Em 1976, quando Tom Jobim lançou um de seus melhores discos, Urubu, Joaquim Ferreira dos Santos foi escalado para entrevistá-lo. A ideia era passar a limpo sua carreira, fazê-lo recordar datas, fatos, histórias. Mas entrevistar Tom era dureza, recorda o repórter e cronista. A mente do maestro flanava por planetas de interesses que nós, pessoas comuns, não alcançávamos. “Olha quem está vindo lá”, apontava Tom, interrompendo uma resposta sobre Vinicius de Moraes. Era um urubu. A todo momento um urubu pousava na conversa.