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Converso com Thiago Lopes, engenheiro químico com mais de 18 anos em sustentabilidade de cadeia produtiva, que já auditou fornecedores por todo o Brasil e América Latina.
A gente fala do que vem junto quando alguém compra uma réplica: trabalho análogo à escravidão, oficinas sem licença, efluente químico despejado sem tratamento num setor que já é o segundo maior poluidor do planeta. Um estudo da OCDE deste ano liga esse mercado, de quase 500 bilhões de dólares, a trabalho forçado e infantil.
Falamos também do que quase ninguém discute: mais de 75% do falsificado apreendido na Europa é destruído, porque um tênis tem cerca de 20 matérias-primas coladas e costuradas e é quase impossível reciclar. E do outro lado, a indústria formal saiu de 100 litros de água por calça jeans para ciclos de 4 a 8 litros.
No fim sobra uma pergunta incômoda: por que quem mais cobra sustentabilidade das empresas é quem compra réplica sem pensar duas vezes?
Filantropia e sustentabilidade são tratadas como a mesma coisa, e isso enfraquece as duas.
Nesse episódio eu converso com o Leonardo Tiaraju, executivo que lidera a agenda de sustentabilidade e filantropia nas Américas, sobre onde investimento social e estratégia de negócio realmente se encontram. O que separa um programa sério de um que é fachada, que governança precisa existir por trás, e o teste de fogo: o programa sobrevive a uma troca de gestão ou a um ano ruim de resultado?
Falamos também de medir impacto sem cair no teatro de métrica, das diferenças de maturidade entre os mercados das Américas e do que muda nessa agenda daqui pra frente.
Todo mundo anuncia compromisso de cadeia. Poucos falam do que acontece entre o anúncio e o fornecedor mudando de verdade.
Nesse episódio eu recebo a Fabíola, da Lojas Renner, pra falar de gestão de cadeia sustentável na prática: como se estrutura o programa, o que é exigência e o que é desenvolvimento do fornecedor, rastreabilidade além do primeiro nível, qualidade de dado e quem paga a conta da transição.
Também falamos da virada que o mercado está vivendo, quando a cobrança deixa de ser reputacional e passa a ser regulatória e financeira, e pra onde essa agenda caminha nos próximos anos.
Por muito tempo, a cadeia de fornecedores foi vista como uma sequência de custos. Hoje, na PepsiCo, ela é estratégia de negócio.
Nesse episódio, Isabela, vice-presidente de sustentabilidade da PepsiCo América Latina, mostra como a sustentabilidade virou peça central pra garantir abastecimento, produtividade e resiliência frente aos eventos climáticos. Do campo até a embalagem.
Ela conta como a empresa enfrenta o maior desafio da região: tirar projetos do piloto e ganhar escala. E a resposta passa por dividir o risco com o fornecedor, não só apontar o que ele precisa mudar.
Na conversa:
Uma conversa sobre como grandes empresas estão reconstruindo suas cadeias pra crescer de forma resiliente. E sobre por que, mesmo com toda a tecnologia, o contexto humano continua decidindo.
🎧 CS Next | Conversas Sustentáveis
Dá pra imaginar um mundo sem plástico? Pra Felipe Guastelli, gerente de biomateriais da Natura, a resposta é não. O plástico não vai sumir, ele vai mudar. E essa mudança vai acontecer aos poucos, quase sem a gente perceber, como aconteceu com a energia solar.
Nesse episódio, a gente conversa sobre o que existe entre o discurso e a prática na transição de materiais. Felipe conta como a Natura trata biomateriais como investimento de longo prazo para descarbonizar, sem abrir mão do plástico reciclado e convencional que já funciona hoje.
Falamos do caso do polietileno verde, feito de cana-de-açúcar, que saiu de promessa e virou solução competitiva. E da Ucuuba, fruto amazônico que deixou de virar cabo de vassoura para gerar renda na floresta em pé.
Também entramos nos pontos que pouca gente discute:
Uma conversa pragmática, sem vilões e sem polarização, sobre como fazer a transição sustentável dar certo de verdade.
Conecte-se com o Felipe Guastelli no LinkedIn.
🎧 CS Next | Conversas Sustentáveis
Neste episódio, exploramos os fundamentos do Futurismo Corporativo e como a mentalidade estratégica pode transformar o futuro do seu negócio. Conversamos sobre a importância de antecipar cenários (usando o modelo da Shell como referência) e como a implementação prática de ferramentas de Inteligência Artificial pode elevar a produtividade da sua empresa sem estourar o orçamento.
O futurismo não é sobre prever o impossível, mas sobre preparar a organização para o que está por vir. Descubra como aplicar essas estratégias hoje mesmo.
📌 O que você vai aprender:
A inteligência artificial não é mais futuro. Ela já chegou — e está mudando tudo mais rápido do que a maioria consegue acompanhar.
Nesse episódio, Wagner Lopes recebe Thiago Otto, estrategista com mais de 5.500 horas de imersão prática em IA e que acabou de voltar do Vale do Silício, onde conversou com Apple, Google DeepMind, Microsoft, Anthropic e outras empresas que estão construindo o futuro agora.
A conversa vai fundo no que realmente está acontecendo: por que essa transformação é diferente de tudo que veio antes, o que o Vale do Silício já normalizou que o Brasil ainda trata como novidade, quais profissões estão em risco, e — a pergunta que ninguém quer responder — o que sobra pro ser humano quando a máquina pensa, cria e decide.
Se você é executivo, empreendedor ou profissional que quer entender onde o mundo está indo, esse papo é pra você.
O que é foresight — e o que ele definitivamente não é.
Neste episódio do CS Next, Wagner recebe Samanta Machado, especialista em futurismo com passagem por multinacionais como Johnson & Johnson e Mondelēz, para uma conversa direta sobre como empresas podem usar sinais e tendências para antecipar cenários — sem achismo, sem ficção científica.
Você vai entender por que o momento ideal para investir no futuro é exatamente quando sua empresa está crescendo (e não na crise), como o foresight funciona como uma caixa de ferramentas estratégica, e por que o Brasil ainda tem poucos especialistas nessa área — o que representa uma grande oportunidade.
Se você lidera uma empresa e quer continuar relevante nos próximos anos, esse episódio é pra você.
📌 Temas: futurismo, foresight, estratégia empresarial, inovação, sustentabilidade dos negócios
Inovar sem método é aposta. Foresight é a habilidade de usar sinais e tendências para antecipar futuros antes de agir sobre eles.
Neste episódio, Wagner Lopes conversa com Samanta Machado, especialista em foresight com passagem por Johnson & Johnson e Mondelēz, sobre o que é, o que não é, e por que o futurismo ainda é um campo escasso e mal compreendido no Brasil.
Se a sua empresa está crescendo e você ainda não pensa em cenários futuros, este episódio é para você.
Tópicos abordados:
Este é o primeiro de três episódios com Samanta. No próximo, entramos nas metodologias.
A nova fase chegou.
De Conversas Sustentáveis para CS Next: mesmo DNA, mesmo propósito. Mas com muito mais conteúdo, integrando sustentabilidade às questões que definem a prosperidade humana, como inovação, tecnologia e IA.
Vem com a gente.
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