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Nossa risada está um tom abaixo do normal. Depois da morte do Paulo Gustavo, o Brasil ficou bem menos engraçado. Achei que era uma oportunidade para gravar um episódio solo, curto e fazer um mea culpa necessário: tenho falado pouco sobre cinema nacional. E olha que eu adoro, imagina se eu nem gostasse!
Ainda dá tempo de acertar isso, e este episódio é um primeiro passo. Falei um pouco sobre o Depois a Louca Sou Eu [Direção: Júlia Rezende. Brasil, 2019] que chegou ao Prime Video recentemente. Baseado no livro da Tati Bernardi, esse filme aborda de um jeito leve, mas não leviano, as crises de ansiedade de uma jovem redatora diante do mar de possibilidades que é a vida. Eu adorei e tenho recomendado pra todo mundo!
Recomendações do episódio
Depois a Louca Sou Eu [Direção: Júlia Rezende. Brasil, 2019]
Meu Passado Me Condena [Direção: Júlia Rezende. Brasil, 2013]
Meu Passado Me Condena 2 [Direção: Júlia Rezende. Brasil, 2015]
Um Namorado Para Minha Mulher [Direção: Júlia Rezende. Brasil, 2016]
Cazuza – O Tempo Não Pára [Direção: Sandra Werneck e Walter Carvalho. Brasil, 2004]
“Tenho”, de Sidney Magal
Calcinha Larga – Episódio com Debora Falabella
Você sabia que, fora do Brasil, o filme O Auto da Compadecida [Guel Arraes. Brasil, 2000] lá fora virou “O testamento de um cachorro”? Pois é. Lágrimas de Suassuna escorrem pelo nosso rosto já cansado de tanta injustiça. Mas, verdade seja dita e justiça seja feita: em matéria de ousadia na tradução/adaptação de um título de filme, qualquer estrangeiro é estagiário numa carreira em que o Brasil é PhD.
Para analisar os maiores acertos e, principalmente, as mais belas aberrações, fizemos um crossover com o podcast Markest, capitaneado pela Raysa Calmon e pela Vanessa Spirandeo. Ficou demais e o material que você pode conferir dando o playzinho maroto é uma parte da conversa, porque a gente teve que cortar as crises de riso.
Diga-me qual teu signo e te direi quem és. Mas me diga também o ascendente, a lua, onde estava o sol quando você nasceu e, de forma especial, qual são teus filmes favoritos.
Nesta linha da busca pelo autoconhecimento e por um alto conhecimento, convidei o astrólogo Luis Gonzaga Silva, especialista em signos e cinéfilo com carteirinha emitida pela vida. Ele identificou os 12 signos do zodíaco em 7 lindos filmes, alguns bem recentes e outros, nem tanto.
A conversa ficou muito boa, uma verdadeira aula de sensibilidade e vontade de compartilhar conhecimento.
Recomendações deste episódio
Tema musical: Zodiac [Roberta Kelly, 1977]
A sociedade literária e a torta de casca de bata [2018]
Um senhor estagiário[Direção: Nancy Meyers. EUA, 2015]
Comer, Rezar e Amar [Direção: Ryan Murphy. EUA, 2010]
Gladiador [Direção: Ridley Scott. EUA, 2000]
Lado a lado[Direção: Chris Columbus. EUA, 1998]
A excêntrica família de Antonia [Direção: Marleen Gorris. Países Baixos, 1995]
Ensina-me a Viver[Direção: Hal Ashby. EUA, 1971]
Adivinhe Quem Vem pra Jantar[Direção: Stanley Kramer. EUA, 1967]
A Mente Vencendo o Humor [Dennis Greenberger. Editora Artmed, 2016]
O Corpo Fala [Pierre Weil. Editora Vozes, 20145]
Os Cavaleiros do Zodíaco [Toei Animation, 1986]
Redes Sociais
Pensamentos inspiradores: Facebook: https://www.facebook.com/Pensamentos-Inspiradores-109464600777541 | Instagram: @pensamentosinspiradoresgonzaga
Conversê du Cinéma no Twitter: @converseducine
Lembra da Vani? Aquela que não era doida demais, mas estava quase lá. Então, graças à série Os Normais, fui ver finalmente A Mão Que Balança o Berço [Curtis Hanson, EUA, 1992] e fiquei apaixonado pela Rebecca De Mornay e pelo filme, claro!
Um baita suspense com poucos personagens e pouquíssimos cenários. Tem Juliane Moore, uma leve introdução ao Me Too e uma ansiedade para saber o que vai acontecer com cada personagem. Me diverti horrores como se a maldade só existisse no cinema, mas quando o filme terminou, me lembrei da nossa realidade e só consegui dormir depois de rever um episódio de Os Normais.
