertura da atração era bonita e atrativa, feita a partir do playback da música "Hey, banana hey", lançada pelo grupo "The Fevers", em um de seus álbuns na década de 1970. Neste podcast, o apresentador Marcos Niemeyer conta detalhes sobre o Show do Cláudio Amaral, tendo como convidado o radialista e jornalista baiano Paulo Gomes, profundo conhecedor da histórica da radiodifusão brasileira.
Conheça também o Momento MPB, com o melhor da música brasileira:
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Por Carolina Julião
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🍁🎶🎼🎸🎻🎷🇧🇷
De versos melódicos, críticas sociais, fatos cotidianos e até mesmo românticos, além da parte instrumental de grande qualidade, o rap de Akira Presidente, cujo nome de batismo é Paulo Ferreira, mostra seu talento nas plataformas digitais e atrai milhares de fãs e simpatizantes no Brasil e exterior. Formado em direito, o músico nascido na Zona Sul do Rio de Janeiro gravou também com Donatinho, filho do pianista e compositor João Donato, expressivo nome da Bossa Nova.
O rap, surgido no início da década de 1970 nos subúrbios negros e latinos de Nova York, apareceu inicialmente no Brasil em São Paulo, já na década de 1980, quando grupos da periferia se reuniam na Galeria 24 de Maio, na estação São Bento do Metrô e na Praça Roosevelt, na área central da "Pauliceia Desvairada", para cantar o que até então era associado à criminalidade, já que seus integrantes geralmente eram procedentes das favelas. Com o passar do tempo, no entanto, acabou se identificado como um estilo que associa sentimentos em forma de música.
Diferentemente do funk carioca, este sim, em sua maioria mal visto, por fazer apologia à violência, à orgia e ao tráfico de drogas, o rap pode proporcionar bons momentos aos ouvidos. Akira Presidente é um ótimo exemplo. Em nosso podcast você ouve o comentário do apresentador Marcos Niemeyer sobre o tema, além de quatro canções do rapper de versos e rimas agradáveis.
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Por Marcos Niemeyer
Narcisistas, ostentadores e “caça-likes”, esses tipos exóticos que invadem de maneira onipresente as redes sociais, são um fenômeno que parece (infelizmente), ter vindo para ficar. Tempos atrás, o jornalista baiano Paulo Gomes havia dito que a internet "era macumba dos deuses cibernéticos". Mas parece que esses "deuses" exageraram na dose e abriram um campo fértil para milhares de inutilidades atualmente postadas no Facebook, no Instagram e demais espaços virtuais.
Mulheres, na ânsia de impressionar os mais incautos, se pintam de "loiras", postam imagens sensuais, ostentam o que na maioria das vezes não possuem e rabiscam asneiras repletas de graves erros ortográficos em suas publicações. Com machos possuidores das mesmas características, a situação não é diferente. Por mais incrível que pareça, essas bizarrices costumam ter incontáveis curtidas, comentários e compartilhamentos, enquanto postagens com bons conteúdos (não oriundas desses energúmenos) costumam passar desatentas, não recebendo sequer uma curtida na maioria das vezes.
Há sete anos, o poeta e filósofo mineiro radicado em São Paulo, Celson Tadeus de Lima (1962-2015), escreveu um artigo abordando o mar de futilidades que estava surgindo na rede social Facebook, então dando seus sinais de vida. Celson já observava problemas relacionados à distração de "mãos e mentes", falta de concentração nos estudos, no trabalho e nos relacionamentos provocados por essa virtualidade narcisista. Confira www.facebook.com/momentodempbfanpage/posts/1061684124196690 —.
A respeito do tema, o podcast Bons Papos ouviu os paulistas Mário Persona e William Nascimento, ambos palestrantes e especialistas sobre comportamentos em redes sociais. Em conversa conosco, eles analisam de maneira coloquial o fenômeno que avança a passos largos.
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Conheça a inacreditável história sobre um suposto terceiro compositor da música "Até parece que foi sonho", de autoria de Fábio Stella e Paulo Sérgio Valle, lançada no final da década de 1970, e que se tornaria grande sucesso em todo o Brasil na interpretação de Fábio e Tim Maia.
Regravada há pouco tempo por Pedro Mariano, filho de Elis Regina e do pianista César Camargo Mariano, consta que a canção teria outro compositor, "Diogo", codinome usado pelo então coordenador de programação da antológica Rádio Mundial (860) do Rio de Janeiro, Pedrinho Nitroglicerina, que impôs essa condição para que a música passasse a tocar entre as mais pedidas da emissora. Caso contrário, nada feito. Temendo que a ameaça de Pedrinho fosse cumprida, Fábio e Paulo decidiram aceitar o "jogo de compadre".
Naquela época, se o artista conseguisse emplacar uma faixa de lançamento nas rádios Mundial do Rio ou na Excelsior de São Paulo (de propriedade do Sistema Globo de Rádio), ambas já extintas, o sucesso estaria garantido, já que os referidos prefixos eram referência no país quando se falava em música jovem de boa qualidade.
A canção, que fala sobre uma conversa entre dois amigos, com um deles relatando a tristeza pelo término de um romance, sendo imediatamente consolado pelo outro que havia passado pela mesma situação, se tornou uma das faixas do álbum "Reencontro" (1979), de Tim Maia.
Ouça o comentário de Marcos Niemeyer sobre o fato em nosso podcast no Spotify. Os diferentes assuntos dos episódios no referido espaço virtual são contados de forma descontraída e irreverente pelo comunicador, que se inspirou na programação popular (sem ser popularesca), das emissoras AMs de décadas passadas para criar este espaço virtual denominado “Bons Papos”.
