Sala Pastoral - Meditações

Sala Pastoral - Meditações

By Alejandro NinahuamanReligion & Spirituality
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Sala Pastoral - Meditações episodes

  • Mediador entre Deus e a Humanidade [Acima de todo nome - EGW]
    MEDIADOR ENTRE DEUS E A HUMANIDADE
    Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito, para que todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. João 3:16
    Cristo foi tratado como nós merecíamos para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que era nossa, para que recebêssemos a vida que era Dele. “Pelas Suas feridas fomos sarados” (Is 53:5).
    Por Sua vida e morte, Cristo realizou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. O objetivo de Satanás era causar uma eterna separação entre a humanidade e Deus. Entretanto, em Cristo ficamos em união mais íntima com Ele do que se nunca tivéssemos pecado. Ao assumir nossa natureza, o Salvador Se ligou à humanidade por um laço que jamais se romperá. Ele estará ligado a nós por toda a eternidade. “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito” (Jo 3:16). Não O deu somente para levar nossos pecados e morrer em sacrifício por nós, deu-O à raça decaída. Para assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito para que Se tornasse membro da família humana, mantendo para sempre Sua natureza humana. Essa é a garantia de que Deus cumprirá Sua palavra. “Um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo está sobre os Seus ombros” (Is 9:6, ARA). Deus assumiu a natureza humana na pessoa de Seu Filho e a levou ao mais alto Céu. É o “Filho do Homem” que partilha do trono do Universo. É o “Filho do Homem”, cujo nome será “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9:6, ARA). O Eu Sou é o Mediador entre Deus e a humanidade, colocando a mão sobre ambos. Aquele que é “santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores” (Hb 7:26) “não se envergonha de chamá-los de irmãos” (Hb 2:11). Em Cristo, estão ligadas a família da Terra e a do Céu. Cristo glorificado é nosso irmão. O Céu está abrigado na humanidade, e ela, envolvida no coração do Amor infinito (O Desejado de Todas as Nações, p. 14 [25, 26]).
    PARA REFLETIR: Muito embora o Céu pareça distante, Jesus une você aos habitantes celestiais com elos de amor que não podem ser rompidos. Qual é a primeira coisa que você fará quando conhecer a sua família celestial?
    4 min
  • Dia 10 - O Povo de Deus, o Remanescente e a Oração
    “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” – Apocalipse 14:12.
    O objetivo final
    As três mensagens angélicas têm um propósito primordial, um foco singular: preparar um povo para a vinda de Jesus. Essas mensagens divinamente inspiradas chegam ao clímax em Apocalipse 14:12, quando João explica o resultado final da compreensão e da aceitação da mensagem divina do tempo do fim. O apóstolo afirma que essas mensagens produzirão um povo de quem pode ser escrito: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Apocalipse 14:12).
    A palavra paciência pode ser mais bem traduzida como resistência. Por Sua graça, o povo de Deus suportará as provações dos últimos dias e sairá vencedor. Enfrentará a fúria da besta e não cederá em suas convicções conscienciosas. Embora seja incapaz de comprar ou vender e enfrentar perseguição, prisão e a própria morte por causa de Cristo, será obediente aos Seus mandamentos. Não pode ser coagido a renunciar à sua lealdade a Cristo. Vive cheio de graça, exalta a Cristo e é obediente em meio a um mundo pecaminoso, rebelde e desobediente na hora final da Terra.
    A fé de Jesus
    Há algo fascinante sobre Apocalipse 14:12. Esses crentes do tempo do fim não apenas têm fé em Jesus; eles têm a fé de Jesus. Qual é a fé de Jesus? A fé de Jesus é a mesma qualidade de fé em Deus que Jesus tinha na cruz. Quando Jesus foi pendurado na cruz carregando a culpa, a vergonha e a condenação dos pecados da humanidade, Ele Se sentiu abandonado por Deus. A enormidade do pecado foi tão grande que Jesus Se sentiu abandonado por Deus. É por isso que Ele clamou em agonia: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mateus 27:46). Deus O havia abandonado? Certamente não! Seu olhar paternal estava na cruz o tempo todo. Seu coração de amor foi partido pela agonia que Seu Filho estava passando. Jesus confiou quando não podia ver. Sua fé transcendeu o que estava acontecendo ao Seu redor. É por isso que Suas palavras finais foram: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito!” (Lucas 23:46).
