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O que um exilado brasileiro em Paris nos anos 1970 e um apoiador de Bolsonaro em Orlando têm em comum? Para Teresa Cristina Schneider Marques (PUCRS), pós-doutoranda na UERJ com apoio da Faperj, ambos ajudam a entender por que o exílio deixou de significar isolamento e passou a ser estratégia política. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães (UFU / OED) e Guilherme Casarões (FIU / OED) recebem Teresa para discutir a transnacionalização do bolsonarismo, tema de sua pesquisa de campo recente na Flórida e de trabalhos como “Migrantes internacionais na extrema direita e as frentes de transnacionalização do bolsonarismo nos EUA”. A conversa percorre o voto da diáspora brasileira nos Estados Unidos, o papel das igrejas e das organizações de migrantes, a ofensiva de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo junto ao governo Trump e os limites de um ativismo que pode sair pela culatra.
No boletim de notícias, David Magalhães analisa as vitórias da AfD na Saxônia-Anhalt e em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a largada da corrida presidencial francesa com Marine Le Pen e Éric Zemmour, o acordo migratório entre Jordan Bardella e Nigel Farage e o improvável encontro entre Steve Bannon e Bernie Sanders, sintoma das fissuras dentro do trumpismo. Na abertura, David apresenta o NETEX, novo núcleo da UFU dedicado ao estudo da transnacionalização e do extremismo. E na dica cultural, o documentário Anatomia do Caos, de Dandara Ferreira, sobre os bastidores da CPI da Covid. Aperte o play!
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The post O exílio como estratégia: as redes transnacionais do bolsonarismo appeared first on Chutando a Escada.
Deslizamentos de terra catastróficos atingiram a fronteira entre o Nepal e a China, deixando centenas de mortos e reacendendo a pergunta sobre até que ponto ainda é possível separar desastre natural de desastre político. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Helena Margarido Moreira, doutora em Geografia pela USP e professora de Relações Internacionais na FECAP, e Fernanda Mello Sant’Anna, professora do Departamento de Relações Internacionais da UNESP e do Programa San Tiago Dantas, para discutir por que a vulnerabilidade aos eventos extremos é social e politicamente construída, e como o conceito de zonas de sacrifício explica quem paga o preço mais alto da crise climática.
A conversa avança pela disputa entre China e Estados Unidos pelo controle das tecnologias de transição energética, pelo negacionismo climático como estratégia do neoliberalismo autoritário e pela pergunta se as instituições multilaterais ainda têm capacidade de conter Estados negacionistas. No fechamento, Helena e Fernanda indicam leituras essenciais sobre clima e política, avaliam se existe algum país fazendo a lição de casa e apontam motivos para manter alguma esperança. Aperte o play.
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The post A nova geopolítica do clima: quem dita as regras em um mundo em ebulição? appeared first on Chutando a Escada.
Em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Leonardo César Souza Ramos (PUC Minas), fundador do Grupo de Pesquisa sobre Potências Médias, e Jarbas Souto Dufour (PUC Minas/Ruslat) para discutir o conceito de desordem internacional e suas implicações para a Rússia, a América Latina e o Brasil. A conversa passa pela trajetória histórica russa entre integração e ruptura com a ordem liberal ocidental, pelos dilemas de uma política externa brasileira mais autônoma diante da pressão dos Estados Unidos sobre a região e pelas tensões entre multipolaridade e dependência que marcam hoje a aproximação entre Rússia e China.
No boletim mensal, Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) recupera os principais acontecimentos de agosto de 2026 envolvendo a Rússia, da escalada de ataques em profundidade contra a Ucrânia às tensões marítimas com a Europa, passando pela relação ambígua com Washington e pelos bastidores da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai. Para encerrar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com os dois Leonardos sobre punk rock e heavy metal como formas de contestação política, da crise do capitalismo dos anos 1970 ao metal soviético e às disputas contemporâneas em torno da guerra na Ucrânia. Aperte o play!
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A playlist de metal russo citada no episódio está disponível aqui.
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The post Do Kremlin aos Trópicos: uma cartografia da desordem global appeared first on Chutando a Escada.
Quase quatro décadas depois da queda do Muro de Berlim, o que explica a força desproporcional da Alternative für Deutschland (AfD) no leste do país? Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem dois convidados: Vinícius Bivar (UnB/OED), historiador que estuda a radicalização do partido desde 2013, e Andrea Dip (OED), jornalista investigativa radicada em Berlim e pesquisadora do Research Against Global Authoritarianism, cruzam suas leituras histórica e etnográfica sobre a legenda que hoje lidera as pesquisas eleitorais na Saxônia-Anhalt, com quase o dobro das intenções de voto da CDU.
