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A pressão não cedeu com três drogas. O potássio insiste em ficar “meia-boca”. O paciente interna com edema agudo de pulmão hipertensivo.
Em que momento você para de ajustar a dose e começa a investigar a causa?
Neste episódio do DozeCast, Mateus Prata e William Batah recebem o nefrologista Dr. Paulo Lins, doutor em Nefrologia pela EPM-Unifesp e preceptor da residência de Clínica Médica da Escola Paulista. Ele volta ao canal depois de um dos episódios mais ouvidos do DozeCast sobre hipertensão.
Desta vez a conversa vai do consultório à UTI, com o raciocínio de quem ensina a investigar o caso a fundo.
Apoio: MEV Brasil, a escola pioneira em Medicina do Estilo de Vida no país.Quer levar a MEV para o seu consultório? No novo MEVClinic você estrutura o seu consultório particular de Medicina do Estilo de Vida, da consulta ao acompanhamento.Conheça o MEVClinic: https://mevclinic.mevbrasil.com.br/dozecast-ep33
⏱️ Capítulos
00:00 Abertura e apresentação do Dr. Paulo Lins
03:07 Casos emblemáticos: o vasoconstritor nasal que escondia a causa
06:45 Epidemiologia: quando suspeitar de hipertensão secundária
09:09 Hipertensão resistente x refratária
10:11 Principais causas na prática
15:06 Investigação em três níveis: o que pedir em todo hipertenso
17:33 Não controlou com a tripla: renina, aldosterona e apneia
19:46 Doppler ou angiotomografia nas artérias renais?
21:34 Quem investigar: as “bandeiras” clínicas 25:03 Medicamentos que elevam a pressão
27:33 Apneia do sono: STOP-Bang, MAPA e CPAP
32:56 Estenose de artéria renal: ASTRAL, CORAL e quando angioplastar
40:45 Doença renal parenquimatosa
41:51 Coarctação de aorta e displasia fibromuscular
43:12 Hiperaldosteronismo primário: como interpretar renina e aldosterona
48:23 Feocromocitoma: paroxismos, coleta e regra dos 10%
54:48 Síndrome de Cushing
57:17 Acromegalia 58:45 Hiperparatireoidismo primário e o cálcio que sobe com tiazídico
1:01:51 Titulando espironolactona pela renina: espiro x eplerenona
1:04:28 Mensagem final
O ponto que pode mudar a sua prática: a espironolactona costuma entrar como “quarta droga” no resistente, mas, segundo o Paulo, isso pode acontecer justamente porque ela trata hiperaldosteronismo que nunca foi diagnosticado.
No hiperaldo primário, a dose pode ser titulada pela renina, com o objetivo de torná-la detectável, e a espironolactona levou vantagem sobre a eplerenona na comparação direta.
Para quem é este episódio: cardiologistas, clínicos, residentes e quem estuda para o TEC e quer um roteiro prático de investigação.
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Você dobrou a dose de furosemida, trocou para endovenosa… e o paciente continua congesto. Ele é resistente ao diurético, ou é você que ainda não encontrou o mecanismo certo?
Neste episódio do DozeCast, Dr. Victor Bemfica e Dra. Thaysa Louzada recebem a Dra. Ivna Girard, especialista em insuficiência cardíaca, transplante cardíaco e assistência circulatória mecânica, doutora pela USP, médica do Núcleo de Insuficiência Cardíaca do InCor e do Hospital Sírio-Libanês. Ivna é autora de uma meta-análise que comparou as estratégias de bloqueio sequencial do néfron, e traz para a mesa um raciocínio fisiopatológico que transforma a resistência diurética de "receita de bolo" em decisão clínica.
O destaque do episódio é que dobrar a dose indefinidamente não é estratégia. Todo bloqueio sequencial aumenta a diurese, mas cobra seu preço em distúrbios eletrolíticos e injúria renal. A escolha do segundo diurético deve ser guiada pelos eletrólitos: sódio, bicarbonato, potássio e magnésio. Ivna mostra como o bicarbonato acima de 27 aponta para a acetazolamida, e por que o iSGLT2 deveria estar presente desde a internação.
👨⚕️ Para cardiologistas, emergencistas, intensivistas, residentes e estudantes que manejam insuficiência cardíaca descompensada no PS, na enfermaria ou no consultório.