    Pouco antes da volta de Jesus, de acordo com as profecias do Apocalipse, o povo de Deus mais uma vez precisará confiar quando tudo ao seu redor parecer estar contra ele. O que é que os sustentará neste momento de provações? A “fé em Jesus”. Como podemos desenvolver essa fé em Jesus? Primeiro, assim como a salvação é um dom, a fé também é um dom que Deus coloca em nosso coração e que cresce à medida que a exercemos (Romanos 12:3-8). Quando passamos por circunstâncias difíceis e nos agarramos desesperadamente às promessas de Deus, nossa fé cresce. Quando saturamos nossa mente com a Palavra de Deus, nossa fé cresce (Romanos 10:17). Quando reconhecemos nossa falta de fé e oramos fervorosamente para que Deus aumente nossa fé, ela cresce (Lucas 17:5).
    Em nosso momento de oração hoje, vamos pedir a Deus que nos dê perseverança enquanto enfrentamos as provações da vida. Oremos para que Ele nos dê força para ser obedientes à Sua vontade em todas as áreas de nossa vida, e vamos pedir ao Céu que nos conceda mais fé para que a “fé de Jesus” preencha nossa vida e nos prepare para a crise final na Terra. Então, um dia, viveremos com Jesus por toda a eternidade!
    5 min
  • Dia 09 - A Marca da Besta e a Oração
    “Depois destas coisas, ouvi no céu o que parecia ser a voz forte de uma grande multidão, dizendo: ‘Aleluia! A salvação, a glória e o poder são do nosso Deus, porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta que corrompia a terra com a sua prostituição e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos.’ E disseram pela segunda vez: ‘Aleluia! E a sua fumaça sobe para todo o sempre.’ Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes se prostraram e adoraram a Deus, que está sentado no trono, dizendo: ‘Amém! Aleluia!’ E do trono saiu uma voz, que dizia: ‘Louvem o nosso Deus, todos vocês, os seus servos, todos os que o temem, os pequenos e os grandes’” – Apocalipse 19:1-5.
    Uma solene advertência
    A terceira e última das três mensagens angélicas é uma das advertências mais solenes da Bíblia. É algo que muitas pessoas gostariam de ignorar, mas revela verdades espirituais transformadoras que falam às nossas necessidades mais profundas e nos aproximam de Jesus. O apóstolo João escreve: “Seguiu-se a estes outro anjo, o terceiro, dizendo, com voz forte: - Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na testa ou na mão, também esse beberá do vinho do furor de Deus, preparado, sem mistura, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro” (Apocalipse 14:9, 10).
    O primeiro princípio transformador sobre essa advertência é que ele vem do coração de um Deus amoroso que deseja mais do que qualquer outra coisa nos salvar em Seu reino. Essa é uma mensagem divina de advertência para que o povo de Deus não seja pego de surpresa com os enganos que estão por vir.
    Em segundo lugar, tem a ver com adoração. O anjo diz: "Se alguém adora a besta". Isso está em contraste direto com a mensagem do primeiro anjo no versículo 7 dizendo para adorar o Criador. Adorar o Criador leva os seguidores fiéis de Cristo a responder ao Seu amor, confiar na Sua graça salvadora, ser obedientes à Sua Palavra e guardar os Seus mandamentos. Adorar a besta leva as pessoas a viverem uma vida egocêntrica e independente de Deus, em desobediência aos Seus mandamentos. Concentra-se em si mesmo, em vez de em Jesus.
    A besta dentro de nós
    Esta mensagem do terceiro anjo fala de um tempo que virá quando a igreja e o estado se unirão sob a autoridade do papado para impor a adoração no primeiro dia da semana. A mensagem final dos três anjos é um chamado à oração sincera e profunda. O princípio do anticristo - de orgulho em vez de humildade, exaltação própria em vez de sacrifício próprio para o bem dos outros e confiança na sabedoria humana em vez de na inspiração divina das Escrituras - está profundamente enraizado em nossa natureza decaída. Qual é a solução para os princípios da besta que habitam em nós? Só existe uma solução, e esta é Jesus - Sua graça, Seu poder, Seu amor enchendo nosso coração e nossa vida. A menos que nosso compromisso com Ele seja mais forte do que a atração do mundo, seremos dominados pelos princípios da besta hoje, e um dia aceitaremos a marca da besta. A advertência contra a marca da besta na mensagem do terceiro anjo deve nos deixar de joelhos em humilde submissão a Cristo, implorando para que Seu Espírito nos purifique completamente por dentro e opere o milagre da graça divina em nosso coração. Também deve nos levar a orar por nossa família, amigos e vizinhos, para que eles também tenham o coração aberto para a mensagem salvadora de Cristo nos últimos dias. Esta mensagem deve nos motivar a esperar o dia em que nos alegraremos com Cristo ao redor de Seu trono para sempre (Apocalipse 19:1-5).
