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Quando afirmamos que “todo acontecimento tem uma causa”, estamos enunciando uma verdade sobre o mundo em si — ou expressando as condições a priori da nossa própria razão para que o mundo possa ser compreendido como uma ordem inteligível?
Se, segundo Kant, o espaço e o tempo não pertencem às coisas em si mesmas, mas constituem as condições a priori da nossa sensibilidade, em que sentido ainda podemos falar de um conhecimento objetivo do mundo, e como essa concepção responde ao desafio cético colocado por David Hume na Crítica da Razão Pura?
A interioridade em Santo Agostinho é o caminho de retorno ao coração como lugar do encontro com Deus: “fecisti nos ad Te, et inquietum est cor nostrum donec requiescat in Te” (Conf. I,1,1). Ao descer à memória, vontade e mente, o homem encontra Aquele que é “interior intimo meo et superior summo meo” (Conf. III,6,11). Esse movimento da exterioridade dispersa para o dentro habitado ordena os amores e cura a vontade, até poder dizer: “Tarde te amei… e eis que estavas dentro de mim” (Conf. X,27,38). Em síntese: interioridade é conversão contínua que integra razão e afeto e repousa em Deus.
Para John Rawls, o papel do Estado é ser neutro entre diferentes visões de mundo, garantindo justiça como equidade por meio da proteção das liberdades básicas, da redistribuição de oportunidades e do respeito ao pluralismo razoável. Assim, o Estado promove uma sociedade justa, estável e democrática, onde todos possam viver com dignidade.
Para Santo Agostinho, o tempo não existe de forma absoluta fora da mente humana. Ele distingue três dimensões do tempo: o presente do passado (memória), o presente do presente (atenção) e o presente do futuro (expectativa). Em suas Confissões, afirma que só vivemos o presente, e que o tempo é uma experiência interior da alma, ligada à consciência. Deus, por sua vez, está fora do tempo: é eterno, imutável e sempre presente.
Neste episódio do Podcast Devir, abordamos a morte do Papa Francisco, a abertura da Sede Vacante, os ritos fúnebres conforme seu testamento — incluindo seu desejo de ser sepultado em Santa Maria Maior — e explicamos como a Igreja, guiada pelo Colégio dos Cardeais, se organiza até a eleição de um novo Papa no Conclave, reafirmando a fé na ação do Espírito Santo que conduz a sucessão apostólica.
https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/apost_constitutions/documents/hf_jp-ii_apc_22021996_universi-dominici-gregis.html
https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/motu_proprio/documents/hf_ben-xvi_motu-proprio_20130222_normas-nonnullas.html
A espiritualidade agostiniana é a busca de Deus na interioridade, onde a verdade habita. Com humildade e inspiração em Cristo, ela convida à conversão, ao autoconhecimento e ao encontro transformador com o amor divino.
Para Karol Wojtyla, a pessoa humana é um ser único e irrepetível, dotado de dignidade intrínseca, que se realiza por meio de suas ações livres e responsáveis, integrando corpo e alma em busca da verdade e do bem.
Para Santo Agostinho, o conhecimento é um caminho que leva à verdade, sendo Deus a Verdade suprema. Ele distingue dois tipos de conhecimento: o sensível, obtido pelos sentidos e ligado ao mundo material, e o intelectual, alcançado pela razão iluminada pela graça divina. Para ele, conhecer verdadeiramente implica transcender o material e buscar a sabedoria divina, pois “compreender é o prêmio da fé”.
O existencialismo de Heidegger explora a condição humana, enfatizando a autenticidade e a angústia diante da existência e do ser-no-mundo.
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