OBS 1: Estou ciente dos meus vícios de linguagem e não desejo continuar. OBS 2: Acabei indo pra outro lugar que não era aquele que contempla as perguntas feitas (É possível ter diálogo? É possível ouvir maneiras diferentes de pensar ou sempre buscaremos campos de identificação? Onde encontramos campos de diálogo?). Acontece. OBS 3: Eu acho que já mudei de ideia sobre o que eu falei, seria esse um diálogo meu comigo mesma? Brinks (a parte da pergunta apenas). Coisas que faltaram falar: eu acho que já mudei minha forma de pensar em função de conversas com conhecidos e desconhecidos, com as aulas de literatura da universidade, com conteúdos disponíveis virtualmente, e visitando diferentes realidades (considero esses meus campos de diálogo). Mas nunca nada muito grande, pois acabo sendo atraída pelo familiar, ou voltando ao familiar. É uma frustração que eu tenho, inclusive. Recentemente estive em contato com uma pessoa que era muito diferente e igual a mim ao mesmo tempo, em que eu coloquei o juízo de valor de “diferente” = ruim e “igual” = bom. O diferente no caso era algo que eu não queria enxergar em mim, e o igual era algo que eu enxergava em mim. No fim esse contato com essa pessoa me causou um desconforto muito grande em relação a mim mesma. Porque eu achava a pessoa arrogante (adjetivo que eu colocava no “diferente”) demais enquanto pensava se isso não era um reflexo de mim (ou seja, pensei se na verdade não estava no “igual”). Acho que isso gera um processo de reflexão, aprendizado e mudança muito intenso, positivo e importante, que eu não teria se não estivesse em contato com essa pessoa. Então é realmente bom. Mas bom só depois que já passou, enquanto está acontecendo é doloroso e desgastante mesmo. Não tem fim esse meu fim paro por aqui