    5 min
  • Dia 08 - A Queda da Babilônia e a Oração
    "Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória. Então exclamou com potente voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela se tornou morada de demônios, refúgio de toda espécie de espírito imundo e esconderijo de toda ave imunda e detestável” – Apocalipse 18:1, 2.
    A segunda mensagem angélica
    As três mensagens angélicas de Apocalipse 14 foram dadas especificamente para preparar um povo para a vinda de Jesus. Elas revelam os planos de Deus e desmascaram os planos do diabo. A mensagem do segundo anjo dá este aviso solene: “Caiu! Caiu a grande Babilônia que fez cin que todas as nações bebessem o vinho do furor da sua prostituição” (Apocalipse 14:8). Assim como a antiga Babilônia guerreou contra Deus em rebelião contra Seus mandamentos, a Babilônia espiritual se rebelou contra Deus. Ela oferece sua “taça de vinho” de falsas doutrinas para enganar milhões. Ellen White descreve Babilônia desta forma: “O grande pecado imputado a Babilônia é que “a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.” Esta taça de veneno que ela oferece ao mundo representa as falsas doutrinas que aceitou, resultantes da união ilícita com os poderosos da Terra. A amizade mundana corrompe-lhe a fé, e por seu turno a igreja exerce uma influência corruptora sobre o mundo, ensinando doutrinas que se opõem às mais claras instruções das Sagradas Escrituras” (O Grande Conflito, p. 388). A fornicação é uma união ilícita. A Babilônia espiritual se afasta de seu verdadeiro amante, Jesus, e se une ao estado ou aos poderes políticos.Essa união de igreja e estado, conforme descrito em Apocalipse 17, leva à aplicação da marca da besta. A Babilônia representa um sistema religioso que distorce as Escrituras e é centrado nos ensinos humanos. A mensagem do segundo anjo, combinada com as profecias de Apocalipse 17 e 18, revela o que está por vir à Terra como uma surpresa avassaladora. Os poderes religiosos apóstatas se unirão com as forças políticas e econômicas para trazer unidade em um momento de crise e calamidade mundial.
    A mensagem do segundo anjo soa como um apelo urgente à oração em pelo menos três áreas. Primeiro, nos chama a sermos fiéis a Cristo e à Sua palavra. Em segundo lugar, essa mensagem nos chama a uma fé que pode resistir ao teste da provação. O profeta de Deus apela sinceramente para nós: “Vem uma tempestade, implacável em sua fúria. Estamos preparados para enfrentá-la? Não precisamos mais dizer: Os perigos dos últimos dias em breve nos sobrevirão. Eles já chegaram. Precisamos que a espada do Senhor agora penetre até à própria alma e medula das concupiscências, apetites e paixões da carne. As mentes que se têm entregue a pensamentos frouxos, precisam transformar-se. [...] Os pensamentos têm de centralizar-se em Deus” (Testemunhos para a Igreja, v. 8, p. 315). Terceiro, essa mensagem nos chama a convidar nossos amigos para um relacionamento profundo com Jesus e uma compreensão das verdades do Apocalipse para esta hora final. Ao nos ajoelharmos, vamos orar por estas coisas específicas:
    1. Uma compreensão mais clara da Palavra de Deus, um amor maior por Jesus e um espírito fiel.
    2. Uma fé que pode resistir à prova.3. A coragem de testemunhar para aqueles que nos rodeiam.
    5 min
  • Dia 07 - As Três Mensagens Angélicas, o Sábado e a Oração
    “Darei no meu templo e dentro das minhas muralhas um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; darei a cada um deles um nome eterno, que nunca se apagará. Aos estrangeiros que se aproximam do Senhor, para o servir e para amar o nome do Senhor, sendo deste modo servos deles, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e lhes darei alegria na minha Casa de Oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada ‘Casa de Oração’ para todos os povos” – Isaías 56:5-7.
