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Meu exame ginecológico deu alterado! Será que pode ser câncer? Preciso fazer uma histeroscopia? E o que significa ter uma cervicite crônica com metaplasia escamosa?
Neste episódio especial e mais curto do Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, reuni duas perguntas importantes que surgiram durante o episódio anterior.
São dúvidas muito comuns entre as mulheres e que merecem ser esclarecidas!
1️⃣ ENDOMÉTRIO ESPESSADO NA MENOPAUSA: É CÂNCER?
Uma mulher que já estava na menopausa, tinha miomas, inclusive um submucoso, descobriu um espessamento do endométrio e ficou preocupada.
Mas será que todo espessamento do endométrio significa câncer?
Não! Existem diferentes causas para o espessamento endometrial, como pólipos, miomas submucosos, alterações relacionadas ao uso de hormônios, hiperplasia endometrial e, em algumas situações, câncer.
O médico precisa avaliar a espessura do endométrio, a presença ou não de sangramento, os exames de imagem, o uso de reposição hormonal e outros fatores de risco.
O ultrassom transvaginal costuma ser um dos primeiros exames utilizados nessa investigação.
E quando precisamos fazer uma histeroscopia?
A histeroscopia diagnóstica permite visualizar diretamente a cavidade uterina com uma pequena câmera e, quando indicado, realizar uma biópsia.
Já a histeroscopia cirúrgica permite tratar alterações como pólipos e determinados miomas submucosos. Em algumas situações, diagnóstico e tratamento podem acontecer no mesmo procedimento.
O mais importante é compreender que a indicação de uma histeroscopia não significa necessariamente que a mulher tenha câncer!
2️⃣ ENDOCERVICITE CRÔNICA COM METAPLASIA ESCAMOSA: O QUE SIGNIFICA?
Outra mulher perguntou sobre um exame que mostrou endocervicite crônica em atividade com metaplasia escamosa.
A endocervicite é uma inflamação da região interna do colo do útero.
Ela pode estar associada a diferentes condições, incluindo infecções sexualmente transmissíveis, como clamídia e gonorreia, e alterações da microbiota vaginal.
A metaplasia escamosa, por sua vez, é uma transformação celular comum na região do colo uterino e, isoladamente, não significa câncer!
E qual é a relação com o HPV?
O HPV pode infectar as células do colo do útero. Alguns tipos, chamados de HPV de alto risco, podem provocar alterações celulares que, quando persistentes, podem evoluir para lesões precursoras e câncer.
Por isso, os exames de rastreamento, como o teste de HPV e o exame citopatológico, quando indicados, são tão importantes.
E A DISBIOSE VAGINAL?
A vagina possui uma microbiota natural que ajuda a proteger a saúde genital feminina.
Quando ocorre um desequilíbrio dessa microbiota, chamado disbiose vaginal, podem surgir alterações como corrimento e odor, embora nem toda mudança na secreção vaginal represente uma doença.
Estudos também mostram associações entre determinadas alterações da microbiota, persistência do HPV e lesões cervicais. Essa relação ainda está sendo investigada e não significa que a disbiose, isoladamente, provoque câncer.
Assista e compartilhe este episódio com outras mulheres que possam se beneficiar dessas informações!
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Dr. Alex Bruno de Carvalho Leite
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Muitas vezes, o câncer começa a se desenvolver sem provocar sintomas importantes. Em outras situações, os primeiros sinais são discretos, aparecem de vez em quando ou podem ser confundidos com problemas comuns do dia a dia.
Um sangramento diferente, uma alteração persistente do funcionamento do intestino, um inchaço abdominal frequente, um cansaço fora do habitual...
Neste episódio do Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, vou te falar sobre uma questão muito importante: por que alguns cânceres acabam sendo descobertos quando já estão mais avançados?
Recentemente, participei de um congresso internacional especializado em carcinomatose peritoneal, HIPEC e PIPAC, no qual discutimos tratamentos avançados para tumores que se espalham pelo abdome.
