Um CEO da Netflix disse, sem cerimônia, que assistir a filmes em sala de cinema é "uma ideia ultrapassada para a maioria das pessoas". O Cinematografia + parte desse tipo de constatação para discutir o lugar do cinema no mundo atual.
A pandemia é vista como o divisor de águas desse debate e nos leva a um lugar incômodo: talvez o cinema que a gente conhecia tenha, de fato, morrido. Mas o que está surgindo no lugar ainda não tem definição. Há números de bilheteria que surpreendem — Top Gun Maverick, Barbie, Odisseia, Fórmula 1, Diabo Veste Prada 2 trouxeram de volta gente que não pisava numa sala há anos. E há, ao mesmo tempo, salas onde o público narra o filme em voz alta, usa o celular e age como se estivesse no sofá de casa. As duas coisas são verdade. E é aí que o debate esquenta.
No Cinematografia +, Flávia Arielo, Fernando Geloneze e Jason Baroni enfrentam a pergunta sem escapatória: o cinema morreu, está morrendo ou está recomeçando?
🎥 Neste episódio, a conversa passa por:
A frase do CEO da Netflix e o que ela revela sobre como o streaming enxerga a sala de cinema.
Pandemia, colapso e retomada: os números provam que as pessoas voltaram. Mas o comportamento é outro.
Degradação do comportamento nas salas: celular, conversa, narração em voz alta e o público que está deixando de ir por isso.
O retorno dos cinemas de rua, do cineclubismo e de uma cinefilia que recusa o streaming como substituto.
Salas VIP, ingressos mais caros e a elitização da experiência cinematográfica.
O mesmo preço de ingresso para um filme de $7 milhões e para a Odisseia de Nolan.
Letterboxd, TikTok e Dom Casmurro: sinais contraditórios de uma geração que talvez ainda possa ser conquistada.
💬 E para você: o cinema morreu, está morrendo ou está recomeçando? Conta nos comentários.
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