    Criados para um propósito
    As três mensagens angélicas são um forte apelo para adorar nosso Criador. Não evoluímos. Não somos um acidente genético. Deus nos criou, e a vida é um presente precioso que vem de Jesus. O apóstolo João declara: “Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque criaste todas as coisas e por tua vontade elas vieram a existir e foram criadas” (Apocalipse 4:11). É um pensamento inspirador reconhecer que existimos pela vontade de Deus. O sábado nos lembra que fomos criados com um propósito. Isso nos leva de volta ao nosso lar no Éden e nos lembra de um Criador amoroso que deseja apenas o bem para nossas vidas. Em um mundo de sofrimento, doença e enfermidade, o Deus da Criação promete: “De maneira alguma deixarei você, nunca jamais o abandonarei” (Hebreus 13:5). Esse fato por si só deve nos levar a nos ajoelhar em louvor a Deus pelo dom da vida e a descobrir os planos específicos que Ele tem para nossas vidas.
    O sábado – um apelo à oração, ao louvor e à proclamação
    O sábado também nos lembra do presente da salvação. Enquanto descansamos no sábado, descansamos na obra consumada de Cristo em nosso favor (Hebreus 4:9, 10). Nós descansamos em Sua graça. O sábado não é um requisito legalista dado à nação de Israel. É um dia cheio de graça para toda a humanidade, levando-nos a depender única e completamente de Cristo para nossa redenção (Isaías 56:6, 7). Jesus encerrou a semana da criação com estas palavras: “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e tudo o que neles há. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou nesse dia de toda a obra que tinha feito” (Gênesis 2:1, 2). Ele também culminou Sua obra na cruz com as palavras: “Está consumado”. Não tivemos nada a ver com a obra criativa de Cristo no início. Ele a começou e a terminou. Da mesma forma, não tivemos nada a ver com a obra da redenção de Cristo na cruz. Ele começou a obra de salvação e a terminou. O sábado nos lembra de nos alegrarmos em Seu amor, descansarmos em Seu cuidado e nos gloriarmos no Cristo que pagou um preço tão alto por nossa salvação. O sábado é um chamado à oração, um chamado ao louvor, um chamado para proclamar Sua bondade.
    O sábado também nos lembra que não estamos sozinhos em um mundo desolado de tristeza. As belezas da natureza ainda falam de nosso Deus Criador durante o sofrimento deste mundo. O sábado nos aponta de volta para a Criação, mas também nos aponta para o novo céu e a nova terra, onde Deus recriará este mundo com o esplendor edênico.
    O sábado é um dia de ação de graças. Somos gratos a Deus por nos ter criado e ter planos para nossas vidas. Somos gratos por Ele nos redimir e pagar um preço infinito por nós. Somos gratos por Ele estar voltando para nós e porque criará um novo céu e uma nova terra. Vamos buscá-Lo com o coração agradecido enquanto oramos.
    5 min
  • Dia 06 - Confiança no Julgamento e Oração
    Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade” – Efésios 1:3-5.
    A hora do juízo chegou
    A mensagem do primeiro anjo de Apocalipse anuncia: “é chegada a hora em que ele [Deus] vai julgar” (Apocalipse 14:7). Na luz resplandecente da eternidade, a realidade do juízo divino nos leva a buscar em espírito de oração um relacionamento mais profundo com Deus. O juízo no santuário celestial foi prefigurado pelo Dia da Expiação no antigo Israel. No antitípico Dia da Expiação no sistema do santuário do Antigo Testamento, todo o Israel se reunia ao redor do santuário, confessando seus pecados e buscando o perdão de Deus. Levítico 23:29 declara enfaticamente: “Porque toda alma que, nesse dia, se não afligir será eliminada do seu povo” (ARA). Afligir a alma era buscar a Deus em arrependimento e confissão, pedindo-Lhe o poder de viver uma vida piedosa.
    A honra e a reputação de Deus estão em jogo no julgamento final do Céu. Perguntas sobre Seu caráter foram levantadas perante o universo. Deus é justo? Seus mandamentos são impossíveis de cumprir? Ele é tanto amoroso quanto justo? No julgamento, Deus revelará que fez todo o possível para salvar toda a humanidade. Não há nada mais que Ele poderia ter feito. Sua graça é suficiente para todos. É uma graça que nos salva tanto da penalidade quanto do poder do pecado. É uma graça que perdoa nosso passado e fortalece nosso presente.