E uma das reflexões que trouxe nese episódio foi justamente a importância de reconhecermos os sinais que o nosso corpo pode apresentar e investigarmos aquilo que não está bem.
Neste episódio, vamos conversar sobre:
✔️ Por que alguns tipos de câncer podem demorar a ser diagnosticados
✔️ Quais sintomas persistentes merecem atenção e investigação
✔️ Quando alterações intestinais e ginecológicas precisam ser avaliadas
✔️ A importância dos exames de rastreamento, como mamografia, teste de HPV e exames para o câncer de intestino
✔️ Como funciona o diagnóstico precoce e por que ele pode fazer tanta diferença
✔️ Os avanços no tratamento do câncer, incluindo cirurgia robótica, imunoterapia, terapias-alvo, HIPEC e PIPAC
✔️ Como cuidar da nossa saúde e prestar atenção ao corpo sem viver com medo do câncer
A Medicina evoluiu muito!
Hoje temos cada vez mais recursos para tratar diferentes tipos de câncer, inclusive em situações mais complexas.
Mas existe algo que continua sendo extremamente importante: identificar a doença o mais cedo possível, quando isso é viável, e realizar o tratamento adequado para cada situação.
E quero deixar uma reflexão:
Cuidar da saúde não significa viver procurando doenças ou com medo de ter um câncer!
Significa conhecer o nosso corpo, valorizar os cuidados preventivos, realizar os exames indicados e procurar ajuda quando alguma coisa não está bem.
Acredito muito que a informação, quando bem utilizada, pode nos ajudar a tomar melhores decisões e seguir em frente com mais segurança e tranquilidade.
Se você quer entender melhor esse assunto ou conhece alguém que precisa dessas informações, assista a este episódio e compartilhe com quem possa se beneficiar!
Dr. Alex Bruno de Carvalho Leite
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Muitas vezes, quando o tratamento do câncer termina, começa uma nova fase que gera muitas dúvidas, inseguranças e até medos.
Durante o tratamento, existe um caminho mais claro, com exames, consultas, decisões e um acompanhamento médico mais próximo.
Mas depois… é comum a pessoa se perguntar:
“E agora? O que devo fazer daqui para frente?”
Neste episódio do Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, quero conversar com você sobre esse momento tão importante da caminhada de quem enfrentou um câncer.
Vou explicar como funciona o acompanhamento após o tratamento, quais são os cuidados mais importantes e como podemos retomar nossa vida com mais segurança, confiança e tranquilidade.
Você vai entender:
✔️ Como funciona o acompanhamento médico após o tratamento do câncer
✔️ Por que as consultas e os exames costumam ser mais frequentes nos primeiros anos
✔️ Quais fatores determinam os exames e a frequência do acompanhamento
✔️ Por que é importante prestar atenção ao nosso corpo e investigar sintomas novos
✔️ Como lidar com o medo de o câncer voltar
✔️ A importância da reabilitação, dos cuidados com a saúde e da retomada das atividades do dia a dia
✔️ Como recuperar a confiança e voltar a viver plenamente após o tratamento
Uma coisa que sempre falo aos meus pacientes é que cada caso demanda um tipo de acompanhamento!
A frequência das consultas e dos exames depende do tipo de câncer, do estadiamento inicial, das características do tumor e do tratamento que foi realizado.
E, conforme o tempo vai passando, muitas vezes podemos espaçar mais essas consultas.
Mas isso não significa que você precise esperar a próxima consulta se perceber algo diferente em seu corpo!
Se aparecer algum sintoma novo, é importante dar atenção, investigar e esclarecer o que está acontecendo.
Na maior parte das vezes, essas queixas não estão relacionadas a uma recidiva do câncer. Podem ser consequências do próprio tratamento ou outros problemas de saúde que também precisam de cuidado.
Quando termina o tratamento, é hora de cuidar da recuperação, da reabilitação, da saúde física e emocional e de voltar, aos poucos, a fazer aquilo de que você gosta!
