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Neste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de uma mulher que transforma suas análises em jogos de poder. Depois de anos em terapia, ela encontra um psicanalista homem e passa a viver uma relação marcada por tensão, provocação, desejo, competição e embates constantes sobre quem está no controle da situação.
Ela testa os limites do analista, tenta derrubá-lo de seu lugar, sexualiza a transferência e transforma cada gesto em parte de um jogo de desejo e confronto.
Tati Bernardi e Christian Dunker discutem transferência, histeria, erotização da análise, fantasia, corpo e os jogos subjetivos que atravessam relações amorosas, clínicas e de poder. A conversa passa pela necessidade de “fazer o outro cair”, pelo desejo de vencer quem ocupa um lugar de autoridade e pela dificuldade de sustentar vínculos sem transformá-los em embate.
Ao longo do episódio, Dunker mostra como certos conflitos não são apenas “disputas de ego”, mas formas complexas de investigar o desejo do outro: quem deseja mais, quem precisa mais, quem cede primeiro e até onde alguém sustenta o desejo sem transformar isso em gozo ou domínio.
Entre humor, constrangimento e psicanálise, o episódio revela como muitas relações deixam de ser encontros para virar testes constantes de validação, controle e reconhecimento — e por que repetir esse padrão pode acabar sabotando tanto a análise quanto a própria vida amorosa.
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O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público.
O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento.
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Uma produção Estúdio Duke
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Neste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de uma mãe preocupada com o filho de 13 anos que insiste em ser chamado pelo nome do pai. O que começou como uma brincadeira na infância se manteve ao longo dos anos e passou a gerar conflitos, especialmente quando a escola passa a reconhecer esse novo nome.
Tati Bernardi e Christian Dunker discutem o que está em jogo quando uma criança não apenas quer ser como o pai, mas afirma ser o pai. A conversa passa por identificação, fantasia, função do nome e os limites entre brincar e acreditar.
O episódio também levanta uma hipótese importante: o desejo do menino pode estar atravessado pela história do próprio pai, que cresceu sem o nome do pai biológico — mostrando como certos conflitos se transmitem de geração em geração.
Mais do que decidir entre apoiar ou proibir, a análise aponta para a necessidade de sustentar a pergunta: por que esse nome? E o que acontece com “Igor” nessa escolha?
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O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público.
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Curso "CAMINHOS DA PSICOPATOLOGIA" – por Christian Dunkerhttps://www.cursopsicopatologia.comSou feliz demais… isso é um problema? | Desculpa o Transtorno #25 com Christian DunkerNeste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de um homem de 33 anos que afirma algo raro e desconcertante: ele é feliz há muito tempo e não encontra em si sintomas, traumas ou grandes conflitos. Em um mundo onde o sofrimento costuma ser a porta de entrada para a escuta, ele se pergunta se há algo de errado justamente por não sofrer.Prático, racional e atento, ele descreve uma vida organizada, onde sentimentos são observados e administrados com controle. Ao contrário da mãe, marcada por sofrimento e instabilidade emocional, ele construiu uma forma de existir baseada na ordem, na previsibilidade e na escolha consciente de onde investir seus afetos.Tati Bernardi e Christian Dunker partem dessa inversão para discutir controle emocional, adaptação, normalidade e o que a psicanálise entende como sintoma. A conversa atravessa temas como hipervigilância, excesso de racionalidade, identificação pelo contraste com figuras parentais e a ideia de uma vida “sem atrito”.Entre humor e psicanálise, o episódio propõe uma inversão importante: talvez não seja preciso “ter um problema” para se investigar, mas sim sustentar a pergunta sobre o que, em nós, permanece fora de questão.Comenta aqui o que você achou do episódio!⸻O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público. O programa tem finalidade de entretenimento e não se presta a realizar diagnóstico ou prescrever tratamento.Sigam nossas redes sociaisTati Bernardi — @tatibernardiChristian Dunker — @chrisdunkerParticipe enviando sua carta para:[email protected]⸻Trecho inicial da carta:“Sou feliz há muito tempo. Não tenho grandes preocupações, nem traumas, nem conflitos. E é justamente isso que tem me inquietado: será que há algo de errado em não sofrer?”⸻CRÉDITOS:Uma produção Estúdio DukeCONTATO: [email protected]ção: Lucas BuliProdução: Gerson Freitas (Jack) e Giulia LozanoFotografia: Marco Antonio D’AngeloEdição: Rafael GarciaIdentidade visual e trilha sonora: Zamunda
Curso "Caminhos da Psicopatologia" — por Christian Dunker
https://www.cursopsicopatologia.com
Ao se inscrever na lista de espera, você receberá acesso à aula gratuita sobre transtornos neurocognitivos e transtornos do neurodesenvolvimento, além de desconto na sua inscrição.