Ao longo da conversa, os convidados discutem se a AfD ainda cabe no rótulo de direita radical populista ou se já opera como extrema-direita propriamente dita, reconstroem os expurgos internos que empurraram o partido mais à direita depois de 2015 e testam a tese do “muro na cabeça”, a persistência de uma divisão simbólica entre Alemanha Oriental e Ocidental que ajuda a explicar o avanço eleitoral do partido. No final, David Magalhães comenta A rebeldia tornou-se de direita?, do argentino Pablo Stefanoni (Editora da Unicamp), ensaio que serve de contraponto teórico direto ao debate sobre a cooptação da rebeldia pela ultradireita. Aperte o play!
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The post Alternativa para quem? A ascensão da AfD na Alemanha appeared first on Chutando a Escada.
Há algumas semanas, dezenas de milhares de pessoas cruzaram de forma repentina a fronteira de Ceuta, o pequeno enclave espanhol cravado no norte da África, e as imagens tomaram as manchetes internacionais em meio a discursos de invasão e um verdadeiro pânico moral. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Nathaly Xavier Schutz (UNIPAMPA/UFSM), doutora em Ciência Política pela UFRGS, para ir além do sensacionalismo e entender as raízes históricas da presença espanhola em Ceuta e Melilla, a doutrina do Grande Marrocos e o modo como o controle fronteiriço se tornou moeda de barganha geopolítica entre Rabat, Madri e Bruxelas.
A conversa percorre a diferença entre jovens marroquinos, migrantes subsaarianos e refugiados que usam o Marrocos como rota para a Europa, a desinformação que motivou a travessia em massa e o modo como a extrema direita europeia, de Vox a Giorgia Meloni, instrumentalizou a crise para reforçar o discurso antiimigração. Nathaly também analisa a política da Fortaleza Europa, que terceiriza o controle migratório para países do norte da África, e defende que a própria Europa não teria como se sustentar sem a mão de obra imigrante que tanto teme. Aperte o play.
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The post Muito além do pânico: a verdade sobre a crise de Ceuta appeared first on Chutando a Escada.
Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Rússia e América Latina (Ruslat), Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Victoria Echeverría (CNI/CICRAL) e Raquel Abuin Siphone (CICRAL) para apresentar os principais achados do Cuaderno Latinoamericano de Cooperación Estratégica con Rusia, lançado em julho pelo Centro de Integração e Cooperação Rússia-América Latina. A conversa mostra como o Brasil trata a relação com Moscou como política de Estado, enquanto a Argentina oscila a cada mudança de governo, e revela uma dependência estrutural de fertilizantes russos que atravessa quase toda a região latino-americana, ao lado de uma dimensão sociohumana marcada pela heterogeneidade entre cultura, educação e esporte.
No segundo bloco, Giovana Dias Branco (Ruslat) e Leonardo Henrique Alves de Lima Nascimento (PUC Minas/Ruslat) trazem o boletim de julho e agosto, da visita de Nikolai Patrushev ao Brasil e das propostas de cooperação naval e nuclear até a crise política na Ucrânia após a saída do ministro Mykhailo Fedorov. Para fechar, no quadro Outros Olhares, Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat) conversa com Vera Gers Dimitrov (Grupo Volga de Folclore Russo) sobre a alma russa e sua presença na diáspora russa no Brasil.
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The post Rússia e América Latina: Fertilizantes, Diplomacia e a Alma Russa appeared first on Chutando a Escada.
Keiko Fujimori em comício de campanha, Peru, 2026. Foto: Renato Pajuelo/EFE.
O que a vitória de Keiko Fujimori no Peru e a de Abelardo de la Espriella na Colômbia têm em comum com mais de duzentos anos de política externa americana para a região? Para Carolina Silva Pedroso, professora adjunta na Unifesp e pesquisadora vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Estudos sobre os Estados Unidos (INCT-INEU), a resposta está na ideia da América Latina como “quintal dos Estados Unidos”. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema-Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Carolina para discutir a nova onda da direita radical na região, os mitos que cercam a Venezuela chavista, entre eles a suposta fraude sistemática nas urnas eletrônicas, e a forma como o apoio explícito de Washington tem funcionado como variável interveniente no fortalecimento dessas lideranças.