    A urgência da mensagem sobre a hora do juízo nos leva a um relacionamento profundo com Cristo. Desejamos honrar Seu nome e não fazer nada que manche Sua reputação. Não precisamos temer o juízo, pois Cristo é nosso Advogado e nosso Juiz (João 5:22). Em Cristo, somos filhos e filhas do Rei do Universo, parte da família real do Céu. O profeta Daniel retrata Jesus no santuário celestial aparecendo diante do Pai em nosso favor no juízo final no Céu. Dezenas de milhares de seres celestiais invadem a cena do tribunal. O grande conflito entre o bem e o mal logo terminará. O nome de Deus – Seu caráter – será exaltado perante o universo (Daniel 7:9-14). Será visto que Ele é misericordioso e justo, que enviou o presente mais precioso do Céu na pessoa de Jesus.
    Através dos séculos incessantes da eternidade, exclamaremos: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado” (Efésios 1:3-6).
    Em nosso momento de oração hoje, vamos examinar nosso próprio coração e pedir a Deus que revele qualquer coisa que não esteja em harmonia com Sua vontade. Peçamos a Ele que nos purifique daqueles pecados profundos e ocultos e, então, agradeçamos a Ele por Sua graça, Seu perdão e Seu poder para vencer. Acima de tudo, vamos agradecer a Ele por Jesus.
    5 min
  • Dia 05 - O Estilo de Vida Obediente e a Oração
    “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” – 1 João 5:14, 15.
    Nós somos impotentes, mas Ele é Todo-poderoso
    As três mensagens angélicas nos chamam para uma vida de obediência. A mensagem do primeiro anjo declara: “Temam a Deus e deem glória a ele, pois é chegada a hora em que ele vai julgar. [...]” (Apocalipse 14:7). O Novo Testamento foi escrito em grego, e a palavra medo usada nesse texto também pode ser traduzida como respeito, reverência ou honra. É uma atitude de lealdade a Deus, um consentimento mental para ser obediente à Sua vontade. O sábio afirma: “De tudo o que se ouviu, a conclusão é esta: tema a Deus e guarde os seus mandamentos, porque isto é o dever de cada pessoa. Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más” (Eclesiastes 12:13, 14).Quando pensamos em guardar os mandamentos de Deus, é muito fácil refletir sobre nossas fraquezas, nossa fragilidade e nossa incapacidade de fazer o que desejamos em nosso íntimo. Muitas vezes desejamos fazer o que é certo, mas deixamos de encontrar a força para realizar esses desejos. Como o apóstolo Paulo, devemos reconhecer: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Romanos 7:15). Qual foi a solução do apóstolo para esse dilema? No final do capítulo, ele faz a pergunta: “Quem me livrará do corpo desta morte?” E ele responde com esta afirmação positiva: “Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!” (Romanos 7:24, 25). Existe uma solução para o problema de falhar constantemente, arrepender-se e falhar novamente. Paulo diz que é Jesus Cristo, nosso Senhor. Somos fracos, mas Ele é forte. Somos frágeis, mas Ele é todo-poderoso. Somos impotentes, mas Ele é invencível. Ellen White afirma isso lindamente em um artigo que escreveu em 1897:“O exemplo de Cristo nos mostra que nossa única esperança de vitória está na resistência contínua aos ataques de Satanás. Aquele que triunfou sobre o adversário das almas no conflito com a tentação entende o poder de Satanás sobre a raça e venceu em nosso favor. Como vencedor, Ele nos deu a vantagem de Sua vitória, para que, em nossos esforços para resistir às tentações de Satanás, possamos unir nossa fraqueza a Sua força, nosso desmerecimento a Seus méritos. E, sustentados por Seu poder duradouro, sob forte tentação, podemos resistir em Seu nome todo-poderoso e vencer à medida que Ele venceu” (Signs of the Times, 27 de maio de 1897)..
    Reivindicando Sua vitória
    Tornamo-nos vencedores na vida cristã quando nos concentramos no poder de Cristo, não em nossa fraqueza. Ao orarmos, vamos reivindicar a promessa de 1 João 5:14, 15: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito”. Ao reivindicarmos essa promessa pela fé, Jesus fará coisas maravilhosas e nos fortalecerá para viver uma vida santa enquanto nos preparamos para Seu breve retorno.