Também quero conversar sobre uma questão que preocupa muitos pacientes:
“Doutor, qual é a chance de o meu câncer voltar?”
Para muitos tipos de câncer, a maioria das recidivas, quando acontecem, ocorre nos primeiros anos após o tratamento. E, conforme o tempo passa sem sinais da doença, essa chance tende a diminuir.
Mas quero te convidar a uma reflexão!
Será que precisamos esperar tantos anos para começar a viver novamente com confiança, esperança e gratidão?
Acredito muito que podemos aprender a valorizar cada dia dessa caminhada, sem deixar de fazer nosso acompanhamento e cuidar da nossa saúde.
Porque o tratamento pode ter terminado, mas o cuidado continua!
E esse cuidado é importante tanto para quem realizou um tratamento com intenção de cura quanto para quem continua convivendo com uma doença que está sob controle.
O bem-estar, a qualidade de vida e o alívio do sofrimento também serão sempre objetivos importantes do nosso cuidado!
Se você terminou o tratamento, está passando por ele ou conhece alguém que esteja vivendo essa fase, este episódio pode te ajudar!
Compartilhe com quem precisa dessas informações!
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Neste episódio do Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, vou te explicar o que esperar de cada etapa da recuperação após uma cirurgia oncológica: desde o preparo para a cirurgia, as primeiras horas depois do procedimento, passando pelo período de internação, pela alta hospitalar e pelos primeiros dias em casa, até a retomada gradual da rotina.
Vou responder a perguntas como:
Vou falar sobre a importância de se preparar antes da cirurgia, movimentar-se precocemente, cuidar da alimentação, controlar adequadamente a dor e entender que cada paciente e cada cirurgia têm o seu próprio tempo de recuperação.
E existe também uma parte muito importante dessa caminhada que acontece depois da alta: o acompanhamento.
É nesse período que avaliamos a recuperação, o resultado anatomopatológico, a necessidade ou não de outros tratamentos e os próximos passos.
A recuperação de uma cirurgia para câncer não acontece de uma hora para outra. Ela é um processo.
E entender esse processo pode ajudar a enfrentá-lo com mais informação, segurança e tranquilidade.
Se este conteúdo puder ajudar alguém que está se preparando para uma cirurgia, compartilhe este episódio.
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Receber a indicação de uma cirurgia para tratar o câncer pode gerar muitas dúvidas, inseguranças e medos.
Algumas pessoas têm medo da anestesia. Outras têm medo da dor, das possíveis complicações ou de como será a recuperação. Também existem pacientes que chegam até mim com uma dúvida muito comum:
“Doutor, será que a cirurgia pode espalhar o câncer?”
Neste episódio do Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, quero conversar de forma aberta sobre os medos e dificuldades que envolvem uma cirurgia para o tratamento do câncer.
Vou trazer situações reais que encontro no meu dia a dia com pacientes que estão no pré-operatório para te ajudar a enfraquecer alguns desses medos, caso você ou alguém próximo esteja passando por esse momento.
Você vai entender:
✔️ Quais são os medos mais comuns antes da cirurgia
✔️ O que realmente acontece durante uma cirurgia oncológica
✔️ Como nós nos preparamos para realizar esses procedimentos com segurança
✔️ O que pode ajudar o paciente a enfrentar esse momento com mais tranquilidade
Ter medo é natural.
Acredito muito que, quanto mais conseguimos entender o que está acontecendo e como será a programação do tratamento, esclarecer as dúvidas e nos preparar para cada etapa, mais segurança podemos ter para seguir em frente com tranquilidade.
Se você está se preparando para uma cirurgia ou conhece alguém que esteja vivendo esse momento, este episódio pode te ajudar.
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🎙️ Podcast: Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer
Cirurgia aberta, videolaparoscópica ou robótica: como saber qual é a melhor escolha quando precisamos fazer uma cirurgia?
Essa é uma pergunta frequente no meu consultório.
