Cruzeiro FM 92,3

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Cruzeiro FM 92,3 episodes

  • Do autoconhecimento à ação: uma jornada de volta para si

    Refletir é essencial, mas é a ação que gera transformação. É a partir dessa premissa que o engenheiro, palestrante e consultor Daniel Luz apresenta Insight – Uma jornada de voltapara si e rumo à ação.

    O livro se posiciona como um antídoto à vida no piloto automático em uma era de distração digital e superficialidade.

    A jornalista Cibelle Freitas entrevistou o escritor.

    18 min
  • Animais resgatados de maus-tratos ajudam na recuperação emocional de jovens em Itu

    Depois de enfrentarem abandono, negligência e violência, animais resgatados pela Natureza Conecta se tornaram aliados na recuperação emocional de mais de 660 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.


    Instalado em Itu (SP), o projeto une proteção animal, educação ambiental e terapia assistida, promovendo encontros semanais entre os jovens e cerca de 30 animais acolhidos na fazenda da ONG.


    Entre eles está Sheik, cavalo puro-sangue inglês que competiu no Jockey Club de São Paulo e foi abandonado após sofrer um grave acidente; George, porco salvo de uma tentativa de violência quando ainda era filhote; e Zeus, boi da raça holandesa resgatado com poucos dias de vida após ser descartado por uma fazenda de leite.


    Segundo Daniela Gurgel, fundadora da Natureza Conecta, em entrevista ao repórter André Fazano, o contato respeitoso com os animais fortalece valores como empatia, responsabilidade e resiliência, além de potencializar o trabalho de psicólogos e pedagogos em casos de traumas e dificuldades de aprendizagem.


    A ONG também realiza atividades de terapia assistida com internos da Fundação Casa, incluindo o complexo de Sorocaba, ampliando o alcance da iniciativa.

    7 min
  • Tensão entre EUA e Irã pressiona petróleo e acende alerta no agronegócio brasileiro

    Os recentes ataques dos Estados Unidos ao Irã reacenderam a instabilidade no Oriente Médio e já provocam reflexos nos mercados internacionais, especialmente no petróleo, fertilizantes e comércio exterior.


    No Brasil, a elevação do petróleo aumenta a preocupação com o diesel — essencial para o transporte de grãos e insumos — e pode pressionar reajustes internos, mesmo sem repasse automático da paridade internacional.


    Diesel mais caro impacta diretamente o custo do frete rodoviário e marítimo, além da operação das máquinas agrícolas, reduzindo a competitividade de um setor que já trabalha com margens apertadas.


    O tema também é destaque no Jornal da Cruzeiro desta segunda-feira (2), que traz a análise do cientista político Olavo Furtado sobre os desdobramentos do conflito e seus possíveis efeitos para o Brasil e ao cenário internacional.

    18 min
  • Editorial: Avanço social ou risco econômico?

    Semanade 22 a 28 de fevereiro de 2026


    AProposta de Emenda à Constituição que prevê o fim gradual da escala seis por ume a redução da jornada semanal de 44 para 36 horas volta ao centro do debatenacional. Pronta para votação no Senado, a medida também amplia o descansomínimo semanal para dois dias, preferencialmente aos sábados e domingos.

     

    Seaprovada, a mudança ocorrerá de forma progressiva, ao longo de seis anos.Segundo estimativas apresentadas no Congresso, cerca de 38 milhões detrabalhadores contratados pela CLT poderão ser beneficiados diretamente, alémde impactos indiretos em todo o mercado.

     

    Sob oponto de vista social, a proposta representa um avanço significativo. Maistempo de descanso significa mais qualidade de vida, maior convivência familiar,redução do estresse e potencial melhora na saúde física e mental.

     

    Experiênciasinternacionais indicam que jornadas menores podem aumentar a produtividade,reduzir afastamentos e melhorar o ambiente de trabalho.

     

    Háainda um possível efeito positivo na geração de empregos. Com menos horas portrabalhador, empresas poderão contratar mais funcionários para manter aprodução e os serviços, ampliando vagas formais e reduzindo o desemprego.

     

    Mas épreciso olhar o outro lado da balança.

     

    Paraempregadores — especialmente pequenos e médios empresários — a redução dajornada com manutenção integral dos salários representa aumento imediato decustos.

     

     

     

     

    Setoresque funcionam em regime contínuo terão de reorganizar escalas, contratar maispessoal ou arcar com horas extras. Em um país onde a carga tributária já pesafortemente sobre a folha de pagamento, o impacto pode ser significativo.

     

    Semajustes estruturais, há o risco de aumento de preços, perda de competitividadee até retração de investimentos.

     

    Duranteentrevista ao Jornal da Cruzeiro, o advogado Alexandre Ogusuku, ex-conselheirofederal da Ordem dos Advogados do Brasil, destacou que o tema precisa ser maisamplamente debatido.

     

    Segundoele, a proposta tem pontos positivos, mas também questões polêmicas que exigemamadurecimento técnico para evitar insegurança jurídica e efeitos colaterais naeconomia.

     

    Etalvez este seja o momento de ampliar o debate.

     

    Se opaís quer reduzir a jornada, estimular novas contratações e valorizar otrabalhador, também precisa discutir seriamente a redução dos encargostrabalhistas e tributos incidentes sobre a contratação formal. Não é razoávelampliar direitos sem repensar o custo que recai sobre quem gera empregos.

     

    Umareforma que diminua a carga sobre a folha poderia equilibrar a equação: otrabalhador ganha mais qualidade de vida, o empresário ganha fôlego paracontratar, e o mercado se fortalece.

     

    Odesafio do Congresso não é escolher entre capital e trabalho. É encontrar umponto de equilíbrio.

     

    Melhorara qualidade de vida do brasileiro é fundamental. Garantir que ele continueempregado é indispensável.

     

    Eassegurar que o empregador tenha condições reais de contratar, investir ecrescer é parte essencial dessa mesma equação.

     

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    4 min
  • Exposição “Joaquín Torres García – 150 anos” revisita incêndio no MAM e amplia diálogos na arte latino‑americana

    Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até 9 de março, a mostra Joaquín Torres García – 150 anos, com curadoria de Saulo di Tarso, propõe uma nova leitura sobre a obra do artista uruguaio ao transformar o silêncio em torno do incêndio do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) em 1978 em um eixo conceitual. Reunindo mais de 70 artistas modernos e contemporâneos e apresentando pela primeira vez no Brasil cartas e manuscritos originais vindos do Museo Torres García, a exposição articula diálogos com nomes como Anna Bella Geiger, Rubens Gerchman, Bispo do Rosário, Willys de Castro e Ernesto Neto. Sob o subtítulo O olhar contínuo, a curadoria aproxima referências africanas e obras pré‑incaicas da cultura Chancay, antecipando debates sobre colonialidade, palavra e imagem e ressaltando a centralidade da América Latina na história da arte. A visitação é gratuita, das 9 h às 20 h (exceto às terças‑feiras).


    Após a temporada em São Paulo, a mostra segue para Brasília (de 31 de março a 21 de junho) e em seguida para Belo Horizonte (de 15 de julho a 12 de outubro), ampliando o alcance de uma leitura que busca conectar tradição e inovação no contexto latino‑americano. Para comentar o projeto, Saulo di Tarso, curador, pesquisador e produtor cultural, está disponível para entrevistas e pode aprofundar aspectos conceituais da exposição, sua relação com as narrativas históricas e o papel de Torres García no pensamento artístico contemporâneo.

    7 min

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