O ataque de pânico é a manifestação de uma ansiedade intensa e extrema. Nesse sentido, ele pode ser desencadeado por diversos gatilhos - internos e externos - e desequilibrar o aspecto emocional de uma pessoa por minutos ou horas.
Também chamada de crise de pânico, essa condição pode surgir de repente ou estar associada a diversas questões, como depressão, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno de ansiedade generalizada e a própria síndrome do pânico.
Assim, é indispensável se atentar para a recorrência desse fenômeno para que o diagnóstico e o devido tratamento sejam realizados o quanto antes.
Continue a leitura deste artigo para saber tudo sobre o ataque de pânico, desde sintomas e gatilhos até formas de lidar e tratar. Boa leitura!
Quais são os sintomas de um ataque de pânico?
O principal sintoma de um ataque de pânico é a sensação de estar em perigo. Isso significa que o indivíduo em pânico sente que a sua vida está ameaçada, podendo, inclusive, ter uma desagradável sensação de morte, mesmo sem estar em uma situação real de risco.
No entanto, para além desse, existem outros sintomas - emocionais e físicos - presentes em uma crise de pânico, como:
Sintomas emocionais e comportamentais
Ansiedade extrema
Crise de choro
Pensamentos desconexos
Medo súbito de morrer ou de estar em perigo
Receio de perder o controle dos sentidos e do corpo
Sensação de estar desconectado do corpo
Sintomas físicos
Taquicardia
Vertigem
Suor excessivo e calafrios
Dor ou desconforto no peito
Tremores e espasmos
Desmaio
Diarréia, náusea e/ou vômito
Falta de ar ou hiperventilação
Sensação de dormência nos membros, como mãos e pés
Vale dizer que cada pessoa vivencia o ataque de pânico de uma forma, portanto, não necessariamente todas terão os mesmos sintomas.
Qual é a diferença entre um ataque de pânico e crise de ansiedade?
De forma geral, a principal diferença entre ataque de pânico e crise de ansiedade está na gravidade. Nesse sentido, apesar de ambas serem desconfortáveis, a primeira apresenta sintomas mais intensos e agudos de pânico e angústia.
Além disso, a crise de ansiedade costuma apresentar causas mais concretas, como uma adversidade vivenciada ou um desafio que se apresenta, como uma mudança de emprego. Já no caso do ataque de pânico, não costuma ter um motivo real e aparente para surgir.
Entretanto, é válido destacar que essas duas condições podem aparecer juntas. Isso significa que quando uma crise de ansiedade é muito grave, o pânico pode surgir como um de seus sintomas, como o medo de morrer e a dificuldade para respirar.
Causas de um ataque de pânico
Apesar de as causas de um ataque de pânico serem diversas, ele normalmente surge quando o indivíduo se encontra em uma situação estressante.
Assim, os principais fatores que podem contribuir para desencadear uma crise são:
Existência da síndrome do pânico;
Existência de alguma fobia;
Existência do transtorno de ansiedade generalizada (TAG);
Existência de um quadro depressivo;
Existência do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT);
Experimentação de níveis elevados de estresse diariamente ;
Vivência de ocasiões adversas e extremas de estresse, como luto, desastres naturais, acidentes de veículos, assaltos ou roubos, etc.
Como identificar gatilhos para um ataque de pânico?
Os gatilhos para um ataque de pânico podem estar associados a estresses diários, traumas, perdas e/ou conflitos. Contudo, a forma de identificá-los é feita de forma individual, uma vez que cada pessoa tem uma questão que pode desencadear uma crise.
Entretanto, apresentamos, a seguir, um passo a passo geral que te permitirá - ou pelo menos te ajudará - a identificar o(os) seu(seus) gatilho(s):
1. Trabalhe a auto-observação:
Comece observando quais são as situações do dia a dia que te desequilibram emocionalmente (incluindo as mais simples). Faça essa análise em casa, no trabalho, no trânsito, etc. Isso é importante para que você consiga se antever a situações que podem te desestruturar.
1. Desenvolva o autoc...