Recomendações do episódio
Os Normais – Globoplay [2001 – 2003]
DVD A Mão que Balança o Berço [Direção: Curtis Hanson. EUA, 1992]
Redes sociais
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Sonhar só não dá em nada, é uma festa na prisão. Mas gravar episódio do podcast tá liberado. Em semana de muita entrega no mestrado da vida, a gente acaba cortando na carne que é própria. Convoquei Adriana Calcanhotto – sem que ela saiba – para abrir o episódio, ela sempre me ajuda a não me sentir tão só. Ao som de Mulher Sem Razão, que apareceu primeiro no álbum Burguesia, do Cazuza de 1989, gravei um papo reto, direto e bastante musical sobre dois filmaços de suspense, terror e cagaço.
O Corra! [Jordan Peele, EUA, Japão, 2017] era uma vontade antiga de encaixar aqui no podcast. A sinopse, pra quem não lembra, é mais ou menos esta: um fotógrafo chamado Chris vai conhecer a família da namorada, a Rose. Juntos, essa galerinha vai aprontar altas confusões e viver grandes aventuras. Qualquer coisa além disso seria spoiler.
O outro é uma surpresa recente. Fuja [Aneesh Chaganty, EUA, 2020]. Sarah Paulson arrasa sempre, mas aqui o filme tem outros elementos que também merecem a atenção. A trama é misteriosa e a gente vai descobrindo o que tem na caixa misteriosa do João Kléber junto com uma personagem. Chloe [Kiera Allen] vive em uma cadeira de rodas, toma muitos remédios e quase não sai de casa. Ela começa a desconfiar que a mãe [papel da querida Sarahinha] tem algum cadáver no armário. E o resto é spoiler pra boi dormir.
Dois filmes de tensão para aliviar a tensão do noticiário, da vida real. Curti muito revisitar o Corra! e conhecer o Fuja, espero que gostem.
Recomendações deste episódio
Canal Super 8 / Otávio Uga
Saga Lusa [Adriana Calcanhotto, Editora Cobogó, 2008]
Redes Sociais
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O amanhã é algo que se vende por quilo ou já vem embalado de fábrica? A resposta eu não tenho, mas meu convidado tem. Sempre ligado no modo advanced de filosofia contemporânea, o comunicólogo Júlio de Ló aproveitou o filme O Preço do Amanhã [Andrew Niccol, EUA, 2011] para falar sobre o tempo, as telas, a intensidade da vida e aquele relógio maneiríssimo que o Justin Timberlake usa no filme.
Esse filme é do mesmo diretor de Anon, S1m0ne e Gattaca. Andrew Niccol é também autor de O Show de Truman, aquele filmaço. Falamos sobre estas questões todas e como elas se relacionam a partir daquilo que o diretor quer provocar.
Recomendações deste episódio
Anon [Andrew Niccol, EUA, 2018, Netflix]
Gattaca [Andrew Niccol, EUA, 1997]
S1m0ne [Andrew Niccol, EUA, 2002]
O Show de Truman [Peter Wier, EUA, 1998]\
Sense8 [Netflix, 2015]
Eles Vivem [John Carpenter, EUA, 1988]
Samba de Verão [Caetano Veloso no Spotify]
Ella Fitzgerald cantando One Note Samba
Redes sociais
Júlio de Ló: Instagram / Facebook
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Toda vez em que aparece um anúncio do tipo "clique aqui para ganhar um milhão de dólares" eu penso que, se uma pessoa pode ganhar tudo isso com um clique, ela não vai ficar contando por aí. Uma ideia assim a gente não anuncia num link de hipertexto, a gente conta, no máximo, pros amigos. E olhe lá. Eu contaria pra minha cadela, mas com a condição de que ela não latisse pra mais ninguém.
Neste episódio, valendo mais do que barras de ouro, falo um pouco sobre a trajetória do Ryan Gosling, o multifacetado canadense dono do mundo. Desde os 13 dançando e encantando, ele fez muito filme fora do mainstream, o que aumenta ainda mais o nosso amor. Difícil lidar com esse sentimento, querido Ryan.
Passando rapidamente pela obra dançante La La Land, o nosso foco é o Lars and The Real Girl, que aqui decidiram chamar de A Garota Ideal. Filmaço de 2007, é quase tão bom quanto uma caldo de milho verde em noite de finalzinho de outono - em 3 meses esse comentário vai fazer sentido. Espero que goste deste episódio curtinho.