No bloco de notícias, David percorre seis frentes do avanço da ultradireita global, da disputa entre Jordan Bardella e Marine Le Pen pela candidatura do Rassemblement National na França à defesa do gás russo feita por Alice Weidel, da AfD alemã, passando pela viagem transnacional da senadora australiana Pauline Hanson ao Reino Unido, pelo mainstreaming dos Democratas Suecos, pelo fracasso de um projeto de perda de nacionalidade em Portugal e pela relação entre futebol e o passado ustacha na Croácia. E ainda tem, no último bloco, dica cultural com a minissérie O Complô Contra a América, de David Simon. Aperte o play!
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Em 2025, o Uzbequistão conquistou a primeira vaga da história de um país da Ásia Central em uma Copa do Mundo, um feito que o governo de Shavkat Mirziyoyev rapidamente incorporou à narrativa do “novo Uzbequistão”. Em parceria com o GEsEu, Grupo de Estudos da Eurásia (UNIPAMPA), Flávio Lira (UNIPAMPA/GEsEu) recebe Guilherme Geremias da Conceição (UNESP/CIRE), um dos maiores especialistas brasileiros no país, para usar essa classificação como ponto de partida de uma leitura de longo prazo sobre o Uzbequistão contemporâneo.
Guilherme percorre dois mil anos de história da região, da Rota da Seda ao império de Tamerlão, até a delimitação nacional soviética de 1924, que deu origem ao Uzbequistão como Estado. A conversa revisita a política externa de Islam Karimov, guiada por um único princípio, a defesa da soberania recém-conquistada, mesmo ao custo de aproximações e afastamentos sucessivos entre Moscou, Washington e Pequim. Já sob Mirziyoyev, o país transformou sua condição de duplamente sem litoral, característica que divide apenas com o Liechtenstein, em estratégia diplomática deliberada, equilibrando simultaneamente Rússia, China, Estados Unidos, Turquia, União Europeia e os países do Golfo. Aperte o play.
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Nos últimos meses, a América Latina viveu uma sequência de eleições presidenciais apertadas que parecem consolidar uma virada à direita no continente. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório Rússia-América Latina (Ruslat), a coordenadora Daniela Vieira Secches (PUC Minas/Ruslat) recebe Marinana Andrade e Barros (PUC Minas), autora do livro Democracia na Agenda Regional da América Latina, e Giovana Dias Branco (USP/Ruslat), que fala diretamente de Moscou, para discutir o que essa onda eleitoral no Peru, na Colômbia e em outros países representa para os interesses russos na região.
No segundo bloco, o pesquisador Leonardo Nascimento (PUC Minas/Ruslat) traz o olhar da imprensa russa sobre as eleições latino-americanas e sua conexão com a guerra na Ucrânia e as eleições da Duma Estatal marcadas para setembro, enquanto Giovana Dias Branco detalha o avanço da cooperação agroindustrial entre Brasil e Rússia e a disputa entre a Rosatom e os Estados Unidos pelo mercado latino-americano de pequenos reatores nucleares. No terceiro bloco, o quadro Outros Olhares recebe novamente Marinana Barros, conduzida por Laura Schneider de Lima (PUC Minas/Ruslat), para refletir sobre identidade, cultura política e literatura na América Latina e na Rússia.
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The post América Latina vira à direita, mas a Rússia não vai embora appeared first on Chutando a Escada.
Tatiana Teixeira (OPEU/UFU) recebe os professores Marcos Cordeiro Pires, livre-docente da UNESP e pesquisador do INCT-INEU, e Thais Caroline Ataide Lacerda, doutora em Ciências Sociais pela UNESP, para uma análise sobre da China contemporânea. A conversa parte da experiência concreta: dezessete viagens à China, dois meses de estudo em Wuhan e Pequim, consultorias em empresas estatais chinesas no Brasil. O que emerge é um retrato da China que contraria a imagem cinzenta e autoritária projetada pelos meios de comunicação ocidentais; um país que erradicou a pobreza extrema, lidera a produção científica global e planeja seu desenvolvimento por décadas.
O debate percorre a relação da academia chinesa com o Estado, o papel dos Livros Brancos na formulação da política externa, a visão de Pequim sobre a América Latina como parceira estratégica no mundo multipolar e os mitos que ainda persistem no Ocidente sobre o país. No clipping, Yasmim Reis, doutoranda pelo Programa San Tiago Dantas (UNESP/UNICAMP/PUC-SP) e pesquisadora do OPEU, traz as principais notícias dos EUA: a resposta de Marco Rubio à carta de Flávio Bolsonaro, as decisões da Suprema Corte sobre imigração e os desdobramentos do cessar-fogo entre os EUA e o Irã.
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The post A China que o ocidente não conta appeared first on Chutando a Escada.
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