O livro de JÓ
está no antigo testamento, conta a história de um homem extremamente próspero em todos os sentidos que viveu no oriente médio.
O livro apresenta falas de Deus, do diabo, e de pessoas, entre elas o próprio Jó, sua mulher e 4 homens que se reuniram para oferecer conselhos e opiniões (Ao Jó e surpreendentemente A NÓS, milhares de anos depois).
Pela oitava vez Jó manifesta o que vem sentindo:
Minha queixa hoje ainda é amarga, e me esforço para não gemer.
Se ao menos eu soubesse onde encontrar a Deus, iria a seu tribunal.
Exporia minha causa e apresentaria meus argumentos.
Ouviria sua resposta e entenderia o que ele me dissesse.
Acaso ele usaria seu grande poder para discutir comigo?
Não!
Ele me ouviria sem tomar partido.
Os justos podem apresentar sua causa; meu Juiz me absolveria de uma vez por todas.
Se vou para o leste, lá ele não está; sigo para o oeste, mas não consigo encontrá-lo.
Não o vejo no norte, pois está escondido; quando olho para o sul, ele está oculto.
E, no entanto, ele sabe aonde vou; quando ele me provar, sairei puro como o ouro.
Pois permaneci nos caminhos de Deus; segui seus passos e nunca me desviei.
Não me afastei de seus mandamentos; dei mais valor a suas palavras que ao alimento diário.
Mas, quando ele toma sua decisão, quem pode fazê-lo mudar de ideia?
Ele faz o que bem deseja.
Portanto, fará comigo tudo que planejou; ele controla meu destino.
Não é de admirar que eu me apavore em sua presença; quando penso nisso, entro em pânico.
Deus fez meu coração parar; ele me encheu de medo.
A escuridão me cerca; há trevas densas e impenetráveis por toda parte.”
Por que Ele não marca uma data para seu juízo? Por que os que o conhecem esperam por ele em vão?
Os que agem errado retiram cercas, roubam rebanhos e os trazem para seus pastos.
Tomam as coisas daquele que não tem pai nem mãe e para socorrer mulheres humildes exigem garantias impossíveis
Os pobres são empurrados para fora do caminho, e os necessitados se escondem para se proteger.
Como animais selvagens nas regiões secas, passam todo o tempo em busca de com o que se alimentar e aos seus filhos.
Se abastecem de alimentos que não se esforçaram para conseguir
Permitem que os que não tem roupas nem cobertas para se proteger passem a noite nus e com frio
Encharcados pelas chuvas , encolhem-se junto às pedras por falta de abrigo.
Arrancam bebês de suas mães e exigem garantias impossíveis para auxiliar os pobres
Permitem que pobres andem nus por falta de roupas; e não os alimentam, colocam eles para trabalhar preparando comida e bebida mesmo estando como fome e sede
Ouvem gemidos de pessoas que estão para morrer e pedidos de socorro de pessoas feridas, nem Deus presta atenção…
Os que agem errado se revoltam contra a luz; não reconhecem os caminhos dela, nem permanecem em suas estradas.
O assassino se levanta de madrugada, para matar os pobres e os necessitados; à noite ele se torna ladrão.
O adúltero espera o cair da noite, pois pensa: ‘Ninguém me verá’; esconde o rosto para ninguém o reconhecer.
Os bandidos arrombam casas à noite e dormem durante o dia; não estão acostumados com a luz.
A noite escura é sua manhã; aliam-se aos terrores da escuridão.
Mas, como espuma num rio, desaparecem; tudo que possuem é amaldiçoado, não tem entendimento do que é prosperidade.
A sepultura consome os pecadores, como a seca e o calor consomem a neve.
Sua própria mãe se esquecerá deles; para os vermes, terão sabor doce.
Ninguém se lembrará deles; os perversos serão derrubados como árvores.
Enganam a mulher que não tem filhos para defendê-la;
não socorrem a viúva necessitada.
Deus, em seu poder, leva embora mesmo os poderosos; não têm garantia nenhuma de que permanecerão. Talvez estejam acomodados em aparente segurança, mas Deus os vigia permanentemente... (Livro de Jó Capítulos 23 e 24)