Série: Universidade Babilônia – 07
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Uma festa muito louca (Daniel 5:1-4)
Vamos lá, capítulo 5, verso 1: “Certa vez o rei Belsazar deu um grande banquete para mil dos seus nobres, e eles beberam muito vinho.”
Nabuco troca com Belsazar; O que houve desde o capítulo quatro?
65 anos desde que Babilônia trouxe aqueles quatro jovens cativos para o reino. De acordo com os historiadores, estamos agora em 539 a.C., onde o rei Belsazar governa Babilônia.
Capítulo da Bíblia que prova que ela é falsa. É isso que foi ensinado por 800 anos. Não havia um rei Belsazar em Babilônia, o último rei deste império foi Nabonidas.
No último século, as crônicas de Nabonidas foram desenterradas ao sul de onde ficava Babilônia. E lá, o último rei conhecido de Babilônia conta a respeito de seus últimos anos. Ciente do crescimento e ganho de poder dos impérios medos e persas sobre o comando de Ciro, Nabonidas resolve se retirar para a arábia e deixa no reinado de Babilônia o seu filho mais velho. Adivinha o nome dele? Isso mesmo, Belsazar.
Versos 2-4: “Enquanto Belsazar bebia vinho, deu ordens para trazerem as taças de ouro e de prata que o seu predecessor, Nabucodonosor, tinha tomado do templo de Jerusalém, para que o rei e os seus nobres, as suas mulheres e as suas concubinas bebessem nessas taças. Então trouxeram as taças de ouro que tinham sido tomadas do templo de Deus em Jerusalém; e o rei e os seus nobres, as suas mulheres e as suas concubinas, beberam nas taças. Enquanto bebiam o vinho, louvaram os deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra.”
As famílias mais importantes e influentes estão aqui, na festa mais badalada do reino. Tudo o que a carne pode desejar e sonhar é servido aqui. Mulheres, vinho, iguarias que nem mesmo os nobres possuem na mesa. A luxúria e a glutonaria são as convidadas de honra.
E o texto enfatiza que em determinado momento, o rei mandou servir a bebida nas taças de ouro e prata que foram roubadas de Jerusalém. Se você se lembra do primeiro episódio, no primeiro capítulo de Daniel, vemos que essas taças pertenciam ao templo de Yaweh.
Existe um exército inimigo acampando do lado de fora dos muros do reino, mas eles são Babilônia, os maiores e mais poderosos do mundo, não há motivos para ter medo, vamos festejar em segurança. Os muros imensos, o foço ao redor dos muros, as torres de vigia e os imensos portões, não deixam margem para temer.
Autenticar a sensação de segurança = usar utensílios do Deus conquistado.
Zombaria no ar. Clima de confiança total, até que começa o verso 5.
Um convidado sem convite (Daniel 5:5:16)
Versos 5 e 6, “Mas, de repente apareceram dedos de mão humana que começaram a escrever no reboco da parede, da parte mais iluminada do palácio real. O rei observou a mão enquanto ela escrevia. Seu rosto ficou pálido, e ele ficou tão assustado que os seus joelhos batiam e as suas pernas vacilaram.”
No meio da festa, com o álcool rolando solto, diante de toda a zombaria e escárnio, sentado no trono o rei começa a presenciar uma cena terrível e assustadora. Um convidado, que não é bem um convidado, que não é nem uma pessoa, apenas uma mão, como se fosse um filme de terror, começa a escrever coisas ininteligíveis.
O rei está horrorizado, seus joelhos tremem, seu quadril fraqueja. Ele sabe que o mãozinha não está na lista de convidados. E aquela coisa escreve: “MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM”. E todos ficam em choque, boquiabertos.
É impressionante como em 1 segundo todo o clima do local se transforma.