O ano era 2018 e tudo começou num grupo do Facebook que foi “barril de pólvora da indignação feminista”, nas palavras de Ludimilla Teixeira, criadora do Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, o MUCB, que no auge da organização teve 4,6 milhões de mulheres participantes. De forma descentralizada e explosiva, o “Ele Não” cresceu e foi o maior movimento de rua desde a mobilização nacional pelas Diretas Já. Foram organizados atos em 114 cidades do Brasil, além de protestos pelo mundo em cidades como Nova Iorque, Paris, Londres e Lisboa. Para saber mais sobre este que foi o grande caso de mobilização espontânea da história do país, conversamos com Ludimilla Teixeira e ouvimos outras duas ativistas que estiveram envolvidas na organização em outras cidades, a professora Lidiane Alcântara e a pedagoga Vânia Lima.
Ludimilla Teixeira é funcionária pública, publicitária, ativista negra, e criadora do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, o MUCB. || Lidiane Alcântara é professora e designer carioca. Participou da organização do "Ele Não" em São Paulo, onde vive. Lidiane é também uma das oito organizadoras do MUCB. || Vânia Lima é pedagoga baiana que vive em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, onde foi articuladora do MUCB.