A cirurgia evoluiu muito e hoje conseguimos realizar cirurgias complexas por diferentes vias. Mas existe uma mensagem que considero fundamental:
Mais importante do que escolher a tecnologia é fazer a indicação correta para cada paciente.
Neste episódio do Podcast Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, explico as principais diferenças entre cirurgia aberta, videolaparoscopia e cirurgia robótica e como nós, cirurgiões, decidimos qual utilizar.
Você vai entender:
• Qual é a diferença entre cirurgia aberta, vídeo e robótica
• Quando cada uma pode estar indicada
• Quais são os benefícios da cirurgia minimamente invasiva
• O que a cirurgia robótica ajuda na nossa capacidade de operar
• Quando a cirurgia aberta é uma excelente escolha
• Como o tipo de doença, a localização, a complexidade da cirurgia e as características de cada paciente influenciam essa decisão
• Por que experiência, planejamento e estrutura hospitalar também são importantes
Quando falamos de câncer, o objetivo da cirurgia pode ser curar, controlar a doença ou aliviar um problema.
Existem cirurgias em que a robótica oferece vantagens importantes. Existem situações em que a videolaparoscopia é uma excelente alternativa. E existem operações em que a cirurgia aberta é necessária ou pode ser a melhor escolha.
A decisão precisa ser individualizada para cada paciente, na cirurgia que precisa ser realizada e na experiência do cirurgião e sua equipe.
A indicação correta continua sendo o mais importante!
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A cirurgia é um dos principais tratamentos do câncer, quando a doença é diagnosticada em uma fase inicial, pode representar uma grande possibilidade de cura. Também em utros casos mais complexos de câncer e avançados de câncer, a cirrugia pode ser um ponto fundamental e ser combinada com outras terapias e ter ótimos resultados de cura e controle do câncer.
Mas quando uma cirurgia é realmente necessária? Quem deve realizá-la? E por que é tão importante que o paciente com câncer seja tratado por uma equipe especializada?
Neste episódio do Podcast Caminhos de Cura: Liçóes de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, explico como tomamos a decisão de indicar uma cirurgia no tratamento do câncer e por que essa decisão precisa fazer parte de um planejamento oncológico completo.
Quando identificamos que o melhor caminho é a cirurgia, existe um motivo muito claro para realizá-la. Indicar bem uma cirurgia é muito importante e saber o momento adequado também, fazendo isso em um hospital preparado e com profissionais especializados no tratamento do câncer.
Vou falar sobre a importância do Cirurgião Oncológico e também dos especialistas de outras áreas que se dedicam ao tratamento cirúrgico do câncer, dentro de uma equipe multidisciplinar.
Também falei sobre:
• Por que a cirurgia continua sendo fundamental no tratamento de muitos tumores
• Quando operar pode representar possibilidade de cura ou controle da doença
• A importância do estadiamento antes de decidir o tratamento
• Cirurgia aberta, videolaparoscópica ou robótica e como escolhemos a melhor via para cada paciente
• Segurança da anestesia, estrutura hospitalar e cuidados no pós-operatório
• A importância de recuperar o paciente e fazê-lo voltar para casa o quanto antes e com segurança
• Possíveis sequelas da cirurgia e como procuramos preservar órgãos, funções e qualidade de vida
• Por que atrasos no diagnóstico e no início do tratamento podem fazer diferença
• As leis dos 30 e 60 dias no atendimento oncológico pelo SUS
• A formação do Cirurgião Oncológico e os anos de preparação necessários para cuidar de pacientes com câncer
• A dificuldade de acesso à cirurgia oncológica segura que ainda existe em muitas partes do mundo
Também falei um pouquinho da minha formação no INCA e de como os anos dedicados à Cirurgia Oncológica influenciaram a maneira como cuido dos meus pacientes hoje. Falo não apenas na realização de uma operação, mas procurando entender toda a jornada antes, durante e depois do tratamento.
E quando o câncer precisa de cirurgia, encontrar o profissional certo, chegar ao tratamento no momento adequado e contar com uma estrutura segura pode fazer toda a diferença.