⏱️ CAPÍTULOS
00:00 Abertura e apresentação da Dra. Ivna Girard
03:00 Congestão e prognóstico na insuficiência cardíaca
05:55 O que é resistência diurética? Definições e prevalência
13:08 Fisiologia do néfron: glomérulo e o "rim hemodinâmico"
19:34 Túbulos e reabsorção de sódio: a base do bloqueio sequencial
22:08 Paciente congesto no PS: por onde começar o raciocínio
23:51 Adesão, restrição hidrossalina e absorção da furosemida
27:38 Conversão VO → EV e o DOSE trial
31:09 Avaliando a resposta: diurese em 2h e natriurese
33:50 Fenômeno de braking e o PUSH-AHF
41:28 Dobrar a dose ou associar? A meta-análise do bloqueio sequencial
45:38 iSGLT2 na descongestão
46:54 Tolvaptano e salina hipertônica ("salgadão")
50:25 Hidroclorotiazida: quando e qual dose (CLOROTIC)
53:21 Acetazolamida: ADVOR e alcalose de contração
55:55 Algoritmo prático: como escolher o segundo diurético
58:41 Espironolactona descongestiona? (ATHENA-HF)
1:00:40 Ultrafiltração e diálise na congestão refratária
1:04:18 Furosemida em bomba x bolus
1:09:03 Como desmamar o diurético
1:13:54 Albumina com furosemida: faz sentido?
1:15:00 Mensagens finais
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Siga também a Dra. Ivna no Instagram: @cardiopro
#ResistenciaDiuretica #Furosemida #InsuficienciaCardiaca #ICDescompensada #Diureticos #Hidroclorotiazida #Acetazolamida #BloqueioSequencial #Cardiologia #Emergencia #DozeCast #PodcastMedico
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MEVBrasil, a Escola Brasileira de Medicina do Estilo de Vida: a MEVBrasil é uma instituição pioneira no ensino exclusivo de Medicina do Estilo de Vida no Brasil e tem um foco muito claro: ajudar cardiologistas a aplicarem, de forma prática e baseada em evidências, as técnicas comportamentais da MEV no consultório. Confira no link:
https://mevclinic.mevbrasil.com.br/dozecast-ep32
A fração de ejeção levemente reduzida deixou de existir. Se a nova diretriz europeia mudou um nome que você usa todo dia, o que mudou de verdade na conduta?
Com a dupla Mateus Prata e Plínio Wolff, esse episódio percorre a Diretriz ESC 2026 de insuficiência cardíaca, apresentada em 28 de agosto, em uma das sessões mais lotadas do congresso europeu. O foco é a IC crônica. A IC descompensada fica para o próximo episódio. A diretriz brasileira vem logo aí, e este é o melhor aquecimento para compará-las.
O que você vai aprender:
O ponto mais polêmico: a simplificação tem um preço. Ao juntar tudo em "FE <50%", a diretriz estende recomendações classe 1 para o grupo de 41–49%, onde a evidência é bem mais frágil (o IECA, por exemplo, nunca teve estudo robusto de desfecho nessa faixa).
O mesmo vale para os antagonistas mineralocorticoides, que viraram classe 1 como grupo, apesar de a evidência na FE preservada vir da finerenona (FINEARTS-HF). Plínio e Mateus discutem onde a simplificação ajuda e onde exige individualizar.
Eles também discutem por que a espironolactona, com base no TOPCAT, é uma saída defensável no SUS.
Para quem é: cardiologistas, clínicos, residentes e estudantes que manejam IC e querem entender o que muda na prática antes da diretriz brasileira.
⏱️ Minutagem
00:00 Abertura
03:07 Impressões gerais
05:20 Níveis de evidência
08:18 Fração de ejeção: nova definição
12:06 IC descompensada e IC melhorada
17:09 Estágios A–D e prevenção
27:06 Diagnóstico e peptídeos por idade
31:21 Terapia médica fundamental: quarteto e dupla dinâmica
36:12 Antagonistas mineralocorticoides: finerenona x espironolactona
40:08 Titulação rápida e FE 41–49%
43:00 Terapia adicional: GLP-1 e tirzepatida
44:27 Digoxina e digitoxina
48:02 Ferro endovenoso
50:29 TRC, ablação de FA e TEER
54:36 Reabilitação e autocuidado
56:12 IC avançada
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Uma paciente com leucemia sangra, tem um AVC e mesmo assim precisa continuar protegida contra o próximo. Um militar cai do cavalo em vigência de anticoagulante e quase perde a perna.
