Eu havia passado muito tempo no estudo das ciências abstratas e a pouca comunicação que se consegue ter me havia desgostado delas.
Quando comecei o estudo do homem, vi que aquelas ciências abstratas não são próprias ao homem, e que eu me apartava mais da minha condição penetrando nelas do que outros ignorando-as.
Perdoei aos outros por saberem tão pouco a respeito, mas acreditei que iria encontrar pelo menos muitos companheiros no estudo do homem, que é o verdadeiro estudo que nos é próprio.
Estava enganado.
Há ainda menos gente que o estuda do que a geometria.
Não é senão por falta de saber estudar isso que se procura o resto.
Mas não é verdade que ainda não é a ciência que o homem deve ter, e que é melhor para ele ignorar-se para ser feliz?