Chutando a Escada

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By Filipe Mendonça e Geraldo ZahranNewsScienceSocial SciencesGovernmentPolitics
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Chutando a Escada episodes

  • O exílio como estratégia: as redes transnacionais do bolsonarismo

    O que um exilado brasileiro em Paris nos anos 1970 e um apoiador de Bolsonaro em Orlando têm em comum? Para Teresa Cristina Schneider Marques (PUCRS), pós-doutoranda na UERJ com apoio da Faperj, ambos ajudam a entender por que o exílio deixou de significar isolamento e passou a ser estratégia política. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães (UFU / OED) e Guilherme Casarões (FIU / OED) recebem Teresa para discutir a transnacionalização do bolsonarismo, tema de sua pesquisa de campo recente na Flórida e de trabalhos como “Migrantes internacionais na extrema direita e as frentes de transnacionalização do bolsonarismo nos EUA”. A conversa percorre o voto da diáspora brasileira nos Estados Unidos, o papel das igrejas e das organizações de migrantes, a ofensiva de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo junto ao governo Trump e os limites de um ativismo que pode sair pela culatra.

    No boletim de notícias, David Magalhães analisa as vitórias da AfD na Saxônia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a largada da corrida presidencial francesa com Marine Le Pen e Éric Zemmour, o acordo migratório entre Jordan Bardella e Nigel Farage e o improvável encontro entre Steve Bannon e Bernie Sanders, sintoma das fissuras dentro do trumpismo. Na abertura, David apresenta o NETEX, novo núcleo da UFU dedicado ao estudo da transnacionalização e do extremismo. E na dica cultural, o documentário Anatomia do Caos, de Dandara Ferreira, sobre os bastidores da CPI da Covid. Aperte o play!

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    Participaram deste episódio: David Magalhães (UFU / OED), Guilherme Casarões (FIU / OED) e Teresa Cristina Schneider Marques (PUCRS).
    Inserção musical no final: Interpretação de Sarah Hester Ross de “The Day the Nazi Died” (Chumbawamba, 1993).
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    Citados no episódio

    • ANDERSON, Benedict. The Spectre of Comparisons: Nationalism, Southeast Asia and the World. London: Verso, 1998.
    • FERREIRA, Dandara (dir.). Anatomia do Caos. Brasil, 2026. Documentário.
    • MARQUES, Teresa Cristina Schneider. Migrantes internacionais na extrema direita e as frentes de transnacionalização do bolsonarismo nos EUA. Washington Brazil Office, 8 out. 2024. https://www.braziloffice.org/pt/artigos/migrantes-internacionais-na-extrema-direita-e-as-frentes-de-transnacionalizao-do-bolsonarismo-nos-eua
    • MUDDE, Cas. The Far Right Today. Cambridge: Polity, 2019. Mencionado em entrevista.
    • RAMOS, Paola. Defectors: The Rise of the Latino Far Right and What It Means for America. New York: Pantheon, 2024.
    • ROLLEMBERG, Denise. Exílio: entre raízes e radares. Rio de Janeiro: Record, 1999. Mencionado em entrevista.
    • SZNAJDER, Mario; RONIGER, Luis. The Politics of Exile in Latin America. Cambridge: Cambridge University Press, 2009.
    • TARROW, Sidney. The New Transnational Activism. Cambridge: Cambridge University Press, 2005.
    • TILLY, Charles; TARROW, Sidney. Contentious Politics. Boulder: Paradigm, 2007. Mencionado em entrevista.
    • Capítulos:

      00:00 — Introdução e apresentação do NETEX
      03:40 — Do exílio na ditadura ao internacionalismo reacionário
      27:40 — Por que a diáspora brasileira nos EUA vota em Bolsonaro?
      36:55 — Flórida, Yes Brasil e as redes do bolsonarismo no exterior
      46:50 — Eduardo Bolsonaro, Paulo Figueiredo e os limites do ativismo transnacional
      53:50 — Futurologia: as redes transnacionais depois de 2026
      01:03:30 — Boletim OED: AfD, Le Pen e Zemmour, Bardella e Farage, Bannon e Sanders
      01:16:35 — Dica cultural: Anatomia do Caos

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      1 hr 23 min
    • A nova geopolítica do clima: quem dita as regras em um mundo em ebulição?