Recomendações do episódio
O Gene Egoísta [Richard Dawkins, 1976 . Cia das Letras]
Zombie Musical [Ryan McHenry, Canadá, 2011]
Anna e o Apocalipse [John McPhail, Reino Unido, 2017]
La La Land [Damien Chazelle, EUA, 2017]
Zumbilândia. Atire Duas Vezes [Ruben Fleischer, EUA, 2009]
A Garota Ideal [Craig Gillespie, EUA, Canadá, 2007]
Redes Sociais
Twitter: @converseducine
"Hay que endurecerse, pero sin perder jamás la ternura". É quase certeza que o Che Guevara não disse essa frase, mas quem é íntimo dele sabe que ele poderia, sim, ter dito. O dito pelo não dito, a gente fica com o que pode ser visto e revisto, como é o caso do filme cubano Memórias do Subdesenvolvimento [Tomás Gutiérrez Alea, Cuba, 1968]. A escolha da cineasta Julia Longo trouxe "una onda caribeña" e revolucionária para o podcast, um filme clássico que é praticamente uma aula.
Na conversa, falamos sobre viagem dela pra Cuba, dos latinoamericanos e sobre o isolamento que este filme aborda sem falar de isolamento. É quase um documentário sobre a ilha pós-Revolução e também um tratado sobre todos nós, colonizados. Um filme que ajuda a descolonizar o olhar e dá aquela vontade de tomar um mojito.
Recomendações do episódio
Miguel Littín [cineasta] no Wikipedia
A aventura de Miguel Littín clandestino no Chile [Gabriel García-Márquez, Editora Record, 1988]
Terra em Transe [Glauber Rocha, Brasil, 1967]
Buena Vista Social Club [Wim Wenders, Alemanha, EUA, Reino Unido, Cuba, França, 1999]
Marina de La Riva
Julia Longo: LinkedIn
Conversê du Cinéma: Twitter [@converseducine]
O primeiro episódio musical a gente nunca esquece. Embora a música tenha sido um elemento importante em todos os filmes comentados até aqui, em Amor, Sublime Amor [Robert Wise, Jerome Robbins, EUA, 1961] a canção está no primeiro plano. Nosso convidado, o jornalista, roteirista e produtor de TV Anderson Perri, escancarou a paixão por musicais e aproveitou o enredo de West Side Story para falar de latinicidades, gênero e dessa vontade de sair por aí cantando de braços abertos em uma área descampada com voz falsete.
Claro que também mencionamos A Noviça Rebelde e Cantando na Chuva, esses dois clássicos com marketing equivocado. E resgatamos o episódio de Glee baseado no filme de 1961 que, em breve, ganha um remake dirigido por Steven Spielberg.
Onde assistir Amor, Sublime Amor: Telecine ou comprar DVD na Amazon.
Recomendações do episódio
Broadway Melody [Harry Beaumont, EUA, 1929]
O Espelho Tem Duas Faces [Barbra Streisand, EUA, 1966]
Hamilton [Lin-Manuel Miranda, EUA, 2015]
A Noviça Rebelde [Robert Wise, EUA, 1965]
Trilha sonora de West Side Story
Glee: 3x02 [I’m a Unicorn]
Redes sociais
Anderson Perri: Instagram (@andersonperri)
Conversê du Cinéma: Twitter (@converseducine)
Tananananinam tanananam tanananam. Escrito assim até parece feio, mas quando tocado num piano, nossa, fica lindo! Essa inspiração musical veio a partir da conversa com a Muriel Valencia, nossa primeira convidada peruana, exportada ao Brasil e agora está na Itália. No Dia Internacional da Mulher, publicamos o Conversê du Cinéma sobre o filme O Piano, um clássico de 1993 dirigindo por uma das cinco mulheres indicadas ao Oscar® chamada Jane Campion.
Pois é, foram só cinco até agora. Mas se tudo der certo, em 2021 teremos novos nomes femininos indicados aos prêmios de direção. Amém.
O Piano, se é pra falar de Oscar®, fez bonito quando Holly Hunter garantiu o prêmio de melhor atriz e Anna Paquin, muito antes de ter o pescoço cobiçado por vampiros ou se tornar mutante, brilhou aos nove anos levando pra casa o prêmio de melhor atriz coadjuvante.
No Brasil, atualmente dá pra assistir no Telecine ou no Looke.
Na conversa também aproveitamos para falar sobre liberdade, identidade, desejo e molho à bolonhesa.
Apresentação e edição: Lipe Fonseca
Recomendações do episódio
Contracorriente [Javier Fuentes-León, Peru, 2009]
Call my agent / Dix Pour Cent [Netflix, 2015]
True Blood – box [comprar]
True Blood – assistir [HBO, 2011]
Não há tempo a perder [Amyr Klink. Editora Tordesilhas, 2016]
Redes Sociais
Muriel Valencia: Instagram [@murivalencia]
Conversê du Cinéma: Twitter [@converseducine]
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