Antes de dar início a uma viagem-maratona, de quatro dias em quatro países da África Central, o Presidente francês revelou ambições da política francesa para África. "O presidente Macron pode até não querer entrar numa competição, mas ele já está numa competição", afirma o economista angolano, Alexandre Ernesto.
O chefe de Estado angolano, João Lourenço, recebe esta quinta-feira à noite, o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para a sua primeira visita ao país. Em entrevista exclusiva à RFI, João Lourenço aborda as grandes questões geopolíticas do momento, em Angola, mas também, na República Democrática do Congo, no Chade, na República Centro-Africana e, inevitavelmente, as relações entre Luanda e Paris.
Antes de iniciar o périplo a África, Emmanuel Macron esboçou os contornos das novas relações entre a França e África. "Podemos esperar mais do mesmo desta viagem relâmpado, com menos de 24 horas em Luanda. Não acredito que possam surgir grandes novidades", afirma o coordenador da ONG angolana Observatório Político e Social.
O Presidente francês visita esta semana quatro países da África Central pela primeira vez: Gabão, Angola, Congo Brazaville e RDC. "Esta visita do Presidente Emmanuel para a África Central enquadra-se na procura de novos espaços, de espaços alternativos para aumentar a sua expressão política, económica e social", afirma Osvaldo Mboco, especialistas em Relações Internacionais na Universidade Técnica de Angola.
Ana Pinto de Oliveira, professora da Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve, situada no sul de Portugal, foi nomeada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para integrar o RITAG, grupo técnico na área da imunização em África. Em entrevista à RFI, a médica e também docente falou-nos sobre esta nomeação e começou por referir quais são as principais missões deste grupo.
"Angola, desde antes da criação pelos portugueses até ao êxodo destes por nossa criação" é o título que o Professor Catedrático de Patologia e Investigador de História, Carlos Mariano Manuel, deu à obra onde apresenta a História Geral de Angola.
Assinala-se esta sexta-feira 24 de Fevereiro de 2023, um ano do início da invasão russa na Ucrânia. Um conflito que tirou a vida a milhares de pessoas, destruiu infra-estruturas e mudou um país. No último ano, com a ajuda de aliados, Kiev resiste aos ataques russos e acredita na vitória.
Nesta sexta-feira, faz um ano que as tropas russas lançaram a sua ofensiva contra a Ucrânia, alargando assim o conflito vigente desde 2014 no leste do país. Segundo estimativas da Noruega, 180 mil soldados russos terão morrido ou ficado feridos, enquanto do outro lado, foram contabilizadas 100 mil baixas entre os militares ucranianos. A ONU estima que em um ano de conflito morreram mais de 7 mil civis, dados que as próprias Nações Unidas acreditam ser aquém da realidade.
António Vitorino, director-geral da Organização Internacional das Migrações das Nações Unidas, diz que a organização que dirige é a maior em Cabo Delgado e que enquanto as condições de segurança não estiverem reunidas, as populações, quase um milhões de deslocados, não podem voltar a Cabo Delgado.
Os chefes de Estado e de Governo da União Africana concordaram este fim-de-semana em acelerar a zona de comércio livre entre todos os países do continente. Esta é "uma decisão importante" segundo Victor Fernandes, ministro da Indústria e Comércio de Angola, mas é um processo que vai demorar algum tempo até estar concluído. Angola pretende usar este tempo para diversificar a sua economia, apostando na agricultura.
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De segunda a sexta-feira (ou, quando a actualidade o justifica, mesmo ao fim de semana), sob forma de entrevista, analisamos um dos temas em destaque na actualidade.