      Deslizamentos de terra catastróficos atingiram a fronteira entre o Nepal e a China, deixando centenas de mortos e reacendendo a pergunta sobre até que ponto ainda é possível separar desastre natural de desastre político. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Helena Margarido Moreira, doutora em Geografia pela USP e professora de Relações Internacionais na FECAP, e Fernanda Mello Sant’Anna, professora do Departamento de Relações Internacionais da UNESP e do Programa San Tiago Dantas, para discutir por que a vulnerabilidade aos eventos extremos é social e politicamente construída, e como o conceito de zonas de sacrifício explica quem paga o preço mais alto da crise climática.

      A conversa avança pela disputa entre China e Estados Unidos pelo controle das tecnologias de transição energética, pelo negacionismo climático como estratégia do neoliberalismo autoritário e pela pergunta se as instituições multilaterais ainda têm capacidade de conter Estados negacionistas. No fechamento, Helena e Fernanda indicam leituras essenciais sobre clima e política, avaliam se existe algum país fazendo a lição de casa e apontam motivos para manter alguma esperança. Aperte o play.

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      Participaram deste episódio: Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu), Helena Margarido Moreira (FECCAP) e Fernanda Mello Sant’Anna (UNESP).
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      Citados no episódio

      • MARQUES, Luiz. Capitalismo e Colapso Ambiental. Campinas: Editora da Unicamp, 2015. Mencionado em entrevista.
      • MARQUES, Luiz. O Decênio Decisivo: Propostas para uma Política de Sobrevivência. São Paulo: Elefante, 2023. Mencionado em entrevista.
      • KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A Queda do Céu: Palavras de um Xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Mencionado em entrevista.
      • LATOUR, Bruno. Jamais Fomos Modernos: Ensaio de Antropologia Simétrica. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994. Mencionado em entrevista.
      • RAFFESTIN, Claude. Por uma Geografia do Poder. São Paulo: Ática, 1993. Mencionado em entrevista.
      • HOMER-DIXON, Thomas. Environment, Scarcity, and Violence. Princeton: Princeton University Press, 1999. Mencionado em entrevista.
      • Capítulos:

        00:00:00 — Abertura: os deslizamentos entre Nepal e China e o “novo normal” climático
        00:03:59 — Desastre natural ou desastre político? Zonas de sacrifício e vulnerabilidade social
        00:17:36 — Extrativismo verde: minerais críticos e a nova corrida geopolítica
        00:24:04 — A dupla identidade chinesa: maior poluidor e líder em tecnologia limpa
        00:33:50 — Negacionismo climático como estratégia do neoliberalismo autoritário
        00:42:14 — Segurança ambiental e a crise das instituições multilaterais
        01:00:19 — Sul Global: colonialidade climática e a disputa por reparações
        01:09:02 — Bate-bola final: livros, países-exemplo e motivos para esperança

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        1 hr 19 min
      • Do Kremlin aos Trópicos: uma cartografia da desordem global

        Em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), fundador do Grupo de Pesquisa sobre Potências Médias, e Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat) para discutir o conceito de desordem internacional e suas implicações para a Rússia, a América Latina e o Brasil. A conversa passa pela trajetória histórica russa entre integração e ruptura com a ordem liberal ocidental, pelos dilemas de uma política externa brasileira mais autônoma diante da pressão dos Estados Unidos sobre a região e pelas tensões entre multipolaridade e dependência que marcam hoje a aproximação entre Rússia e China.

        No boletim mensal, Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) recupera os principais acontecimentos de agosto de 2026 envolvendo a Rússia, da escalada de ataques em profundidade contra a Ucrânia às tensões marítimas com a Europa, passando pela relação ambígua com Washington e pelos bastidores da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai. Para encerrar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com os dois Leonardos sobre punk rock e heavy metal como formas de contestação política, da crise do capitalismo dos anos 1970 ao metal soviético e às disputas contemporâneas em torno da guerra na Ucrânia. Aperte o play!