Na teoria, a diretriz resolve. Na prática, o paciente não leu a diretriz.
Fechando com chave de ouro a série especial em parceria com a Boston Scientific pelo Dia Mundial do Coração (29/09), o DozeCast recebe o doutor Guilherme Velho, cardiologista e diretor científico da MedVox, e o doutor Rodrigo Noronha, cardiologista clínico, PhD pela USP e chefe do Serviço de Cardio-Oncologia da Beneficência Portuguesa.
A conversa parte de casos reais para discutir o que fazer quando a anticoagulação, que deveria proteger o paciente, se torna ela mesma um risco.
O que você vai aprender:
📌 Por que o HAS-BLED não captura riscos reais como invasão tumoral gastrointestinal, fragilidade e risco de queda
📌 Os limites da varfarina no Brasil — baixo TTR e falta de acesso aos DOACs por questão financeira
📌 O erro mais comum na prescrição de apixabana e o impacto disso na proteção do paciente
📌 O racional biológico por trás da oclusão do apêndice atrial esquerdo
📌 CLOSURE-AF vs. CHAMPION-AF: por que dois estudos do mesmo ano, com populações diferentes, chegaram a resultados opostos
📌 Como conduzir o pós-procedimento em pacientes oncológicos, plaquetopênicos e com angiopatia amiloide
📌 O que o InReach Trial muda na conduta após hemorragia intracraniana
📌 Por que individualizar — e não seguir a diretriz de forma populacional — é a mensagem central da discussão
O ponto mais provocativo do episódio vem quando os convidados trazem o InReach Trial: em pacientes que sangraram na cabeça, retornar à anticoagulação entre duas e quatro semanas, como a diretriz orienta, não reduziu o risco de AVC e ainda aumentou o sangramento.
Na prática, a minoria desses pacientes retorna mesmo à anticoagulação, ficando sem nenhuma proteção. É exatamente nesse gap entre diretriz e realidade que a oclusão do apêndice atrial pode aparecer como resposta.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, residentes e estudantes que lidam com fibrilação atrial e precisam decidir o que fazer quando o paciente à frente não se encaixa em nenhum trial.
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Hashtags: #FibrilaçãoAtrial #Anticoagulação #Cardiologia #AVC #OclusãoDeApêndiceAtrial #DOAC #CardioOncologia #HASBLED #DiaMundialDoCoração #BostonScientific #DozeCast #Cardiologistas
A prova do TEC está chegando, e estudar apenas o que você já viu pode não ser suficiente. Em 2025, novas atualizações mudaram pontos importantes de diretrizes que aparecem com frequência na prova de título de especialista em Cardiologia.
Neste episódio especial do DozeCast para o DozeTEC, Victor Bemfica e William Batah fazem uma revisão estratégica da reta final: passam por temas centrais e destacam as principais mudanças recentes, mostrando como esses assuntos costumam ser cobrados nas questões.
A proposta não é fazer uma revisão enciclopédica. É organizar o raciocínio para você identificar o que merece atenção máxima agora. Especialmente os conteúdos em que uma mudança de recomendação pode transformar uma alternativa aparentemente correta na pegadinha da prova.
📌 Hipertensão arterial sistêmica: a nova meta de 130/80 mmHg e a pegadinha clássica das metas em pacientes idosos e de diferentes categorias de risco.
📌 Dislipidemias: o escore PREVENT, as metas de LDL-colesterol e colesterol não-HDL e a importância de dosar Lp(a) pelo menos uma vez na vida.
📌 Fibrilação atrial: o CHA₂DS₂-VA, a retirada do sexo feminino como fator de risco isolado, a nova janela para cardioversão e as principais decisões envolvendo anticoagulação.
📌 Anticoagulação na fibrilação atrial: situações especiais, ajuste de dose dos anticoagulantes orais diretos, próteses valvares, terapia antitrombótica após síndrome coronariana aguda ou angioplastia e anticoagulação após ablação.
📌 Dor torácica e síndrome coronariana aguda: protocolo de 0–1 hora com troponina ultrassensível, escore HEART, ADD-RS, PERC, critérios de Sgarbossa modificados por Smith e padrões eletrocardiográficos de oclusão coronariana sem supradesnivelamento clássico.
