Portugal tem cerca de 1,6 milhões de imigrantes, o que representa quase 15% da população.
As comunidades brasileiras, angolanas e cabo-verdianas são as mais representativas que chegam ao nosso país para colmatar a falta de mão de obra na construção civil, na hotelaria e nos serviços.
A nova lei, ao restringir o acesso ao visto de trabalho genérico, pode gerar escassez de mão de obra e pressionar empresas que dependem de trabalhadores estrangeiros.
Curiosamente, enquanto se endurecem as regras para quem vem trabalhar, os vistos Gold — que permitem residência mediante investimento — permanecem inalterados.
A cidadania portuguesa, para quem tem capital, permanece acessível. Para quem tem vontade de trabalhar, torna-se um labirinto burocrático.
Imigrantes pobres são vistos como uma ameaça; investidores ricos, como uma oportunidade.
No entanto, é preciso sublinhar que o imigrante pobre vem para trabalhar, para contribuir, enquanto o imigrante rico vem para inflacionar o nosso custo de vida.