Nesse episódio trazemos mais um tema no mínimo delicado e sensível, afinal nunca é fácil falar de uma história criada através de mentiras, opressões, escravidão, torturas e infinitas atrocidades. Uma das principais táticas do opressor sempre foi exterminar a cultura do povo oprimido, colocando a sua, assim os traços do orgulho daquela nação oprimida, morrem ali. Mas não com os africanos, sua cultura estava mais enraizada do que seus algozes podiam sequer imaginar, logo, eles poderiam reproduzir o que era imposto, porém esquecer suas origens, jamais.
Percebendo isso, os brancos resolveram intensificar ainda mais esse processo, tirando tudo o que poderia ser orgulho para os negros e trazendo nomes e apelidos pejorativos, eles criaram uma cultura de que o negro só estava ali para servir seu suposto senhor, inclusive sexualmente, em um costume muitíssimo comum, mas nunca assumido publicamente, afinal, o que pensariam de um homem branco, tendo relações com uma negra, tendo sua esposa, branca em casa? o mesmo vale para o oposto. Bom, eu não sei o que pensariam não, mas sei o que fizeram, e esses estupros, criou uma enorme população de descendentes não assumidos por seus progenitores brancos, apesar da cor da pele já dar a prova, muito mais precisa do que o teste de D.N.A, que só seria descoberto séculos depois.
Assim surge a mulata, mulher considerada aceitável pela sociedade por conta do tom claro de pele negra, mas ainda assim negra, mas que poderia ser usada para diversos trabalhos, inclusive para o sexo, já que se acreditava que seu corpo, considerado avantajado, era resistente a abusos sexuais, logo, atrocidades foram cometidas em cima dessa crença, que se tornou cultural, afinal assim como a mula carrega peso, a mulata pode também carregar outras coisas.
Gostou da prévia? quer saber mais sobre a mulata? vem com a gente.