📌 Insuficiência cardíaca: classificação por fração de ejeção e os quatro pilares do tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida — um dos assuntos mais recorrentes no TEC.
📌 Arritmias geneticamente determinadas: síndrome do QT longo, critérios de Schwartz, diferenças entre os principais genótipos, drogas a evitar e o papel dos betabloqueadores, com destaque para propranolol, nadolol e mexiletina em situações específicas.
📌 Estenose mitral: os pontos de avaliação clínica, ecocardiográfica e terapêutica que podem aparecer em um caso de valvopatia.
📌 Estenose aórtica e TAVI: como organizar a avaliação da gravidade, da indicação de intervenção e da escolha da estratégia terapêutica.
📌 Propedêutica cardiovascular: os dados do exame clínico e dos métodos complementares que ajudam a resolver questões de diagnóstico e gravidade.
📌 Miocardiopatias: o diferencial entre fenocópias, o tratamento sintomático, a prevenção de morte súbita e os red flags que devem levantar a suspeita de amiloidose cardíaca.
📌 Cardiopatias congênitas — comunicação interatrial: o tipo mais comum de CIA, a associação com drenagem anômala de veias pulmonares e os critérios de abordagem.
Cardiologistas, residentes, pós-graduandos e candidatos à prova de título de especialista em Cardiologia que estão na reta final de preparação para o TEC-SBC de 2026 e precisam priorizar os temas mais recorrentes, revisar as atualizações de 2025 e transformar diretrizes em raciocínio de prova.
📚 Prepare-se para o TEC com o DozeTEC: conteúdo organizado por módulos, centenas de questões e simulados comentados em texto e em vídeo, além de flashcards para revisar o que realmente importa.
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Metade de todas as mortes cardiovasculares do mundo é morte súbita por arritmia ventricular.
E boa parte delas começa com um achado que você recebe toda semana no consultório: uma extrassístole ventricular no Holter.
A pergunta que separa o inofensivo do fatal não está na extrassístole, está no que você olha antes dela.
Neste episódio, Diandro Mota e Fernanda Justo recebem o Dr. Hugo Bellotti, eletrofisiologista formado no Dante Pazzanese e no InCor e hoje responsável pelo setor de eletrofisiologia invasiva do Dante Pazzanese.
Um dos maiores nomes brasileiros em ablação de taquicardia ventricular, ele constrói aqui o raciocínio completo, da anamnese ao teste genético, do beta-bloqueador à punção epicárdica, com foco na realidade brasileira, incluindo o paciente chagásico.
O ponto que derruba um hábito consolidado: "via de saída de VD" não é sinônimo de extrassístole benigna.
O Dr. Hugo é direto ao dizer que extrassístoles capazes de deflagrar fibrilação ventricular podem sair de qualquer lugar, inclusive de lá.
E traz o caso de uma paciente com apenas 1% de densidade, todas isoladas, que evoluiu para morte súbita abortada e hoje vive com CDI.
O que a condenava não era a quantidade: era o acoplamento ultracurto caindo sobre o pico da onda T.
Densidade tranquiliza, morfologia decide.
Para quem é esse episódio Cardiologistas, arritmologistas, residentes e estudantes que recebem laudos de Holter com extrassístoles ventriculares e precisam decidir entre observar, medicar ou encaminhar para ablação.
⏱️ Capítulos
00:00 — Abertura e quem é o Dr. Hugo Bellotti
02:08 — MEV Global 2026: desconto para ouvintes do DozeCast
04:01 — Metade das mortes cardiovasculares é súbita
07:57 — Os três pilares diante de uma extrassístole
11:53 — O eletro antes do Holter: V1, plano frontal e repolarização
13:30 — Acoplamento curto, R sobre T e o caso da paciente com CDI
17:57 — Localizando o foco pelo ECG e o mito da via de saída de VD
21:21 — Quantificação: 10%, 21% e por que o Holter oscila
25:21 — Eco, ressonância, ergométrico, PET e teste genético
30:15 — Quando tratar: fármacos, magnésio e a eficácia real
34:13 — Ablação: sucesso, complicações e decisão compartilhada
40:41 — Cardiopatia estrutural: isquêmico x não isquêmico
43:37 — Chagas e a técnica brasileira de punção epicárdica
53:43 — Mapeamento eletroanatômico e o atraso tecnológico do SUS
01:05:49 — Mensagens finais do Dr. Hugo
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A MEV Brasil, organizadora do MEV Global, apoia o Dozecast.
