Pelo menos 80 candidatos nas eleições deste ano são suspeitos de terem apresentado candidaturas fictícias no Paraná.
De acordo com o Ministério Público do Estado (MP-PR), são funcionários públicos que se licenciaram, mas não fizeram campanha.
A legislação eleitoral prevê que os servidores que se candidatam a um cargo eletivo recebam licença remunerada.
A apuração do MP cruzou os dados públicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná. Mais de três mil funcionários foram analisados.
O MP avaliou se o candidato recebeu menos de 10 votos, se gastou até R$ 100,00 na campanha e se tinha site ou rede social como meio de comunicação.
Segundo o MP, os funcionários que não realizaram campanha durante o afastamento, receberam dos cofres públicos de forma indevida, o que caracteriza ato de improbidade administrativa e crime de estelionato.
Caso confirmado, eles terão que devolver os valores recebidos, além de multa, suspensão dos direitos políticos e pena de 1 a 6 anos de reclusão.
Conforme o Ministério Público, não foram registrados suspeitos em Ponta Grossa.