Quando a menina pronuncia a palavra “mar”, seu pai, entusiasmado com a possibilidade da filha finalmente falar, a leva até o oceano! Ele também tenta pegar a lua! Mas além de continuar quieta, a miúda ainda fica paralisada, sem mexer um fio de cabelo, enquanto as ondas começam a cobrir o corpo dos dois... Esse conto não foi escrito para o público infantil, porque o Mia Couto escreve sem pensar se é para criança ou para adulto. Ele também escreve em português de Portugal, e inventando palavras, que é o jeito que ele aprendeu de conseguir transpor para o papel a oralidade e a realidade dos povos da África Oriental, sua terra. O resultado é uma história com um clima todo mítico, cheia de poesia e de imaginação.