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Com participação de músicos japoneses, uma nova versão de "O barquinho", clássico da Bossa Nova composto por Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, há sessenta anos, será lançada na próxima terça-feira (20), nas plataformas digitais.
Regravada por inúmeros intérpretes nacionais e internacionais, a melodia foi inspirada em uma situação que por pouco não termina em tragédia, quando o barco em que Menescal, Bôscoli e um grupo de amigos estavam ficou à deriva em alto mar no litoral do Rio de Janeiro durante várias horas, até que o socorro marítimo apareceu para salvá-los.
Ouça o comentário do apresentador do Momento MPB, Marcos Niemeyer, com depoimento do compositor Toquinho, sobre essa que é uma das melodias brasileiras mais tocadas no mundo.
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Um poema do escritor Achel Tinoco, “A carta”, é interpretado impecavelmente pelo comunicador Marcos Niemeyer em nosso podcast no Spotify. Os versos falam de um tempo em que se escreviam cartinhas românticas e nada era mais imprescindível do que escrever uma carta.
“Fosse um poema de ofertório, descrito no sorriso do encontro, no beijo do desencontro, no abraço apertado de se dar. Liga o som, toca acolá... antes que uma lágrima desapontada borre a folha de papel. Nem podia justificar a caneta tinteiro, que pena! Já estava na era moderna. Escreva uma carta, meu amor, e diga alguma coisa por favor!...”, diz um trecho do belíssimo escrito.
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Nosso convidado de hoje no podcast é o poeta e escritor Achel Tinoco, natural do Pará, mas baiano de corpo e alma. Com mais de vinte livros publicados, dois deles prefaciados pelo compositor Ivan Lins e pelo professor Pasquale Cipro Neto, respectivamente, Achel conversa de maneira descontraída com o apresentador do programa, Marcos Niemeyer, contando fatos interessantes relacionados à sua obra, analisa as redes sociais e resenha também sobre música, dentre outros temas cotidianos.
Torcedor do Fluminense e do Vitória da Bahia, o escritor lembra quando na adolescência, no quintal da casa do seu avô, em Ibirataia, no Sul da Bahia, Gilberto Gil, seu amigo, tocava sanfona e violão com as meninas que tempos depois viriam a formar o Quarteto em Cy (o poeta é primo de Cybele, Cylene, Cynara e Cyva) — as cantoras, em sua formação original — do mais importante grupo vocal feminino da história musical brasileira incensado por Vinicius de Moraes. Morando há vários anos em Salvador, Achel Tinoco prepara o lançamento de novos livros, tendo como inspiração o resplandecente azul da Baía de Todos os Santos visto de sua janela, nas proximidades do Farol da Barra.
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Neste novo episódio do podcast, o comunicador Marcos Niemeyer (imagem), comenta de forma descontraída sobre nomes considerados "ofensivos", que por vezes apresentadores de rádio e TV são obrigados a falar. É o caso do mafioso Tommaso Buscetta, que na década de 1970, ao ser preso no Brasil, causou a maior confusão nas redações. Os locutores ficavam em dúvida sobre a pronúncia correta daquele sobrenome italiano visto no Brasil como um "palavrão". Para não ficar mal diante da opinião pública, os “speakers” achavam por bem dizer no ar "Bósqueta", que nada tem a ver com a pronúncia do país de origem.
O podcast Bons Papos, lançado há uma semana no Spotify e que já contabiliza considerável número de acessos em diferentes do Brasil e do exterior, foi criado com o objetivo de narrar fatos pitorescos do dia a dia, boas entrevistas com músicos, escritores, jornalistas e quem mais for notícia que se encaixe no perfil do nosso espaço virtual.
Com no máximo meia hora de duração, as resenhas — diferentemente do Momento MPB, onde seguimos uma linha musical qualificada e inspirada na antiga Rádio Jornal do Brasil (AM 940) do Rio de Janeiro — lembram o estilo de programação popular (sem ser popularesco) das praticamente extintas emissoras radiofônicas em amplitude modulada (AM), contando inclusive, com a participação de ouvintes e leitores através do WhatsApp.
Marcos Niemeyer, que já atuou em grandes emissoras de rádio e TV do país, deu seus primeiros passos frente ao microfone em 1975, quando ainda era office boy na antiga TV Educativa, TVE do Rio de Janeiro, incentivado por Sérgio Chapelin, então bancário e locutor-noticiarista da lendária Rádio Nacional do Rio.
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Uma parceria estabelecida entre o poeta e escritor baiano Achel Tinoco e o podcast Bons Papos possibilita a partir deste sábado (10), diversos poemas de sua autoria no referido espaço narrados pelo apresentador do Momento MPB e também do arquivo digital no Spotify, Marcos Niemeyer. A iniciativa contribui para proporcionar conteúdo de alta qualidade em nossas redes sociais e plataformas digitais.
Os episódios não seguem um critério com relação ao dia ou horário em que devem ser postados. Isso pode ocorrer a qualquer momento. Para receber as atualizações, no entanto, basta seguir o podcast ativando o ícone correspondente.
A primeira narrativa da série é o poema "Ensaio sobre a música", que Tinoco escreveu em homenagem ao cantor e compositor Armadinho Macêdo — cujo livro, "A Voz", foi prefaciado pelo escritor. A imagem de Armadinho ilustra a postagem e a trilha sonora do episódio fica por conta de “O último bolero”, de Tavito e Renato Teixeira.
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