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Central 3 episodes

  • Fronteiras Invisíveis do Futebol #24 EUA
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    Sam’s Army!
    Tony Meola no gol, Alexi Lalas na zaga e George Washington com a 10 e a faixa! Por qual motivo um programa cujo o fio condutor é o futebol vai falar sobre os Estados Unidos da América? Eles sequer chamam de futebol, chamam de soccer. E você sabe o motivo disso? E sabe explicar por que o futebol com os pés e uma bola redonda não é tão popular por lá? É isso que vamos tentar esclarecer, embora seja o mesmo país que tem o terceiro campeonato mais antigo em atividade, a US Open Cup.
    Junto com os dois momentos que o futebol teve destaque nos EUA, vamos falar como eram esses períodos na política e na economia estadunidenses. Na verdade, passamos pela História do atual país, desde a colonização até Obama. Com menção honrosa para a teoria que diz que os homens chegaram na América pelo Estreito de Bering. Temos crises econômicas, conflitos, Destino Manifesto, racismo, períodos de otimismo, e, claro, não podemos deixar de citar Freddy Adu. Dá play!
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  • Fronteiras Invisíveis do Futebol #25 R.D. Congo
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    Les Léopards!
    Após um intervalo inesperado na última quinzena, voltamos para o continente africano e visitamos a República Democrática do Congo. Falamos de sua História, a formação do Reino, a chegada dos portugueses, as diversas guerras e disputas coloniais, ao mesmo tempo em que a população local era convertida ao cristianismo. Lembramos também que a atual República Democrática do Congo foi palco de um dos primeiros casos de genocídio da Idade Contemporânea, com milhões de nativos morrendo sob o domínio do rei belga Leopoldo II, proprietário do território desde a Conferência de Berlim (1884-85).
    Passamos pelo retrospecto futebolístico do país, bicampeão da Copa Africana de Nações e primeira seleção da África sub-subsaariana a disputar uma Copa do Mundo, em 1974, enfrentando o Brasil inclusive, além de ser o berço de diversos jogadores famosos que vestiram as camisas de seleções europeias, notem o plural.
    No terceiro bloco, falamos sobre a independência do Congo Belga, a eleição de Patrice Lumumba, seu assassinato e a subsequente ditadura de Joseph Mobutu, no contexto da Guerra Fria, que muda o nome do país para Zaire. O ditador seria derrubado somente na década de 1990, dando início ao conflito mais sangrento desde a Segunda Guerra Mundial!
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    49 min
  • Fronteiras Invisíveis do Futebol #26 Chapecó
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    Força Chape!
    Ainda sensibilizados pela fatalidade da madrugada 29 de novembro, decidimos homenagear a Chapecoense e os habitantes da cidade, localizada no oeste de Santa Catarina. Os primeiros habitantes da região pertenciam ao tronco linguístico macro-jê, sendo denominados posteriormente de kaingangs (“moradores do mato”), dos quais muitos foram catequizados pelos jesuítas, enquanto outros foram escravizados pelos bandeirantes.
    As margens do rio Chapecó, o principal afluente do Uruguai, sempre estiveram em disputa entre as populações nativas e os invasores espanhóis e portugueses. O impasse continuou no século XIX, com as independências de Argentina (1816) e Brasil (1822), além da Guerra do Paraguai (1864-70), conflito no qual alguns indígenas lutaram pelas tropas imperiais. Neste período, destaca-se a liderança de Vitorio Condá, cacique que garantiu a posse das terras que hoje formam a Aldeia que leva o seu nome – assim como o estádio – localizada a 15 quilômetros do centro da cidade, e a chegada dos primeiros imigrantes europeus.
    Entre 1890 a 1895, as fronteiras entre as repúblicas argentina e brasileira foram delimitadas, destacando-se a atuação do barão do Rio Branco e arbitragem internacional do presidente estadunidense Grover Cleveland. Contudo, o munício era muito cobiçado, sendo incluído na disputa pela Guerra do Contestado (1912-16) entre Paraná e Santa Catarina.
    Enquanto, sua área diminuiu ao longo das décadas, sua população seguiu crescendo graças à indústria frigorífica, base para o surgimento da Associação Chapecoense de Futebol, em 1973, fruto da fusão entre dois antigos clubes de Chapecó. Principal expoente futebolístico da região, a Chape conquistou cinco títulos estaduais (1977, 1996, 2007, 2011 e 2016) antes de entrar para a história como primeira equipe catarinense a chegar em uma final continental e ser aclamada campeã.
