A síndrome do pânico é definida como um transtorno de ansiedade em que ocorrem crises repentinas de pânico. Dentre os sintomas que surgem durante um ataque, estão o medo, o desespero e uma forte sensação de que algo ruim pode acontecer.
Quanto mais frequentes forem as crises, mais a qualidade de vida e a saúde mental do indivíduo são afetadas. Isso porque, por ser uma experiência muito desagradável e assustadora, ele começa a evitar certos contextos sociais para não sofrer com os sintomas.
Neste artigo, traremos os passos de como tratar a síndrome do pânico. Continue a leitura se você ou alguém que conhece está passando por este problema!
Quais são os sintomas da síndrome do pânico?
Antes de falarmos as atitudes que você deve adotar se estiver com síndrome do pânico, vamos listar os sintomas principais dessa condição para que você saiba identificá-la.
Diante disso, como já mencionamos, a síndrome do pânico é caracterizada pela sucessão repetida e frequente de ataques de pânico, impedindo que se leve uma vida normal devido ao medo que esses trazem.
Assim, durante uma crise de pânico, que tem seu auge em 10 minutos, os principais sintomas costumam ser:
Taquicardia
Aperto no peito
Sensação de sufocamento
Sudorese excessiva
Tremor
Náusea
Tontura
Falta de ar
Medo de perder o controle e/ou de morrer
Para além dos ataques, uma pessoa com síndrome de pânico tem seu dia a dia alterado em razão da:
Ansiedade constante
Dificuldade para dormir
Pensamentos intrusivos
Palpitações
Medo de encontrar gatilhos que desencadeiem novas crises.
8 passos para tratar a síndrome do pânico
Agora que você já conhece os principais sintomas dessa condição, vamos aos passos essenciais para tratá-la:
1. Reconheça a condição
O primeiro passo é reconhecer que você tem a síndrome do pânico e procurar se informar melhor sobre a condição. Afinal, essa é a única forma de buscar ajuda e tratamento.
Sendo assim, se você sentir o coração disparado e suor excessivo em algumas situações que não representam perigo, se se sentir ansioso e/ou com medo frequentemente e estiver deixando de realizar tarefas diárias (como ir ao supermercado ou ao trabalho, por exemplo) por receio de que algo aconteça, pode ser um indicativo do problema.
Somente um psicólogo ou psiquiatra pode dar o diagnóstico preciso (principalmente porque os sinais listados anteriormente podem se referir a outras condições), mas essa conjuntura de sintomas já indica que algo não vai bem com a sua saúde mental e emocional.
2. Aceite a situação
Reconhecendo que algo não vai bem com você, o próximo passo é aceitar este fato.
Infelizmente, é muito comum algumas pessoas entrarem no processo de negação ou simplesmente encararem a condição como uma "besteira" momentânea. Essa atitude, no entanto, apenas contribui para o adiamento da resolução do problema e para o agravamento desse.
Por isso, percebendo que algo não está bem, aceite! Aceite que precisa buscar ajuda e formas de sair dessa situação. Isso não é sinal de fraqueza; pelo contrário, é sinal de força e de autocuidado.
3. Identifique o que gera as crises de ansiedade
Lembra dos gatilhos que mencionamos lá na seção dos sintomas? Pois bem, saber identificar o que causa os ataques de pânico é um ponto-chave para o tratamento. Não para que você os evite, mas para que saiba lidar com eles.
Desse modo, procure reconhecer o que desencadeia as crises. Seria uma pessoa? Um lugar? Uma ação? Um pensamento? Trabalhe o autoconhecimento – de preferência com a ajuda de um psicólogo – para encontrar os seus gatilhos.
4. Investigue a raiz do problema
Para além dos gatilhos emocionais, também é preciso ir atrás da origem do problema, isto é, o que pode ter desencadeado a síndrome do pânico se no passado você não a tinha?
Aqui, é preciso tirar um tempo (horas e até dias) para encontrar, pois nem sempre é algo evidente. Pode ter sido um trauma não superado, mas também pode ter sido uma crise no relacionamento, problemas financeiros, questões de saúde, estafa no trabalho, e...