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        Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat), Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat), Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat).
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        Citados no episódio

        • HAZLE, Dawn. “Delusions of Grandeur? Producing Authentic Metal Music in the Soviet Union”. In: VALIJÄRVI, Riitta-Liisa; DOESBERG, Charlotte; DIGIOIA, Amanda (Orgs.). Multilingual Metal Music: Sociocultural, Linguistic and Literary Perspectives on Heavy Metal Lyrics. Bingley: Emerald Publishing, 2020. DOI.
        • ARIA. Entrevista concedida por Vladimir Kholstinin. Abaddon Magazine. Disponível em: https://www.abaddon-magazine.com/interviews/interview-aria/.
        • RATOS DE PORÃO. Necropolítica. São Paulo: Shinigami Records, 2022.
        • MUQUETA NA OREIA. Brasileiros. 2021.
        • A playlist de metal russo citada no episódio está disponível aqui.

          Capítulos:

          00:00 — Introdução
          03:00 — O conceito de desordem na ordem internacional
          06:00 — A trajetória da Rússia entre integração e ruptura com o Ocidente
          12:00 — América Latina e Brasil diante da desordem global
          15:00 — Rússia, multipolaridade e dependência em relação à China
          20:00 — Boletim Ruslat: Rússia em agosto de 2026
          29:00 — Outros Olhares: punk, metal e contestação política

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          24 min
        • Alternativa para quem? A ascensão da AfD na Alemanha

          Quase quatro décadas depois da queda do Muro de Berlim, o que explica a força desproporcional da Alternative für Deutschland (AfD) no leste do país? Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem dois convidados: Vinícius Bivar (UnB/OED), historiador que estuda a radicalização do partido desde 2013, e Andrea Dip (OED), jornalista investigativa radicada em Berlim e pesquisadora do Research Against Global Authoritarianism, cruzam suas leituras histórica e etnográfica sobre a legenda que hoje lidera as pesquisas eleitorais na Saxônia-Anhalt, com quase o dobro das intenções de voto da CDU.

          Ao longo da conversa, os convidados discutem se a AfD ainda cabe no rótulo de direita radical populista ou se já opera como extrema-direita propriamente dita, reconstroem os expurgos internos que empurraram o partido mais à direita depois de 2015 e testam a tese do “muro na cabeça”, a persistência de uma divisão simbólica entre Alemanha Oriental e Ocidental que ajuda a explicar o avanço eleitoral do partido. No final, David Magalhães comenta A rebeldia tornou-se de direita?, do argentino Pablo Stefanoni (Editora da Unicamp), ensaio que serve de contraponto teórico direto ao debate sobre a cooptação da rebeldia pela ultradireita. Aperte o play!

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          Participaram deste episódio: David Magalhães, Guilherme Casarões, Vinícius Bivar (UnB/OED) e Andrea Dip (OED)
          Inserção musical no final: “The Day the Nazi Died”, Chumbawamba (1993)
          Capa do episódio: The Guardian
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          Citados no episódio

          • STEFANONI, Pablo. A rebeldia tornou-se de direita? Como o antiprogressismo e a anticorreção política estão construindo um novo sentido comum (e por que a esquerda deveria levá-los a sério). Campinas: Editora da Unicamp, 2022. Disponível aqui.
          • DIP, Andrea. Em nome de quem?: a bancada evangélica e seu projeto de poder. 1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.
          • Capítulos:

            00:00 — Introdução e apresentação dos convidados
            07:00 — Direita radical ou extrema-direita? O enquadramento da AfD
            14:00 — De partido ordoliberal a força antiimigração: a radicalização da AfD
            26:00 — O “muro na cabeça”: por que a AfD é mais forte no Leste
            38:00 — Da imigração ao custo de vida: a mudança no eleitorado da AfD
            51:00 — O cordão sanitário contra a AfD ainda resiste?
            01:00:00 — AfD, Trump e Rússia: a geopolítica ambígua da ultradireita alemã
            01:11:00 — Dica cultural: “A rebeldia tornou-se de direita?”