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    1 hr 7 min
  • Fronteiras #27 Copa Africana de Nações
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    Africa Unite!
    A cada biênio é disputado, entre janeiro e fevereiro, o torneio de seleções com maior carga simbólica no Planeta Bola: a Copa Africana de Nações, cuja primeira edição foi realizada em 1957 com apenas três países, sendo que hoje a CAF possui 56 federações filiadas, mostrando como o futebol acompanhou a luta por independência na Terra Mãe.
    Explicamos as motivações do neocolonialismo europeu durante o século XIX e a resistência de diversas etnias frente ao imperialismo do homem branco, então apoiado por correntes científicas e religiosas. E também as lideranças, dentro e fora dos gramados, que ajudaram a construir a identidade nacional das antigas colônias, em meio a disputas geopolíticas.
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  • Fronteiras Invisíveis do Futebol #28 Chipre
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    Uma ilha dividida!
    Se você é ouvinte do Xadrez Verbal já deve ter ouvido recentemente que um acordo de paz pode ser alcançado no Chipre. Mas o que se passa por aquelas bandas? Nesta quinzena, vamos até o Mediterrâneo para conhecer a longa História cipriota, disputada por vários povos da Antiguidade, até ser dividida por cristãos e muçulmanos, em uma paz que foi ameaçada pelas Cruzadas.
    A ilha permanece dividida desde então, com parte da população grega e outra parte turca, mesmo durante a posse do império britânico. Após a independência, tentativas de golpes, uma invasão militar turca e uma zona de exclusão divide o Chipre, com milhares de refugiados sendo obrigados à fugirem para outra região da ilha. Enquanto isso, veremos também a ligação dos cipriotas com o futebol e atualmente com o Corinthians – clickbait! – fechando com a música de Georgios Kyriacos Panayiotou, nome de batismo de um dos maiores cantores pop de todos os tempos.
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    50 min
  • Fronteiras Invisíveis do Futebol #29 Bósnia Herzegovina
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    Zlatni ljiljani!
    Cruzamos pela primeira vez uma fronteira da antiga Iugoslávia, para homenagear os vinte e cinco anos da independência da Bósnia Herzegovina. Vamos até a antiguidade para contar a História da região, a formação de sua população e sua conquista pelo Império Otomano. Então, se inicia um período de séculos que vai definir a variedade étnica e religiosa da Bósnia e transformará Sarajevo em uma cidade cosmopolita.
    Isso pode ser visto nos primeiros clubes de futebol da cidade, cada qual representando uma etnia diferente. O futebol bósnio dentro da Iugoslávia, sua seleção, principais jogadores são cobertos no nosso segundo bloco. Já as equipes atuais refletem bem a divisão e variedade da sociedade bósnia, disputada entre croatas e sérvios, algo marcante no período iugoslavo e essencial para compreendermos a Guerra da Bósnia. Entre 1992 e 1995, cerca de cem mil pessoas morreram, mais de dois milhões de refugiados, em um conflito marcado por massacres e crimes contra a humanidade. Finalmente, a formação da atual república, com o primeiro cidadão bósnio que, em 2017, ainda é um bebê!
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  • Fronteiras Invisíveis do Futebol #30 Mulheres
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    8 de Março!
    Na ocasião do Dia Internacional da Mulher, recebemos a jornalista Lu Castro para nos contar um pouco da História do futebol feminino, no mundo e no Brasil. Como o esporte está ligado ao aumento da participação política e econômica da mulher, sua proibição aqui durante o Estado Novo por não ser “feminino”, os diferentes níveis de participação dos grandes clubes e a discussão sobre ser necessária, ou não, a adaptação das regras da modalidade para o público feminino.
    O futebol é pano de fundo para falarmos da participação política da mulher e sua importância. Desde símbolos mitológicos praticamente universais, como a Deusa Mãe, até rainhas e mulheres de destaque na Antiguidade e na Idade Média. Na contemporaneidade, falamos da luta pelo voto, de líderes mulheres eleitas e compilamos todas aquelas que ocupam a liderança de uma nação no ano de 2017!
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    1 hr 42 min
  • Fronteiras Invisíveis do Futebol #31 Pernambuco
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    Ut luceat omnibus!
