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Que ano foi esse? É isso que nós, da Associação Marta e, provavelmente você também, estamos nos perguntando. Muitas vidas foram perdidas, lutas vencidas, mas nossa esperança de que 2022 vai ser um pouco melhor nunca morre.
É nesse clima de despedida que fazemos nosso último episódio do Deixa a Marta Falar de 2021, relembrando tudo o que não pode ser esquecido desse ano, incluindo as derrotas, conquistas e expectativas para o ano que vem por aí. Para isso, nossas associadas, Rebeca Vitorino e Nathália Santiago, em uma conversa de domingo, trazem de volta os principais acontecimentos desse ano, indo da política à música, passando ainda pelo esporte, mas sem esquecer do papel da luta das mulheres durante todo o ano. E aí, tá prontx para relembrar tudo?
Se você gostou desse episódio, não deixa de escutar os outros e seguir a Associação Marta no instagram, no @associacaomarta. Você também pode nos ajudar no combate a todos os tipos de violência contra as mulheres doando qualquer valor para nossa benfeitoria, pelo link https://app.benfeitoria.com/p/associacaomarta.
Roteiro e voz: Rebeca Vitorino e Nathália Santiago, com a colaboração de todas as associadas da Associação Marta. Edição: Melina Coelho.
Para qualquer pessoa, ser vítima de violência sexual já é mais que suficiente para sentir dor e sofrimento para uma vida inteira. No entanto, para muitas mulheres, a tortura não para por aí, irradiando pelos exames de corpo de delito, idas à delegacia, oitivas nos tribunais. Foi assim para Ângela Diniz que, depois de morta pelo marido, foi julgada pela mulher livre que era. Foi assim para Mariana Ferrer, décadas depois, humilhada pelo advogado do seu algoz, enquanto chorava diante de um juiz inerte em face de tantas agressões.
O episódio de hoje do Deixa a Marta Falar traz como tema a violência institucional em sua forma mais brutal: pela revitimização das vítimas de crimes sexuais. Há medidas para contornar isso? O que fazer diante dessas situações? Quais suas origens? São essas perguntas que buscaremos responder.
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Roteiro e voz: Isabele Negreiro e Larissa Guimarães. Edição: Melina Coelho.
Sexo é bom e a gente gosta. Mas imagina, toda vez que você vai ter uma relação sexual com penetração, ou mesmo fazer um exame ginecológico, a penetração foge de qualquer sensação de prazer e mais parece uma faca se enterrando em seu corpo. Essa dor, que muitas mulheres sentem em silêncio, sem expressar para parceiros ou profissionais da saúde por medo e vergonha, tem nome: vaginismo.
O episódio de hoje do Deixa a Marta Falar se dedica a entender no que consiste o vaginismo, quais suas causas, efeitos e, o mais importante, se há tratamento (e já adiantamos: há sim! Mas é preciso ouvir para descobrir). Nossa convidada de hoje é a Bárbara, ginecologista formada pela Maternidade Escola Assis Chateaubriand, que trará todas as respostas que buscamos.
Se você gostou do episódio, não deixe de nos seguir no instagram (@associacaomarta) e aqui no Spotify, além de ouvir nossos outros episódios. Você também pode nos ajudar doando para a nossa benfeitoria (https://benfeitoria.com/associacaomarta), de modo que possamos fazer cada vez mais pelo fim de todas as formas de violência contra as mulheres.
Voz e Roteiro: Amanda Madureira e Alícia Mourão. Edição: Melina Coelho.
Esse episódio utilizou como fonte:
Pacik PT. Understanding and treating vaginismus: a multimodal approach. Int Urogynecol J. 2014 Dec;25(12):1613-20. doi: 10.1007/s00192-014-2421-y. Epub 2014 Jun 4. PMID: 24894201.
Daňková Kučerová J, Machač Š, Vrzáčková P, Klapilová K, Kovář P, Zábranská L, Damborská Z, Wiecek P, Vrána T. Vaginismus - who takes interest in it? Ceska Gynekol. 2019 Spring;84(3):233-239. English. PMID: 31324116.
Achour R, Koch M, Zgueb Y, Ouali U, Ben Hmid R. Vaginismus and pregnancy: epidemiological profile and management difficulties. Psychol Res Behav Manag. 2019 Mar 12;12:137-143. doi: 10.2147/PRBM.S186950. PMID: 30881157; PMCID: PMC6419599.