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            1 hr 20 min
          • Muito além do pânico: a verdade sobre a crise de Ceuta

            Há algumas semanas, dezenas de milhares de pessoas cruzaram de forma repentina a fronteira de Ceuta, o pequeno enclave espanhol cravado no norte da África, e as imagens tomaram as manchetes internacionais em meio a discursos de invasão e um verdadeiro pânico moral. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Nathaly Xavier Schutz (UNIPAMPA/UFSM), doutora em Ciência Política pela UFRGS, para ir além do sensacionalismo e entender as raízes históricas da presença espanhola em Ceuta e Melilla, a doutrina do Grande Marrocos e o modo como o controle fronteiriço se tornou moeda de barganha geopolítica entre Rabat, Madri e Bruxelas.

            A conversa percorre a diferença entre jovens marroquinos, migrantes subsaarianos e refugiados que usam o Marrocos como rota para a Europa, a desinformação que motivou a travessia em massa e o modo como a extrema direita europeia, de Vox a Giorgia Meloni, instrumentalizou a crise para reforçar o discurso antiimigração. Nathaly também analisa a política da Fortaleza Europa, que terceiriza o controle migratório para países do norte da África, e defende que a própria Europa não teria como se sustentar sem a mão de obra imigrante que tanto teme. Aperte o play.

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            Participaram deste episódio: Filipe Mendonça, Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) e Nathaly Xavier Schutz (UNIPAMPA/UFSM).
            Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

            Capítulos:

            00:00:00 — Abertura e pedido de apoio
            00:06:00 — Ceuta e Melilla: dois enclaves espanhóis na África
            00:16:00 — Saara Ocidental e a doutrina do Grande Marrocos
            00:20:00 — Colapso de segurança ou vista grossa marroquina?
            00:27:00 — A fronteira como arma de barganha geopolítica
            00:41:00 — Como a extrema direita instrumentalizou a crise
            00:54:00 — Fortaleza Europa: terceirizar o controle migratório
            01:09:00 — O futuro de Ceuta e o que a União Europeia precisa mudar

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            41 min
          • Rússia e América Latina: Fertilizantes, Diplomacia e a Alma Russa

            Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Rússia e América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Victoria Echeverría (CNI/CICRAL) e Raquel Abuin Siphone (CICRAL) para apresentar os principais achados do Cuaderno Latinoamericano de Cooperación Estratégica con Rusia, lançado em julho pelo Centro de Integração e Cooperação Rússia-América Latina. A conversa mostra como o Brasil trata a relação com Moscou como política de Estado, enquanto a Argentina oscila a cada mudança de governo, e revela uma dependência estrutural de fertilizantes russos que atravessa quase toda a região latino-americana, ao lado de uma dimensão sociohumana marcada pela heterogeneidade entre cultura, educação e esporte.

            No segundo bloco, Giovana Dias Branco (Ruslat) e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) trazem o boletim de julho e agosto, da visita de Nikolai Patrushev ao Brasil e das propostas de cooperação naval e nuclear até a crise política na Ucrânia após a saída do ministro Mykhailo Fedorov. Para fechar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Vera Gers Dimitrov (Grupo Volga de Folclore Russo) sobre a alma russa e sua presença na diáspora russa no Brasil.

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            Participaram deste episódio: Filipe Mendonça, Daniela Vieira Secches, Victoria Echeverría, Raquel Abuin Siphone, Giovana Dias Branco, Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento, Laura Schneider de Lima e Vera Gers Dimitrov.
            Inserção musical no final: interpretação de Sarah Hester Ross.
            Capa do episódio: Foto: Divulgação/Palácio do Planalto
            Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