    O mês de março foi marcado pelo Bicentenário da Revolução Pernambucana e o 480º aniversário da fundação de Recife! Para celebrar ambas as datas, convidamos Gil Luiz Mendes, apresentador do Baião de Dois, para nos ajudar a contar a História de um dos estados que deu origem ao atual Brasil. Dos sítios arqueológicos, passando pela chegada portuguesa, (incluindo a disputa sobre quem chegou primeiro em Pernambuco), a produção de açúcar, a presença holandesa, até os movimentos pela independência.
    Abordamos a independência de Pernambuco e a importância de sua capital, tanto econômica quanto política, berço do movimento das Diretas Já. Claro, tudo isso temperado com a História do futebol em Recife e no interior do estado. Os principais clubes, suas conquistas, os clássicos com seus bonitos nomes e as figuras ilustres do futebol pernambucano, incluindo o melhor jogador do Mundo em 1999!
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    1 hr 37 min
  • Fronteiras Invisíveis do Futebol #32 Japão Pt.1
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    サムライ・ブルー
    Convidamos mais uma vez o amigo de origem okinawana Ubiratan Leal, comentarista de beisebol e futebol nos canais ESPN, para abrir os trabalhos do díptico sobre o Japão. Nesta primeira parte, nos dedicamos à ocupação do arquipélago, localizado no Oceano Pacífico, desde os primeiros vestígios arqueológicos até o período do Xogunato, passando pelos conflitos internos e a formação cultural do povo japonês. Ou povo Yamato?
    Acompanhamos também a chegada e expulsão dos portugueses e o subsequente isolamento japonês, que só terminará no século XIX, quando as modalidades esportivas ocidentais são introduzidas nas ilhas. Entenda como o beisebol tornou-se o passatempo favorito dos japoneses e o futebol ganhou popularidade no final da década de 1980, através das diversas competições sediadas no país e a legião de jogadores e treinadores brasileiros, inclusive defendendo a seleção nacional.
    Explicamos também a Restauração Meiji, consequência direta da Diplomacia da Canhoneira. Com a modernização do país pelo alto e a restauração do poder imperial, o Império Japonês torna-se a primeira potência mundial asiática, adotando uma política expansionista, até a Segunda Guerra Mundial.
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    1 hr 27 min
  • Fronteiras Invisíveis do Futebol #33 País Basco
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    Euskal Selekzioa!
    Uma das edições mais aguardadas pelos ouvintes desta série! Entre o Oceano Atlântico e os Pirineus está localizado o País Basco, cuja população se divide entre o separatismo e manutenção da administração dos governos espanhol e francês.
    Voltamos à Antiguidade para entender a formação do povo basco (ou vasco) e a origem imprecisa do euskera, idioma que hoje é falado por aproximadamente 700 mil pessoas. Também veremos como a região se manteve leal às coroas de Espanha e França e as razões que levaram à busca por autonomia, atingindo o ápice durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39), na qual o vilarejo de Guernica – símbolo da identidade basca – foi bombardeado pela Luftwaffe a mando do General Franco.
    É neste contexto que a seleção do Euskadi, anterior à própria equipe nacional da Espanha, tornou-se um caso paradigmático das relações entre futebol e geopolítica, sendo inclusive vice-campeã do incipiente campeonato MEXICANO, quando diversos jogadores bascos vestiram as cores da Ikurriña – bandeira que ilustra a capa deste podcast – em busca de apoio internacional.
    Entenda como o Athletic Club e os demais clubes da região tornaram-se centros de resistência durante a ditadura franquista (1939-75) e como a diáspora do País Basco ajudou a fortalecer o futebol da América Latina, onde cerca de 7 milhões de descendentes bascos residem, entre eles o argentino Jorge Burruchaga, o boliviano Marco Antonio Etcheverry, o equatoriano Alex Aguinaga e o uruguaio Diego Forlán.
    Foi em oposição ao regime do Generalísimo que surgiu o Euskadi Ta Askatasuna (“Pátria Basca e Liberdade”), mais conhecido pela sigla ETA, principal grupo separatista e ideologicamente contrário ao conservador Partido Nacionalista Vasco, que acabou optando pela luta armada no final dos anos 60, inclusive assassinando o Almirante Carrero Blanco, sucessor direto de Francisco Franco.
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    1 hr 46 min

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