3 de junho é o Dia da Conscientização Contra a Obesidade Mórbida Infantil.
A obesidade mórbida infantil afeta milhares de crianças em todo o mundo. No Brasil, em 2018, eram considerados obesos 9,4% das meninas e 12,4% dos meninos, de acordo com os critérios adotados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Mas... o que é essa doença e por que devemos combatê-la?
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de peso e costuma ser causada pela associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais, tais como maus hábitos alimentares e falta de atividade física.
É considerada obesidade infantil quando o esse excesso de peso se dá em crianças de até 12 anos.
É importante combater a obesidade infantil porque crianças obesas e com sobrepeso tendem a se tornar adultos obesos, com maior chance de desenvolverem ainda jovens doenças crônicas tais como diabetes, hipertensão e outras doenças cardiovasculares.
Como identificar se uma criança está obesa?
Primeiramente, é de extrema importância que a criança tenha um acompanhamento frequente com o pediatra, já que este é o profissional habilitado para avaliar a saúde da criança e identificar padrões que revelem sobrepeso ou até mesmo a obesidade, entre outros problemas de saúde.
Como posso evitar que meu filho, neto ou a criança que vive próxima a mim se torne uma criança com excesso de peso ou obesa?
A prevenção começa durante a gestação, período em que é muito importante a gestante evitar o ganho excessivo de peso.
Depois disso, é importante que o aleitamento materno ocorra até dois anos ou mais e que ele seja a única fonte de alimentação nos seis primeiros meses de vida do bebê.
Após os seis meses, a alimentação da criança e de toda a família deve ser baseada em produtos “in natura” e minimamente processados, tais como frutas, verduras, legumes, feijão, arroz, leite, carnes, ovos, castanhas.
O açúcar não deve ser oferecido para crianças menores de dois anos e não deve fazer parte da rotina alimentar mesmo nos anos posteriores. Pois, além de não ser necessário e causar danos à saúde da criança, a exposição excessiva a doces pode causar dificuldade na aceitação de alimentos nutritivos, importantes para o crescimento e o desenvolvimento saudável.
Evitar alimentos de “fast-foods” e dar preferência por uma dieta equilibrada, rica em alimentos naturais e frescos.
Incentivar a criança a praticar atividades físicas de sua preferência, desde brincadeiras como pique, bola, até esportes.
Evitar que a criança se alimente em frente às telas de TVs, tablets e celulares. Pois isso causa distração, fazendo com que a criança coma de forma automática e, muitas vezes, em excesso, prejudicando o controle da fome e da saciedade, promovendo o ganho excessivo de peso
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Produziu e participou deste episódio Natali Tardim, acadêmica de Farmácia da Universidade Federal Fluminense, sob supervisão do prof. Ranieri Camuzi.