            Citados no episódio

            • CICRAL – Centro de Integração e Cooperação Rússia-América Latina. Cuaderno Latinoamericano de Cooperación Estratégica con Rusia. 2026. Disponível em: https://cicral.com/cuaderno-latinoamericano/.
            • GOMIDE, Bruno Barretto (org.). Antologia do Pensamento Crítico Russo (1802-1901). São Paulo: Editora 34, 2013. Mencionado em entrevista.
            • GOGOL, Nikolai. Almas Mortas. Mencionado em entrevista.
            • LYSENKO, Valentina. Alma Russa, Terra Brasileira. Disponível em: https://www.estantevirtual.com.br/livro/alma-russa-terra-brasileira-1AH-5920-000. Mencionado em entrevista.
            • Capítulos:

              00:00 — Abertura: boas-vindas, chamada de apoio e panorama do episódio
              06:00 — Boletim Ruslat: o lançamento do Caderno Latino-Americano de Cooperação Estratégica com a Rússia
              09:00 — Dimensão econômica: fertilizantes, BRICS e a diferença Brasil-Argentina
              16:00 — Dimensão sociohumana: cultura, educação e esporte nas relações Rússia-América Latina
              27:00 — Desafios e caminhos para aprofundar a cooperação
              37:00 — Conexão Rússia-América Latina: a visita de Patrushev ao Brasil e a cooperação naval e nuclear
              42:00 — Conexão Rússia-América Latina: a crise política na Ucrânia e o atentado em Moscou
              49:00 — Outros Olhares: a alma russa com Vera Gers Dimitrov

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              1 hr 8 min
            • A nova onda da direita radical na América Latina

              Keiko Fujimori em comício de campanha, Peru, 2026. Foto: Renato Pajuelo/EFE.

              O que a vitória de Keiko Fujimori no Peru e a de Abelardo de la Espriella na Colômbia têm em comum com mais de duzentos anos de política externa americana para a região? Para Carolina Silva Pedroso, professora adjunta na Unifesp e pesquisadora vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU), a resposta está na ideia da América Latina como “quintal dos Estados Unidos”. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Carolina para discutir a nova onda da direita radical na região, os mitos que cercam a Venezuela chavista, entre eles a suposta fraude sistemática nas urnas eletrônicas, e a forma como o apoio explícito de Washington tem funcionado como variável interveniente no fortalecimento dessas lideranças.

              No bloco de notícias, David percorre seis frentes do avanço da ultradireita global, da disputa entre Jordan Bardella e Marine Le Pen pela candidatura do Rassemblement National na França à defesa do gás russo feita por Alice Weidel, da AfD alemã, passando pela viagem transnacional da senadora australiana Pauline Hanson ao Reino Unido, pelo mainstreaming dos Democratas Suecos, pelo fracasso de um projeto de perda de nacionalidade em Portugal e pela relação entre futebol e o passado ustacha na Croácia. E ainda tem, no último bloco, dica cultural com a minissérie O Complô Contra a América, de David Simon. Aperte o play!

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              Participaram deste episódio: David Magalhães (UFU/OED), Guilherme Casarões (FIU/OED) e Carolina Silva Pedroso (Unifesp/INCT-INEU).
              Inserção musical no final: “The Day They Died”, de Sarah Hester Ross.
              Capa do episódio: Keiko Fujimori em comício de campanha, Peru, 2026. Foto: Renato Pajuelo/EFE.
              Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

              Citados no episódio

              • ROTH, Philip. The Plot Against America. Boston: Houghton Mifflin, 2004.
              • SIMON, David (criador). The Plot Against America [O Complô Contra a América]. HBO, 2020. Minissérie.
              • LEWIS, Sinclair. It Can’t Happen Here [Isso Não Pode Acontecer Aqui]. Nova York: Doubleday, Doran & Company, 1935.
              • Capítulos:

                00:00 — Introdução
                04:00 — A direita radical na Venezuela e a diáspora de Miami
                14:00 — O “espantalho perfeito”: mitos, narcoestado e urnas eletrônicas
                26:00 — O quintal dos Estados Unidos e a política de Trump para a América Latina
                36:00 — Peru: a quarta tentativa de Keiko Fujimori
                45:00 — Colômbia: o Uribismo 2.0 de Abelardo de la Espriella
                54:00 — Boletim OED: França, Alemanha, Reino Unido, Suécia, Portugal e Croácia
                1:11:00 — Dica cultural: O Complot Contra a América