Dr. Alex Bruno de Carvalho Leite
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Doutor, eu estou curado?
Essa é uma pergunta que aparece muito no meu consultório tanto no início do tratamento quanto no fim do tratamento.
Ela pode surgir no dia do diagnóstico, acompanhar a cirurgia, a quimioterapia, a radioterapia e continuar presente mesmo quando o tratamento termina.
Neste episódio do Podcast Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, quero conversar com você sobre o verdadeiro significado de cura e remissão no câncer — não apenas do ponto de vista médico, mas também do ponto de como alguém que vive este desafio pode escolher enxergar dalí para frente.
O que significa estar curado?
É não ter mais nenhuma evidência da doença?
É terminar o tratamento?
É passar cinco anos ou 10 anos sem o câncer voltar?
Te convido a pensar que existe uma dimensão pessoal da cura: voltar a viver plenamente independente do câncer.
Vou falar sobre a diferença entre cura, remissão, controle e ausência de evidência de doença, e por que esses conceitos precisam ser compreendidos dentro da realidade de cada paciente e de cada tipo de câncer.
Também explico por que exames, marcadores tumorais e resultados isolados não devem ser interpretados fora do contexto. Na maioria das situações, precisamos juntar história clínica, exame físico, exames de imagem, resultados anatomopatológicos e a evolução daquele paciente ao longo do tempo.
Falo ainda sobre doenças mais desafiadoras, como o câncer de pâncreas, e sobre como os avanços da Medicina vêm ampliando nossas possibilidades. Tratamentos sistêmicos, estratégias neoadjuvantes, melhores técnicas cirúrgicas, hospitais mais preparados e equipes multidisciplinares permitem hoje oferecer oportunidades que não existiam da mesma forma no passado.
Compartilho inclusive a experiência de uma paciente que recentemente operei, que recebeu tratamento antes da cirurgia e depois pôde ser submetida a uma cirurgia de Whipple, com uma excelente recuperação.
E isso nos leva a uma reflexão importante:
Será que uma pessoa precisa esperar cinco anos para começar a se sentir curada?
A Medicina precisa ser responsável. Sentir-se curado não significa que o médico possa garantir que a doença nunca voltará. O risco de recorrência existe, cada caso é um caso e o acompanhamento oncológico continua sendo fundamental.
Mas talvez também não seja necessário viver durante anos com medo do câncer voltar.
Uma pessoa pode estar bem, sem evidência de doença, seguir corretamente seu tratamento ou acompanhamento e, ao mesmo tempo, permitir-se recuperar a esperança, fazer planos e voltar a viver plenamente.
Porque uma coisa é a definição médica de cura. Outra é o sentimento de estar curado.
E esse sentimento também faz parte da jornada.
No tratamento do câncer, continuaremos sempre trabalhando com três grandes objetivos:
Cura. Controle. Alívio.
Mas independentemente de qual deles estivermos buscando, existe algo que nunca podemos esquecer:
a vida precisa continuar.
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MEU EXAME DEU ALTERAÇÃO… E AGORA?
Essa é uma das frases muito comuns no consultório.
Receber um exame mostrando um nódulo, um cisto, uma alteração ou alguma lesão pode gerar muita preocupação. E muitas pessoas imediatamente pensam: “Será que é câncer?”
Mas nem toda alteração encontrada em um exame significa câncer.
Muitas vezes encontramos alterações que estavam ali sem causar qualquer sintoma e foram descobertas por acaso durante uma ultrassonografia, tomografia, ressonância ou outro exame. São os chamados achados incidentais ou incidentalomas.
E, a partir daí, existe uma decisão muito importante:
Quando podemos apenas observar?
Quando precisamos investigar melhor?
E quando é necessário agir e tratar?
Neste episódio do Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, explico como o médico organiza esse raciocínio e por que nem sempre fazer mais exames ou operar imediatamente significa cuidar melhor.
O mais importante é entender o que foi encontrado, qual o risco daquela alteração e qual deve ser o próximo passo.
