Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade” – Efésios 1:3-5.
A hora do juízo chegou
A mensagem do primeiro anjo de Apocalipse anuncia: “é chegada a hora em que ele [Deus] vai julgar” (Apocalipse 14:7). Na luz resplandecente da eternidade, a realidade do juízo divino nos leva a buscar em espírito de oração um relacionamento mais profundo com Deus. O juízo no santuário celestial foi prefigurado pelo Dia da Expiação no antigo Israel. No antitípico Dia da Expiação no sistema do santuário do Antigo Testamento, todo o Israel se reunia ao redor do santuário, confessando seus pecados e buscando o perdão de Deus. Levítico 23:29 declara enfaticamente: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (ARA). Afligir a alma era buscar a Deus em arrependimento e confissão, pedindo-Lhe o poder de viver uma vida piedosa.
A honra e a reputação de Deus estão em jogo no julgamento final do Céu. Perguntas sobre Seu caráter foram levantadas perante o universo. Deus é justo? Seus mandamentos são impossíveis de cumprir? Ele é tanto amoroso quanto justo? No julgamento, Deus revelará que fez todo o possível para salvar toda a humanidade. Não há nada mais que Ele poderia ter feito. Sua graça é suficiente para todos. É uma graça que nos salva tanto da penalidade quanto do poder do pecado. É uma graça que perdoa nosso passado e fortalece nosso presente.
A urgência da mensagem sobre a hora do juízo nos leva a um relacionamento profundo com Cristo. Desejamos honrar Seu nome e não fazer nada que manche Sua reputação. Não precisamos temer o juízo, pois Cristo é nosso Advogado e nosso Juiz (João 5:22). Em Cristo, somos filhos e filhas do Rei do Universo, parte da família real do Céu. O profeta Daniel retrata Jesus no santuário celestial aparecendo diante do Pai em nosso favor no juízo final no Céu. Dezenas de milhares de seres celestiais invadem a cena do tribunal. O grande conflito entre o bem e o mal logo terminará. O nome de Deus – Seu caráter – será exaltado perante o universo (Daniel 7:9-14). Será visto que Ele é misericordioso e justo, que enviou o presente mais precioso do Céu na pessoa de Jesus.
Através dos séculos incessantes da eternidade, exclamaremos: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (Efésios 1:3-6).
Em nosso momento de oração hoje, vamos examinar nosso próprio coração e pedir a Deus que revele qualquer coisa que não esteja em harmonia com Sua vontade. Peçamos a Ele que nos purifique daqueles pecados profundos e ocultos e, então, agradeçamos a Ele por Sua graça, Seu perdão e Seu poder para vencer. Acima de tudo, vamos agradecer a Ele por Jesus.