    5 min
  • Dia 04 - A Missão de Deus e a Oração (Parte 2)
    “Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês, desde que ouvimos da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor que vocês têm por todos os santos, por causa da esperança que está guardada para vocês nos céus. Desta esperança vocês ouviram anteriormente por meio da palavra da verdade do evangelho, que chegou até vocês. Esse evangelho está produzindo fruto e crescendo em todo o mundo, assim como acontece entre vocês, desde o dia em que ouviram e entenderam a graça de Deus na verdade” – Colossenses 1:3-6.
    Crescimento Rápido
    A igreja do Novo Testamento explodiu em crescimento. Em resposta à oração sincera e profunda, o Espírito Santo foi derramado com grande poder. Três mil foram batizados em um lugar em um único dia. Em Atos 4, o registro afirma que: “Porém muitos dos que ouviram a palavra creram, subindo o número desses homens a quase cinco mil” (Atos 4:4). Se incluirmos mulheres e crianças, o número de crentes poucos meses após o Pentecostes certamente seria de 15.000-20.000. Ao longo do livro de Atos, a igreja continuou a crescer rapidamente. Atos 6 declara que muitos sacerdotes ou líderes religiosos eram obedientes à fé (verso 7). A narrativa conta a história da pregação de Filipe em Samaria, as viagens missionárias de Paulo pelo mundo mediterrâneo, o estudo das Escrituras de Pedro com Cornélio e os crentes cheios do Espírito Santo e compartilhando a mensagem de Cristo em todos os lugares. O impacto do evangelho foi tão grande que o apóstolo Paulo pôde declarar que o evangelho foi pregado a toda criatura debaixo do céu (Colossenses 1:23).A experiência da igreja do Novo Testamento é instrutiva para a igreja hoje, enquanto esperamos pela vinda de nosso Senhor. Qual foi a chave para seu sucesso? Por que a igreja no Novo Testamento cresceu tão rapidamente? Vamos examinar apenas algumas razões. A igreja do Novo Testamento embebia tudo o que fazia em oração. Eles viveram uma vida totalmente dedicada e dependente de Deus. Eles reconheceram que eram impotentes para cumprir a missão de Jesus sem o poder de Jesus. Ellen White afirma isso sucintamente:“Necessitamos olhar continuamente a Jesus, compreendendo que é Seu poder que realiza a obra. Conquanto devamos trabalhar ativamente pela salvação dos perdidos, cumpre-nos também consagrar tempo à meditação, à oração e ao estudo da Palavra de Deus. Unicamente o trabalho realizado com muita oração e santificado pelos méritos de Cristo, demonstrar-se-á afinal haver sido eficaz” (O Desejado de Todas as Nações, p. 252).
    A missão de Deus – Do jeito de Deus
    Observe esta instrução com atenção. É o poder de Cristo que realiza Sua obra por nosso intermédio. Não é nossa sabedoria, nosso intelecto, nosso carisma ou nosso conhecimento. A sabedoria para ganhar almas vem de Jesus. O poder de mudar vidas é de Cristo e somente de Cristo. Em última análise, somente a obra realizada com muita oração e santificada pelo mérito de Cristo se mostrará eficiente para o bem. A missão de Deus deve ser cumprida do jeito de Deus.Existe um ente querido que você deseja ver no reino de Deus? Existe um amigo ou colega de trabalho que precisa de Jesus? Você conhece alguém que já andou com o povo de Deus, mas se afastou? Escreva seus nomes em uma folha de papel e coloque esse papel em sua Bíblia em 1 João 5:14-17. Cada dia reivindique a promessa de Deus em favor de seus entes queridos. Agora, vamos passar alguns momentos pedindo a Deus para trazer à nossa mente as pessoas a quem Ele quer que testemunhemos, e então vamos nos ajoelhar juntos para orar por elas.
    5 min
  • Dia 03 - A Missão de Deus e a Oração (Parte 1)
    “Mas vocês receberão poder, ao descer sobre vocês o Espírito Santo, e serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra” – Atos 1:8.