Porque algumas alterações podem simplesmente ser acompanhadas. Outras precisam de exames complementares. E algumas realmente vão exigir uma investigação ou tratamento mais rápido.
Quando tranquilizamos o paciente com informações, isso ajuda a diminuir o medo, evitar excessos e, principalmente a tomar decisões mais seguras.
Se você já recebeu um exame alterado ou conhece alguém passando por essa situação, este episódio é para você.
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Receber um exame alterado, uma suspeita ou o diagnóstico de um câncer assusta muito.
Diariamente meus pacientes chegam ao meu consultório trazendo não apenas exames e biópsias, mas também muitas dúvidas, inseguranças e medos. Alguns deles são reais. Outros surgem justamente por ainda não saberem o que acontecerá a partir daquele momento.
Uma das coisas que procuro mostrar aos meus pacientes é que não precisamos enfrentar todo o tratamento de uma vez.
Podemos dividir essa jornada em etapas.
Neste episódio do Podcast Caminhos de Cura: Lições de um Cirurgião Oncológico e Robótico para Mulheres no Combate ao Câncer, vou explicar de forma simples e clara as principais fases do tratamento do câncer, desde uma primeira suspeita até o acompanhamento depois do tratamento.
Tudo começa entendendo o problema.
Falaremos sobre a investigação inicial, o diagnóstico, a importância da biópsia e do laudo histopatológico e, em alguns casos, da imuno-histoquímica.
Depois vem uma etapa fundamental: o estadiamento.
Precisamos entender onde está o tumor, suas características, a extensão da doença e como ela está se comportando para então planejarmos a melhor estratégia de tratamento.
A partir daí, cada paciente terá seu próprio caminho.
Pode ser necessário preparar o organismo para uma cirurgia, realizar um tratamento antes da operação, fazer a própria cirurgia ou utilizar tratamentos como quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, terapia-alvo, hormonioterapia ou outras estratégias, dependendo do tipo de câncer e de cada situação.
E existe algo que considero muito importante:
Depois de vencer uma etapa, precisamos reconhecer essa vitória.
Fez a cirurgia? Agora o objetivo é se recuperar da cirurgia.
Recuperou-se? Vamos analisar o resultado histopatológico e entender qual será o próximo passo.
Terminou a quimioterapia ou a radioterapia? É mais uma etapa concluída.
Quando dividimos um problema grande em partes menores, conseguimos ter mais clareza sobre aquilo que precisa ser feito naquele momento.
E isso pode tornar o caminho mais organizado e menos assustador.
Também conversaremos sobre uma fase que considero fundamental e que muitas vezes recebe menos atenção: a vida depois do tratamento.
É hora de cuidar da reabilitação, recuperar o corpo e a mente, retomar atividades, voltar ao trabalho quando possível, cuidar dos hábitos, ouvir o próprio corpo e reconstruir a vida.
E começa também o acompanhamento oncológico.
As consultas e os exames serão individualizados de acordo com o tipo de tumor, o tratamento realizado, o estadiamento e as características de cada paciente. Com o passar do tempo, muitas vezes conseguimos aumentar os intervalos entre consultas e exames.
Mas acompanhamento não significa viver esperando que o câncer volte.
Significa continuar cuidando.
Mesmo quando estamos diante de uma doença que precisa ser controlada por mais tempo ou de uma eventual recidiva, novamente procuramos entender o problema, estabelecer prioridades e definir o próximo passo.
É assim que procuro caminhar com meus pacientes: um passo de cada vez.
Diagnóstico.
Entendimento da doença.
Estadiamento.
Planejamento.
Tratamento.
Recuperação.
Reabilitação.
Acompanhamento.
E comemorando cada vitória conquistada durante o caminho.
Porque no tratamento do câncer podemos ter diferentes objetivos, e sempre precisamos trabalhar buscando cura, controle e alívio, de acordo com a realidade de cada pessoa.
Um passo de cada vez. Tudo no seu tempo.
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