Ela tem tudo. Então por que não consegue escrever? | Desculpa o Transtorno #24 com Christian DunkerNeste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de uma mulher de 47 anos que, à primeira vista, tem a vida que muitos desejariam: estabilidade financeira, família estruturada, tempo livre e reconhecimento inicial como escritora. Ainda assim, ela se vê travada diante da própria ambição artística, incapaz de sustentar o gesto mais simples — sentar e escrever.
Entre cursos, viagens, leituras e projetos, a escrita permanece no campo da promessa. Surge então a pergunta incômoda: por que sabotamos justamente aquilo que mais desejamos? E mais — será que a criação depende de sofrimento real ou estamos apenas romantizando a dor como condição para produzir?
Tati Bernardi e Christian Dunker conversam sobre procrastinação, idealização da vida artística, disciplina, culpa, privilégio e o conflito entre desejo e realização.
A análise passa pela relação entre criação e ritual, a necessidade de um “outro” que cobre, a fantasia de liberdade total na arte e o peso do narcisismo na hora de produzir.
O episódio também discute um ponto central: escrever não é apenas expressão — é trabalho, repetição e confronto com limites. E, muitas vezes, o bloqueio não vem da falta de talento ou de dor, mas da dificuldade de sustentar um desejo sem garantias, sem validação prévia e sem a promessa de grandeza.
Entre humor e psicanálise, a conversa aponta para um deslocamento importante: talvez o problema não seja a falta de sofrimento, mas a dificuldade de transformar o próprio conflito em matéria de criação — em vez de usá-lo como justificativa para não começar.
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O Desculpa o Transtorno é um exercício em que a escritora Tati Bernardi e o psicanalista Christian Dunker encenam uma situação de supervisão lendo relatos anônimos enviados pelo público.
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E se o problema for você? | Desculpa o Transtorno #23 com Christian DunkerNeste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de um homem de 35 anos que se define como um “Hamlet periférico”: alguém que sempre acreditou ser destinado a algo grande, mas que hoje se vê paralisado entre o desejo de viver de arte, a frustração com a falta de reconhecimento e a sensação incômoda de ter ficado para trás.
Entre a morte do pai, o retorno à casa da mãe, os trabalhos freelas e a compulsão de achar que “quando terminar tal livro, série ou filme, tudo finalmente vai dar certo”, ele tenta entender se está diante de um fracasso real ou preso a uma fantasia de grandeza que o impede de agir.
Tati Bernardi e Christian Dunker conversam sobre vocação artística, narcisismo, idealização de sucesso, procrastinação, luto, reconhecimento e o abismo entre “ser artista” e “trabalhar como artista”.
A conversa passa por temas como ambição, fantasia de grande virada, compulsão intelectual, comparação social e a dificuldade de construir uma trajetória quando a vida parece feita de saltos interrompidos, freelas, desvios e expectativas altas demais.
Entre humor e psicanálise, o episódio discute como o excesso de pensamento pode virar prisão, como certas fantasias de destino grandioso sabotam o fazer concreto e por que, às vezes, o sofrimento não está em estar parado de fato, mas em interpretar a própria vida como imóvel.