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                39 min
              • Uzbequistão entra em campo

                Em 2025, o Uzbequistão conquistou a primeira vaga da história de um país da Ásia Central em uma Copa do Mundo, um feito que o governo de Shavkat Mirziyoyev rapidamente incorporou à narrativa do “novo Uzbequistão”. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Guilherme Geremias da Conceição (UNESP/CIRE), um dos maiores especialistas brasileiros no país, para usar essa classificação como ponto de partida de uma leitura de longo prazo sobre o Uzbequistão contemporâneo.

                Guilherme percorre dois mil anos de história da região, da Rota da Seda ao império de Tamerlão, até a delimitação nacional soviética de 1924, que deu origem ao Uzbequistão como Estado. A conversa revisita a política externa de Islam Karimov, guiada por um único princípio, a defesa da soberania recém-conquistada, mesmo ao custo de aproximações e afastamentos sucessivos entre Moscou, Washington e Pequim. Já sob Mirziyoyev, o país transformou sua condição de duplamente sem litoral, característica que divide apenas com o Liechtenstein, em estratégia diplomática deliberada, equilibrando simultaneamente Rússia, China, Estados Unidos, Turquia, União Europeia e os países do Golfo. Aperte o play.

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                Participaram deste episódio: Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) e Guilherme Geremias da Conceição (UNESP/CIRE).
                Capa do episódio: Reuters
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                Capítulos:

                00:00 Abertura e a vaga inédita do Uzbequistão na Copa do Mundo
                04:00 Apresentação do convidado e o significado da classificação
                11:00 Onde fica o Uzbequistão e por que a região foi sempre disputada
                18:00 Da Rota da Seda a Tamerlão, dois mil anos antes da URSS
                24:00 A criação soviética do Estado uzbeque em 1924
                36:00 Independência e o pragmatismo de Islam Karimov
                47:00 Andijan e os limites da política externa isolacionista
                58:00 Mirziyoyev e a diplomacia multivetorial entre grandes potências

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                1 hr 15 min
              • América Latina vira à direita, mas a Rússia não vai embora

                Nos últimos meses, a América Latina viveu uma sequência de eleições presidenciais apertadas que parecem consolidar uma virada à direita no continente. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), a coordenadora Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Marinana Andrade e Barros (PUC Minas), autora do livro Democracia na Agenda Regional da América Latina, e Giovana Dias Branco (USP/Ruslat), que fala diretamente de Moscou, para discutir o que essa onda eleitoral no Peru, na Colômbia e em outros países representa para os interesses russos na região.

                No segundo bloco, o pesquisador Leonardo Nascimento (PUC Minas/Ruslat) traz o olhar da imprensa russa sobre as eleições latino-americanas e sua conexão com a guerra na Ucrânia e as eleições da Duma Estatal marcadas para setembro, enquanto Giovana Dias Branco detalha o avanço da cooperação agroindustrial entre Brasil e Rússia e a disputa entre a Rosatom e os Estados Unidos pelo mercado latino-americano de pequenos reatores nucleares. No terceiro bloco, o quadro Outros Olhares recebe novamente Marinana Barros, conduzida por Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat), para refletir sobre identidade, cultura política e literatura na América Latina e na Rússia.

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                Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches, Marinana Andrade e Barros, Giovana Dias Branco, Leonardo Nascimento e Laura Schneider de Lima.
                Inserção musical no final: “Garçom”, por João Ventura. Siga o artista no Instagram.
                Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

