📰 Criteria Macro | Thiago Pedroso CFP®️
🇺🇸 Balança comercial sai às 9:30.
■ PMI se serviços da S&P e da ISM saem ao longo da manhã.
■ As tarifas de Trump vieram pior do que o esperado e os mercados tombaram feio durante o after em NY.
■ Nesse momento o índice futuro do S&P cai quase 3,5% enquanto Nasdaq tomba quase 4%.
■ As techs podem ser as mais impactadas, mas a a queda deve ser generalizada hoje.
■ No topo da lista, a China vai ser tributada em 34%, Taiwan 32%, enquanto Europa e Japão ficaram com tarifas de 20% e 24% respectivamente.
■ Já o México e o Canadá (por enquanto) ficaram de fora do tarifaço.
■ Ao menos foi cofirmado que as tarifas não serão cumulativas com as taxas recentes de 25% anunciadas para aço, alumínio, carros e autopeças, mas o secretário do tesouro, Scott Bessent, já disse que se houver retaliação haverá uma escalada.
■ Alguns cálculos já apontam que a tarifa média ponderada por importação vai ficar próximo a 20% e o impacto disso no PCE pode ser superior à 1% e aproximar ainda mais os EUA da estagflação.
■ Ontem de manhã o APD mostrou criacão de 155mil vagas e até deu ânimo para os índices, com S&P fechando em alta de 0,67% e Nasdaq subindo 0,87%.
🇧🇷 O Brasil até que se saiu bem no tarifaço...ficou com uma tarifa de 10%, mas ainda é cedo para comemorar.
■ Primeiro, o impacto em nossos principais parceiros comerciais podem afetar diretamente nossa economia.
■ Segundo, o governo americano ainda pode mudar (aumentar) as tarifas, ou seja, os 10% não é totalmente garantido.
■ E terceiro, o Brasil provavelmente será inundado de produtos que iriam para os EUA (principalmente da China).
■ Ainda tem todo impacto disso em todo mundo, principalmente em um cenário se elevação da inflacao americana (e consequente alta de juros).
■ Mas tem o lado positivo também:
A guerra comercial pode abrir novos mercados ou ampliar os existentes;
Em um mundo mais hostil, o Brasil pode ser visto como um porto seguro;
No relativo seremos menos impactado pela guerra comercial.
■ Ao menos o EWZ aponta para esse cenário mais "benéfico" para o Brasil, e cai somente 0,75% agora de manhã.
■ Mas o cenário ainda vai se desenrolar de acordo com as negociações ou retaliações contra os EUA e ainda está totalmente aberto.
■ Na espera do anúncio das tarifas o índice local seguiu o movimento do exterior e fechou de lado, com alta de 0,03% e volume pouco acima de 17bi.
■ Ajudou também a pesquisa da Genial/Quaest mostrando que a popularidade de Lula continua em queda, deixando mais claro que o problema não é só comunicação.
■ Já o dólar fechou em alta de 0,25%.
■ Destaque para o dado de produção industrial, que mostrou queda de 0,1%, pior que os 0,2% de alta esperado.