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Curso "Caminhos da Psicopatologia" — por Christian Dunker
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Neste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de uma jovem que vive com a sensação dolorosa de nunca ser a escolha de ninguém.
A partir de uma cena doméstica aparentemente banal — uma disputa silenciosa por atenção, comida e reconhecimento dentro de casa — ela relata o sentimento de que sua mãe prefere o irmão e de que talvez nunca seja amada de verdade.
Tati Bernardi e Christian Dunker conversam sobre rivalidade entre irmãos, favoritismo familiar e a maneira como a mente neurótica antecipa conflitos, cria cenários imaginários e transforma pequenas situações em grandes provas de desamor.
A conversa passa por temas como inveja, fantasia, expectativa de reconhecimento e a dificuldade de sair do lugar psíquico de quem já espera ser rejeitado.
Entre humor e psicanálise, o episódio discute como certas histórias que contamos para nós mesmos podem aprisionar nossos vínculos e como a busca por ser “o preferido” pode atravessar toda a vida, da família aos relacionamentos amorosos.
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Neste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de uma mulher que relata incômodo com o sexo, indignação diante do prazer alheio, dificuldades de se relacionar e a sensação de não se reconhecer nos modelos de sexualidade que vê ao redor.
Tati e Christian conversam sobre assexualidade, prazer, gozo, fantasia e o desconforto diante do prazer do outro, explorando a diferença entre sexualidade, satisfação e desejo.
Mais do que rotular, o episódio propõe uma pergunta central: quando a ausência de prazer é apenas um modo de ser? E quando ela se torna um sofrimento?
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Uma produção DUKE Estúdio, gravado no estúdio da Compasso Coolab.
Neste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de uma ouvinte que relata sua fobia de vomitar desde a infância.
O medo começou depois de presenciar o pai muito bêbado, passando mal, e desde então o enjoo deixou de ser apenas um sintoma físico para se tornar sinal de perigo, descontrole e angústia. Hoje, mesmo após anos de terapia, a possibilidade de vomitar ainda a apavora — especialmente diante do desejo de engravidar.
Tati e Christian conversam sobre como certas experiências corporais podem se transformar em fobias quando se ligam a camadas de medo, vergonha e perda de controle.
O episódio atravessa a diferença entre o “enjoo que é só vomitar” e aquele que carrega pânico junto, explorando a relação entre corpo, linguagem e memória. Entre associações, significantes e relatos pessoais, surge a pergunta: o que exatamente está em jogo quando o corpo ameaça “expulsar” algo?
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Uma produção DUKE Estúdio, gravado no estúdio da Compasso Coolab.
Neste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de um homem de 27 anos que vive seu primeiro namoro e se vê tomado por uma angústia intensa ao se relacionar com uma mulher que já tem um filho.
O ciúme do passado, a presença constante do ex e a criança como “prova viva” de relações anteriores despertam culpa, vergonha e uma sensação de infantilidade que ele próprio reconhece.
A conversa percorre temas como ciúme não nomeado, sexualidade, fantasmas do passado amoroso e a dificuldade de amar quando o amor deixa de ser exclusivo.
Tati e Christian refletem sobre como a presença de filhos — próprios ou do outro — convoca uma transformação na forma de amar: do amor a dois para o amor compartilhado.
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Uma produção DUKE Estúdio, gravado no estúdio da Compasso Coolab.
Neste episódio do Desculpa o Transtorno, lemos a carta de Leonardo, 37 anos, que descreve uma transformação brutal: de um jovem apaixonado por música, sensações e encontros para alguém que passou anos vivendo em função da universidade, até sentir que “desaprendeu a viver”.
Tati e Christian conversam sobre como a lógica universitária pode funcionar como uma máquina de renúncia contínua: o “desejo de saber” vira rotina administrada, burocracia, desempenho, comparação e cobrança interna.
Quando a raiva de ser engolido por esse sistema não encontra destino, ela retorna para dentro — vira autoexigência, supereu e autocarrasco.
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