                Citados no episódio

                • GALEANO, Eduardo. Futebol ao Sol e à Sombra. L&PM, 1995.
                • LEÓN-PORTILLA, Miguel. A Conquista da América Latina Vista pelos Indígenas: Relatos Astecas, Maias e Incas. Vozes, 2023.
                • GUERRA, Ciro (dir.). O Abraço da Serpente [El abrazo de la serpiente]. Colômbia/Venezuela/Argentina, 2015. 124 min.
                • CANAL BRASIL. Sangue Latino: Eduardo Galeano. 2013. Documentário. Disponível em: YouTube.
                • BARROS, Marinana Andrade e. Democracia na Agenda Regional da América Latina. Mencionado em entrevista.
                • MEDEIROS, Murilo. Pesquisa sobre segurança como tema central nas eleições latino-americanas. Universidade de Brasília (UnB). Disponível em: Folha de S.Paulo.
                • Capítulos:

                  00:00 — Introdução: eleições na América Latina e na Rússia em 2026
                  04:00 — Marinana Barros: a virada à direita nas urnas latino-americanas
                  10:00 — Giovana Branco: os quatro interesses russos na região
                  15:00 — Peru e Colômbia: pragmatismo além do alinhamento ideológico
                  21:00 — Ideologia não basta: o Itamaraty e o pragmatismo da política externa
                  29:00 — Boletim Ruslat: a imprensa russa e as eleições latino-americanas
                  38:00 — Agroindústria e energia nuclear na disputa Rússia-EUA
                  42:00 — Outros Olhares: identidade, literatura e cinema

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                  29 min
                • A China que o ocidente não conta

                  Tatiana Teixeira (OPEU/UFU) recebe os professores Marcos Cordeiro Pires, livre-docente da UNESP e pesquisador do INCT-INEU, e Thais Caroline Ataide Lacerda, doutora em Ciências Sociais pela UNESP, para uma análise sobre da China contemporânea. A conversa parte da experiência concreta: dezessete viagens à China, dois meses de estudo em Wuhan e Pequim, consultorias em empresas estatais chinesas no Brasil. O que emerge é um retrato da China que contraria a imagem cinzenta e autoritária projetada pelos meios de comunicação ocidentais; um país que erradicou a pobreza extrema, lidera a produção científica global e planeja seu desenvolvimento por décadas.

                  O debate percorre a relação da academia chinesa com o Estado, o papel dos Livros Brancos na formulação da política externa, a visão de Pequim sobre a América Latina como parceira estratégica no mundo multipolar e os mitos que ainda persistem no Ocidente sobre o país. No clipping, Yasmim Reis, doutoranda pelo Programa San Tiago Dantas (UNESP/UNICAMP/PUC-SP) e pesquisadora do OPEU, traz as principais notícias dos EUA: a resposta de Marco Rubio à carta de Flávio Bolsonaro, as decisões da Suprema Corte sobre imigração e os desdobramentos do cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

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                  Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira (OPEU/UFU), Marcos Cordeiro Pires (UNESP/INCT-INEU), Thais Caroline Ataide Lacerda (UNESP) e Yasmim Abril Monteiro Reis (OPEU/San Tiago Dantas).
                  Inserção musical no final: @2krispii, “Make Conservatives Conservative Again”.
                  Capa do episódio: AFP-JIJI
                  Escute também no Spotify, no YouTube ou Apple Podcasts.

                  Citados no episódio

                  • ALLISON, Graham. Destined for War: Can America and China Escape Thucydides’s Trap? Boston: Houghton Mifflin Harcourt, 2017.
                  • Capítulos:

                    00:00 Introdução: A China de 1,4 bilhão de habitantes
                    03:00 Parcerias acadêmicas Brasil-China e o Instituto Confúcio na UNESP
                    14:00 Como a China enxerga a América Latina e os EUA
                    23:00 Os Livros Brancos e a integração entre academia e governo
                    34:00 A China como epicentro da ciência global
                    44:00 A rotina nas universidades chinesas
                    48:00 Derrubando mitos sobre a China
                    53:00 O futuro da disputa China-EUA
                    59:00 Clipping OPEU: Brasil-EUA, Suprema Corte e cessar-fogo no Oriente Médio
                    01:04:00 Encerramento

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                    32 min

                  About Chutando a Escada

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                  Um podcast sobre política internacional e divulgação científica na área de Relações Internacionais.

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