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Or


Compositores: Ailson Picanço, Guga Martins, Abílio Jr. Davison Jaime, Prof. Zé Ricardo, Clairton Fonseca
LETRA:
TALHA DE UM BAOBÁ
PENSAMENTO MILENAR, RESISTÊNCIA DA COR
OUÇA O QUE VOU CONTAR
À LUZ DO LUAR, AO SOM DO TAMBOR
COMO FAZIAM MEUS ANCESTRAIS
EM ANTIGOS RITUAIS JEJE-NAGÔ
LAMENTOS E DORES NO LIVRO DA ESCOLA
NOSSOS VALORES NÃO ENSINAM, PORQUÊ?
A TINTA PRETA QUE ESCREVE A HISTÓRIA
PAPEL EM BRANCO NÃO PODE ESCONDER
A MARÉ NÃO VAI LEVAR DO TEU COLO, YAÔ
ESPERANÇA IORUBÁ, SONHO DE UM BEIJA-FLOR
QUANDO A LUTA FOI SEMENTE ATABAQUE NÃO CALOU
O SUOR DA CORRENTE NESSA TERRA GERMINOU
(NA GIRA! NA GIRA!)
NA GIRA DO ORIXÁ
NUM VERSO À BEIRA- MAR...
IRMÃO TE PEÇO, AGÔ! ÔÔÔ
O VERBO NÃO FOI EM VÃO
O PALCO DA LIBERTAÇÃO REVELOU
PALMARES E O QUARITERÊ RESISTEM A CADA ESTAÇÃO
EMPRETECER É SABER QUE OS POETAS
PODEM TER A CARA DA NAÇÃO
CABANA! ONDE ABRIGUEI MEU SAMBA
NAS GUIAS DA BAIANA MEMÓRIAS DO GRIÔ
NA PELE AS MARCAS DO TEMPO
RAÇA, RAIZ, SENTIMENTO
LUGAR DE FALA QUE MEU POVO CONQUISTOU
FIRMA O CANGERÊ, TOCA O ADARRUM
FESTA NO AYÊ, ALMA NO ORUN
A BEIJA-FLOR É NOSSA VOZ
O SAMBA É PRETO
E SEMPRE LUTOU POR NÓS
Compositores: Bruno Ribas, Thiago Alves, Alan Vinícius, Adilson Brandão, Fábio Braga e Junior Trindade
Part. Esp. Lohan 77
Cabana nos traga sua poesia
Pra gente falar de um novo dia
E acender a chama dos nossos ancestrais
São reis , pensadores e poetas
A consciência desperta
Eu vou em frente ao olhar pra trás
Voa meu amor, ao beijar a flor
Luanda está sorrindo
O banzo já passou
É lindo ... seguir de novo as estrelas
E me encontrar nas veredas
Que a cicatriz não apagou
Forjado por Ogum
Guiado por Xangô
Me impuseram memórias
Mudei a história ,me fiz professor
Axé, filosofia aprendi nos terreiros
Ifé, sabedoria de irmãos pretos
No palco enfim, brilham Mercedes, Abdias
Nos versos de mil Carolinas
Arte refletida em mim
Meu Beija-flor, minha casa , meu quilombo, meu Nilo
No seu tambor resistir é meu maior motivo
Vem desse chão negras entidades
Neguinho é voz da liberdade
É canto de griô , reparação de fala
De um povo vencedor, Deusa da raça
O preto Beija-flor da lágrima sentida
Representa meu valor, escola de vida
Compositores: Dr. Rogério, Ronaldo Nunes, Luiz Pião, Márcio França, Rodrigo Sarmento e Carlinhos Ousadia
Chega! Não julgue se não sente a minha dor
Tantas vezes já provei o meu valor
Um beija flor com sua raça
Congrega a massa por onde for
Basta! Já protestei mas ainda contrasta
Cansei da sua falsa simpatia
Não preciso mais da sua aceitação
Sou preceito e "fundamento"
Punho cerrado contra a opressão!
Quem vem na frente é Exú!
(Exú!) Nessas andanças...
Na minha "sorte" é Ogum! (Ogum)... Quem forja a lança!
A ignorância tem o mesmo "tom" do preconceito
Mas no caminho da luz, todo mundo é preto!
É hora de empretecer a opinião
Fazer da arte o nosso grito:
"Favela armada de ilusão"
Me livro de armas, me armo de livros
Meu povo tem a graça de Pinah
Rainhas são raíssas nesse chão
Aqui nascem claudinhos e selminhas
O futuro da nação
Preto, seja o que quiser
Pois não há país sem cor
Cabana, sua herança está de pé
Brasil não é Brasil sem Beija flor
Iererê ierê, minha vida meu amor
Pelo som do tambor é ela
Vem ser mais um neguinho da Beija Flor
E desfilar um sorriso na passarela
Compositores: Rodrigo Cavanha, Wilsinho Paz, Serginho Sumaré, Théo Ribeiro, Léo Freire e Felipe Mussili
Sou preto !!
sou muito mais orgulho que lamento.
A minha pele é empoderamento.
Sou cria do quilombo da baixada
Somos raiz !!
raça que não há de se curvar
O fruto do oxê, meu pai Xangô
Kaô, kaô!
Na força do meu ancestral eu vou !
Acreditar, fazer renascer
A chama no olhar e seguir em frente
A vida é uma arte, a cor que não tem o tom
Nas asas do beija-flor presente
O dom da palavra liberta
Na cor dos meus versos a transformação
Memórias em poesias, inspiram escritas num papel de pão.
Ganhei.. os palcos da vida
Canções e avenidas, me orgulho em representar
Sou eu.. a voz que não cala, um neguinho da vala
De pés no chão a cantar
Chegou.. comunidade nilopolitana
A resistência, que não se calou
Erguendo a bandeira do mestre cabana.
Empretecer o seu pensamento
Ouvir nossa voz é prova de amor
Hei de lutar, jamais sucumbir
Meu nome é Beija-Flor
A NOBREZA DA CORTE É DE ÉBANO
VERSOS PARA CRUZ, CONCEIÇÃO NO ALTAR
E O BRASIL ESCRAVIZAVA!!
MEU PAI OGUM AO LADO DE XANGÔ
MOCAMBO DE CRIOULO: SOU EU! SOU EU!
Será que a imagem retinta, reflete a alma do criador
Patuá da minha fé
Ver a negra arte sendo resgatada
Honro a minha pele, a tradição nagô
Leonardo Bessa aborda a disputa de samba-enredo da Imperatriz Leopoldinense em 2000 e da Unidos da Tijuca em 1998.
O ano de 2017 é marcante para os portelenses. O desfile da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira trouxe o título após 33 anos.
No terceiro episódio do podcast 'A volta dos que não foram... lá na Sapucaí', Leonardo Bessa viaja para o Carnaval de 1989. Ele fala da Caprichosos de Pilares e da Mocidade Independente de Padre Miguel.
O episódio 02 do podcast "A volta dos que não foram... lá na Sapucaí", comandado por Leonardo Bessa, aborda os sambas do carnavais da Grande Rio em 1998 e 2006.
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