    A promessa para uma missão impossível
    As três mensagens angélicas são um apelo urgente à missão. A tarefa aparentemente impossível de alcançar o mundo com o evangelho só é possível por meio do poder do Espírito Santo. O desafio da missão no tempo do fim é semelhante ao desafio enfrentado pela igreja do Novo Testamento no livro de Atos. A promessa do Espírito é dada a nós assim como foi dada a eles por Jesus em Atos 1:8: “Mas vocês receberão poder, ao descer sobre vocês o Espírito Santo, e serão minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra”. Por meio do poder do Espírito Santo, a Igreja do Novo Testamento impactou o mundo. Dezenas de milhares aceitaram a Cristo como Messias e foram batizados.O livro de Atos revela o relacionamento íntimo entre uma igreja que ora e uma igreja que testemunha cheia do Espírito. Atos 1:14 afirma: “Todos estes perseveraram unânimes em oração”. Em Atos 2:42, eles “perseveraram na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. Atos 4:31 acrescenta: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com ousadia, anunciavam a palavra de Deus”. Observe três coisas nessa última passagem. Os crentes oraram, foram cheios do Espírito Santo, e o resultado foi que pregaram a Palavra de Deus com ousadia ou – mais bem traduzida – com confiança. A oração, o Espírito Santo e a missão são um todo unido.
    Devemos ter
    Comentando sobre a experiência dos discípulos, Ellen White observa: “Devemos orar tão fervorosamente pela descida do Espírito Santo como os discípulos oraram no dia de Pentecoste. Se eles precisaram disso naquele tempo, nós, hoje, mais ainda” (Testemunhos para a Igreja, v. 5, p. 158). Que inspiração divina! Se os discípulos precisavam do derramamento do Espírito Santo para alcançar o mundo em seus dias com o evangelho, precisamos muito mais do poder do Espírito Santo. O mundo é maior, mais complexo e mais ímpio hoje.Este é o momento de buscar a Deus em oração pelo poder ilimitado do Espírito para realizar o que de outra forma seria impossível. Ellen White escreve: “A descida do Espírito Santo sobre a igreja é olhada como estando no futuro; é, porém, o privilégio da igreja tê-la agora. Buscai-a, orai por ela, crede nela. Precisamos tê-la, e o Céu espera para concedê-la” (Evangelismo, p. 701).Que todos possamos buscar o poder do Espírito Santo para cumprir a proclamação das três mensagens angélicas nesta geração. Vamos buscar a Deus juntos em oração por este poderoso derramamento de Seu Espírito.
    4 min
  • Dia 02 - O Evangelho Eterno e a Oração
    “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que habitam na terra, e a cada nação, tribo, língua e povo” – Apocalipse 14:6.
    Uma mensagem de extrema importância
    Deus deu a este mundo uma mensagem de extrema importância preparada especialmente para nosso tempo nas três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12. Exilado na Ilha de Patmos, o apóstolo João nos apresenta essas mensagens. Devemos considerar cuidadosamente três pontos antes de olharmos para a mensagem em si. Primeiro, ela é de origem divina. Vem diretamente do trono de Deus. É retratada como sendo dada à humanidade por um anjo voando no meio do céu. O segundo ponto a notar sobre essa mensagem é que o anjo “voa”. Essa mensagem é urgente. Deve ser proclamada sem demora. E em terceiro lugar, é uma mensagem eterna que se aplica a todas as gerações. Não é culturalmente condicionada para atingir um grupo étnico ou linguístico. Deve ser proclamada a “cada nação, tribo, língua e povo”.
    O cerne dessa mensagem é o “evangelho eterno”, ou as boas-novas da vida de autossacrifício de Cristo, Seu ministério amoroso, Sua morte expiatória, Sua ressurreição dramática, Seu ministério sumo sacerdotal intercessor e Sua gloriosa segunda vinda. A visão do evangelho eterno em Apocalipse 14 confirma as palavras de Jesus em Mateus 24: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mateus 24:14). As palavras de Cristo são uma promessa de que “será pregado este evangelho do reino por todo o mundo” antes de Seu retorno. Haverá um poderoso reavivamento entre o povo de Deus. Eles responderão ao desafio, perceberão a urgência do momento e, cheios do Espírito Santo, revelarão o amor, a graça e a verdade de Jesus a um mundo poluído pelo pecado que está morrendo no pecado.Ellen White declara: “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre Seus filhos. Naquele tempo muitos se separarão das igrejas em que o amor deste mundo suplantou o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos, tanto pastores como leigos, aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fossem proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor” (O Grande Conflito, p. 464).
    Antes que a mensagem de Apocalipse 14 seja proclamada ao mundo inteiro, um reavivamento espiritual entre o povo de Deus o capacitará a cooperar com Deus para terminar Sua obra. Vamos orar juntos para que esse reavivamento espiritual aconteça em nossa própria vida, preparando-nos para os eventos climáticos finais da história da Terra.
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