Carvalho JCGR, Agualusa LM, Moreira LMR, Costa JCMD. Terapêutica multimodal do vaginismo: abordagem inovadora por meio de infiltração de pontos gatilho e radiofrequência pulsada do nervo pudendo [Multimodal therapeutic approach of vaginismus: an innovative approach through trigger point infiltration and pulsed radiofrequency of the pudendal nerve]. Rev Bras Anestesiol. 2017 Nov-Dec;67(6):632-636. Portuguese. doi: 10.1016/j.bjan.2014.10.005. Epub 2015 Dec 1. PMID: 26655345.# Artigos consultados:
Pacik PT. Understanding and treating vaginismus: a multimodal approach. Int Urogynecol J. 2014 Dec;25(12):1613-20. doi: 10.1007/s00192-014-2421-y. Epub 2014 Jun 4. PMID: 24894201.
Daňková Kučerová J, Machač Š, Vrzáčková P, Klapilová K, Kovář P, Zábranská L, Damborská Z, Wiecek P, Vrána T. Vaginismus - who takes interest in it? Ceska Gynekol. 2019 Spring;84(3):233-239. English. PMID: 31324116.
Achour R, Koch M, Zgueb Y, Ouali U, Ben Hmid R. Vaginismus and pregnancy: epidemiological profile and management difficulties. Psychol Res Behav Manag. 2019 Mar 12;12:137-143. doi: 10.2147/PRBM.S186950. PMID: 30881157; PMCID: PMC6419599.
Carvalho JCGR, Agualusa LM, Moreira LMR, Costa JCMD. Terapêutica multimodal do vaginismo: abordagem inovadora por meio de infiltração de pontos gatilho e radiofrequência pulsada do nervo pudendo [Multimodal therapeutic approach of vaginismus: an innovative approach through trigger point infiltration and pulsed radiofrequency of the pudendal nerve]. Rev Bras Anestesiol. 2017 Nov-Dec;67(6):632-636. Portuguese. doi: 10.1016/j.bjan.2014.10.005. Epub 2015 Dec 1. PMID: 26655345.
"Ela é linda de rosto"; "Deveria alisar o cabelo"; "Você emagreceu, que linda!"... Essas são algumas das frases que uma mulher facilmente poderia escutar durante sua vida, caso ela não se encaixe nos padrões de beleza que a sociedade ocidental definiu como os mais desejados: branca, loira, magra e alta. A imposição desses padrões leva, todos os dias, ao adoecimento mental e físico de mulheres, da infância à velhice, que tentam, desesperadamente, encaixar-se em corpos que não lhes convêm. E por que isso é assim? É o que vamos descobrir e discutir hoje no Deixa a Marta Falar.
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Voz e roteiro: Gabriela Sotero, Ana Katrine e Nathália Santiago. Edição: Melina Coelho.
Maria da Penha deu nome a uma Lei. Mas poderia ter sido qualquer outro nome. Pamella, Ângela, Mariana... No entanto, foi apenas com o caso de Maria da Penha, cearense, que a situação do Brasil como um Estado condizente com a violência contra a mulher se internacionalizou, trazendo mudanças legislativas para, finalmente, garantir o mínimo de proteção às mulheres dentro de suas próprias casas.
No episódio de hoje, vamos conhecer um pouco sobre quem foi e quem é Maria da Penha, que permanece a lutar, todos os dias, pelo fim da violência contra a mulher. Também vamos entender como funciona essa Lei, o que ela garante, mas também suas falhas e omissões.
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Voz e roteiro: Lara Luna. Edição: Melina Coelho.
Falas cortadas, piadas de cunho sexual, ser chamada de louca e receber ordens para "se acalmar". São esses alguns dos exemplos de atitudes que refletem a "violência política de gênero" vivida por mulheres que estão na política, para não trazer à memória os momentos em que são ameaçadas ou, no caso da Vereadora Marielle Franco, até assassinadas.
No Deixa a Marta Falar de hoje, recebemos a Vereadora Larissa Gaspar, que atua na Câmara Municipal de Fortaleza e que vai nos contar um pouco sobre a experiência de ser uma mulher na política, as dificuldades encontradas e as estratégias e medidas que precisam ser implementadas para que a violência política de gênero deixe de ser uma realidade e as mulheres possam ocupar os espaços públicos sem discriminações e violações ao seus direitos como cidadãs.
