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No Conjectura de hoje (02/07), repercutimos o programa anterior da segunda-feira, que contou com a presença da filósofa, pesquisadora vinculada à UFSC e professora da UNISOCIESC, Dra. Julia Sichieri Moura, e no qual conversamos sobre justiça social e distributiva frente ao cenário da pandemia.
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Os desdobramentos da pandemia de COVID-19 têm servido, dentre outras coisas, para escancarar as injustiças institucionalizadas em diversos países. No Brasil, a proporção de novos infectados e mortos é consideravelmente maior entre as classes mais baixas e de bairros periféricos, pessoas jovens e negras. À guisa de informação: em SP, a proporção de mortes por COVID-19 é até 60% maior em bairros pobres do que em bairros ricos, e o risco de morte de negros pela doença é 62% maior.
Ao mesmo tempo, as taxas de desemprego e de informalidade aumentam em ritmo preocupante, a precarização ou flexibilização de direitos trabalhistas se coloca com força como um horizonte possível, sob a escusa de um sacrifício necessário ao enfrentamento da crise, e nada ou pouco se discute na esfera pública sobre reformas institucionais voltadas à instauração ou fortalecimento das redes de proteção social existentes, já negligenciadas e precarizadas.
Diante deste quadro, algumas perguntas podem ser levantadas: como, ou a partir de quais conceitos, podemos pensar a justiça social e, mais especificamente, a justiça distributiva (de renda, riqueza e outros bens sociais)? Não deveriam as instituições sociais, especialmente em momentos críticos como o atual mas não apenas, forçar os "mais favorecidos" a contribuir mais? Ainda faz sentido pensar em redistribuição e reconhecimento? Como se manifestam as injustiças nas questões de gênero e raça, em especial no contexto da pandemia?
Para refletir conosco sobre essas e outras questões, recebemos no Conjectura de hoje a filósofa e professora da UNISOCIESC, Dra. Julia Sichieri Moura.
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No Conjectura de hoje, repercutimos o programa da última segunda-feira, que contou com a presença do professor Dr. Rodrigo Barros Gewehr, do Instituto de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Filosofia da Universidade Federal de Alagoas, no qual conversamos sobre as atitudes negacionistas e seus agenciamentos em plena pandemia de COVID-19.
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Ainda não assistiu à nossa live de segunda-feira com o professor Rodrigo? Link para ela: https://www.facebook.com/projetoconjectura/videos/560619237958603/
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O Brasil, juntamente com outros poucos países como Bielorrússia e Nicarágua, lidera um movimento estatal de negação da pandemia de SARS-CoV-2. Isso se reflete diretamente na falta de planejamento das ações do estado, bem como nas dificuldades de implementação de políticas públicas de controle da disseminação do vírus. Para além disso, todavia, há também um movimento de negação ou de minimização dos efeitos dessa pandemia que emerge da própria população. No início de junho deste ano, duas cidades do Maranhão registraram manifestações “contra o covid-19”. Esse ato de repúdio ao vírus soma-se a outras tantas manifestações que vão de encontro às regulamentações de saúde, como as assim denominadas “carreatas da morte”, ou propostas de jejum e oração contra a pandemia. Como entender políticas e ações deliberadamente temerárias diante de uma ameaça de saúde pública que parou o mundo?
No Conjectura de hoje, conversamos novamente sobre o estatuto atual das políticas públicas direcionadas às ciências humanas no Brasil, a descredibilização destas áreas do conhecimento frente à opinião pública orquestrada politicamente, o financiamento de pesquisas em níveis de graduação e pós-graduação e demais assuntos que pautaram nosso encontro de segunda-feiram que teve a presença do professor do departamento de filosofia da UFG e presidente da ANPOF, Dr. Adriano Correia Silva.
Ainda não assistiu ao programa de segunda-feira com o prof. Adriano? Link:
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Especialmente nos últimos cinco anos, as ciências humanas no Brasil, bem como as políticas públicas que as regulam, têm estado no centro de certos debates nacionais: a Reforma do Ensino Médio, em 2016, alterou drasticamente a política de ensino das disciplinas dessa área de conhecimento nas Escolas e o discurso ideológico do governo atual acerca das ciências humanas (de que são inúteis, improdutivas, doutrinadoras, comunistas, esquerdistas e outros absurdos) tem, infelizmente, convencido parte da opinião pública; isso, pra nem mencionar as políticas atuais de financiamento de pesquisa em ciências humanas nas Universidades brasileiras (cortes de bolsas na pós-graduação em geral e especificamente no PIBIC - Programa de iniciação científica).
No episódio do Conjectura de hoje, repercutimos a live da última segunda-feira (08/06), que contou com a ilustre presença do filósofo, pesquisador de ética e professor da UFSC, Dr. Darlei Dall'Agnol, no qual discutimos algumas questões bioéticas relacionadas ao combate à COVID-19, como a priorização de pacientes para leitos de UTI e o uso de fármacos off label (cloroquina/hidroxicloroquina) para o tratamento da doença, e pontuamos sobre as questões políticas ligadas à pandemia.
No programa, mencionamos dois importantes artigos de autoria do grupo de bioeticistas do qual o professor Darlei Dall'Agnol é membro: o primeiro versa justamente sobre a priorização de leitos de UTI e respiradores a determinados pacientes, publicado na Ilustríssima da Folha de SP., enquanto que o segundo defende a necessidade de se manterem os padrões científicos e normativos nas pesquisas que envolvem Cloroquina, descartando seu uso para o tratamento de pacientes sem estudos prévios rigorosos que sustentem a sua eficácia
Seguem links para acesso:
Artigo da Folha de SP: https://folha.com/it3nd6xe
Artigo sobre a Cloroquina: shorturl.at/fGHU1
Ainda não assistiu a live de segunda-feira com o prof. Darlei Dall'Agnol? Está imperdível! Segue o link para ela: https://www.facebook.com/projetoconjectura/videos/265062824574913/
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O que pode fazer a filosofia, em especial a Ética, para contribuir no combate à COVID-19? O que os eticistas têm a dizer a respeito da prescrição de fármacos para o tratamento desta doença cuja segurança e eficácia é ainda duvidosa? E quanto ao uso de recursos, como leitos de UTI e respiradores: é possível pensar em critérios éticos para sua alocação, considerando em especial a escassez típica do sistema de saúde brasileiro?
Para a discussão dessas e outras importantes questões, contamos hoje com a presença do filósofo e professor de ética da UFSC, Dr. Darlei Dall'Agnol.
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O Conjectura de hoje vai ser um pouco diferente do tradicional!
Na segunda metade da live, por volta de 48:40, "pensamos alto" e conversamos com nossos expectadores sobre possíveis reformulações das lives que fazemos todas as quintas-feiras.
O que você quer ver no Conjectura de quinta? Dialogue conosco nos enviando suas críticas, ideias e sugestões. Contato pela página do Facebook ou [email protected]
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Na live de hoje, contamos com a presença do cientista social e professor Dr. Tiago Duque, da FACH - UFMS, para falar sobre Teoria Queer. Ela, enquanto ferramenta teórica e política, pode nos ajudar a pensar questões de gênero, sexualidade e outros marcadores sociais da diferença em contextos tão distintos do seu surgimento? Como se dão as questões de nacionalidade, mídia, desejo, reconhecimento, visibilidade e vulnerabilidade na fronteira pantaneira do Brasil com a Bolívia? O que podemos aprender sentados à margem do Rio Paraguai?
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