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Voz, roteiro e edição por Melina Coelho.
A escola, mais que lugar de aprendizado de matérias que devemos assimilar para, quem sabe, futuramente passar no vestibular ou exercer uma profissão, é lugar de crescimento pessoal, trocas e amadurecimento, de modo que todos os conteúdos e questões que envolvem a vida em sociedade deveriam ser discutidos.
Mas como abordar assuntos tão sensíveis quanto relacionamentos abusivos, que muitas vezes perpassam o cotidiano de alunos desde muito cedo, seja testemunhando seus parentes mais próximos nessas situações, seja eles mesmos as experimentando em suas trocas pessoais?
Pensando na importância em trazer a discussão sobre relacionamentos abusivos para as escolas, conversamos hoje com a Rebeca Carvalho, psicóloga graduada na Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e que atua como professora em uma escola no interior do Maranhão. A Rebeca nos falará um pouco da sua experiência no ensino, sobre como acredita ser o melhor caminho de prevenir relacionamentos abusivos a partir de sua discussão no ambiente escolar, e sobre como isso ficou prejudicado pelo ensino remoto imposto pela pandemia na COVID-19.
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Voz e roteiro: Priscilla Faheina. Edição: Melina Coelho.
O parto: momento da vida tão esperado por diversas mulheres, sonhado, idealizado e, às vezes, até temido, por tantas histórias que nos são contadas desde a primeira infância.
Momento que deveria ser de realização, o parto, pré-parto e pós-parto podem ser, no entanto, transformados em um pesadelo. Diante de xingamentos, falta de informações, proibição de acompanhantes, ingerências médicas e abusos, composto de situações que caracterizam a violência obstétrica, parturientes são obrigadas a guardarem memórias de terror, medo e fragilidade sem, muitas vezes, possuírem a coragem de as denunciarem.
Hoje discutiremos sobre a violência obstétrica junto à enfermeira Vitória Caroline, que nos explicará um pouco mais sobre essa forma específica de violência estrutural e institucional contra as mulheres e como combatê-la.
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Voz e roteiro: Amanda Madureira e Alícia Mourão; Edição: Melina Coelho.
Na pandemia da Covid-19, que atingiu o mundo inteiro em 2020 e permanece produzindo seus efeitos, enfermeiros e médicos foram constantemente louvados pelo seu esforço em tratar dos acometidos pela doença, como deveria ser. Mas e aqueles que permaneciam dentro de suas casas, cuidando de seus próprios doentes, ou permitindo que o lar continuasse saudável em meio ao caos do isolamento social?
Na maioria das vezes, são as mulheres que exercem essa atividade de cuidado, sem serem remuneradas e, muito menos, respeitadas por esse ofício ignorado.
Hoje, no Deixa a Marta Falar, o podcast da Associação Marta, falamos sobre a Economia do Cuidado, a forma de trabalho silenciosa e ainda pouco reconhecida de mulheres brasileiras que desempenham uma dupla (ou tripla) jornada de trabalho.
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Voz: Mydyã Lira; Roteiro: Mydyã Lira; Edição: Melina Coelho.
Já imaginou chegar no momento da menstruação e você não ter absorvente algum para conter o fluxo? Ou água potável para se limpar? Até mesmo um banheiro seguro para o qual ir.
Milhares de mulheres do mundo ainda vivem diante dessa realidade, nomeada "pobreza menstrual", enfrentando estigmas, tabus, mas, principalmente, riscos para sua saúde psicológica e física.
"Pobreza menstrual" é o primeiro tema do "Deixa a Marta Falar", o podcast oficial da Associação Marta, grupo de voluntárias de Fortaleza/CE que se movimenta para combater a violência contra a mulher a partir da conscientização e da educação de todos. Aqui, entrevistaremos a ONG Absorvendo Amor, que tem feito um trabalho incrível no Rio de Janeiro na luta a favor da equidade e da saúde menstrual.
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Link do artigo da Cecília Sardenberg: https://periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/16215/19709
Voz: Melina Coelho; Edição: Melina Coelho; Arte: Amanda Madureira.
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