O MEV Global 2026 é voltado a cardiologistas e demais médicos que querem entender, com rigor científico, como fatores de estilo de vida impactam risco cardiovascular na prática clínica.
Acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, em São Paulo, e reúne mais de 500 médicos com palestrantes de referência nacional e internacional. É o maior evento de Medicina do Estilo de Vida fora dos EUA.
Condição especial de inscrição para quem ouve este podcast:
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27% das mortes maternas têm causa cardiovascular. E, mesmo assim, boa parte de nós, cardiologistas, ainda patina quando o pedido de parecer vem de uma gestante.
Nesse episódio, Plínio Wolff e Fernanda Justo recebem o Dr. Fábio Bruno, chefe do serviço de cardiopatia e gravidez do Instituto Dante Pazzanese, que também atua no Samaritano e na BP e é mestre pela USP.
São 26 anos dedicados a esse tema, e o resultado é uma aula prática sobre um assunto que a maioria dos cardiologistas só encontra na hora H, sem estar preparado.
O ponto mais delicado da conversa é quando o Dr. Fábio expõe a realidade das pacientes classificadas como risco 4 pela OMS — mortalidade materna acima de 30% — e explica por que essa decisão nunca deveria ser tomada sozinho, mas em heart team e junto com a paciente.
Ele também relembra o caso de uma cardiomiopatia periparto que precisou de ECMO e transplante no mês passado, reforçando que sintomas banais de fim de gestação podem, na verdade, ser o início de uma descompensação grave.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, residentes e estudantes que já ficaram inseguros diante de um parecer de gestante cardiopata — e querem parar de patinar nesse assunto.
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#CardiopatiaEGestação #CardiologiaObstétrica #GravidezDeAltoRisco #CardiomiopatiaPeriparto #AnticoagulaçãoNaGestação #InsuficiênciaCardíaca #Cardiologia #Obstetrícia #ResidênciaMédica #DozeCast
📍 Minutagem:
00:00 – Abertura e apresentação do Dr. Fábio Bruno
02:40 – Por que cardiopatia na gestação é o "calcanhar de Aquiles" do cardiologista
04:26 – Alterações fisiológicas e hemodinâmicas da gravidez
09:18 – Dispneia fisiológica x sinal de alerta: o desafio diagnóstico
11:20 – Tomografia, ressonância e contraste na gestante: pode ou não pode?
15:16 – Estratificação de risco materno: score da OMS e CARPREG II
19:57 – Risco 4 e a discussão sobre interrupção da gestação
25:56 – Anti-hipertensivos: o que usar e o que evitar
33:14 – Tratamento da IC sem o "quarteto fantástico"
38:52 – Anticoagulantes: varfarina, heparina e prótese mecânica
48:09 – Cardiomiopatia periparto: diagnóstico, bromocriptina e o estudo REBIRTH
59:19 – Planejamento pré-concepcional e anticoncepção na cardiopata
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Duas em cada dez pessoas carregam essa comunicação no coração sem nunca saber, e boa parte só descobre quando um AVC aparece do nada.
O forame oval patente é o verdadeiro culpado? Ou só um espectador inocente no ecocardiograma?
Para destrinchar um dos temas mais comuns (e mais mal compreendidos) da prática cardiológica, o Mateus Prata e William Batah somam forças.
O motivo desse papo ser essencial agora: a angiotomografia tem aumentado muito o diagnóstico incidental de FOP, e cada vez mais colegas ficam na dúvida sobre o que fazer com esse achado.
Neste episódio você vai aprender:
📌 O que realmente é o forame oval patente e por que 25% dos adultos (2 bilhões de pessoas no mundo) mantêm essa "válvula" aberta
📌 Os dois achados ecocardiográficos que mais aumentam o risco de AVC pelo FOP: mais de 20 microbolhas e aneurisma do septo interatrial
📌 Como usar o RoPE Score e a classificação PASCAL para saber se aquele FOP é mesmo o responsável pelo AVC
📌 O fluxograma completo de investigação (eco transtorácico, transesofágico, doppler transcraniano e angiotomografia) e quando pedir cada exame
📌 Os números reais dos grandes estudos (CLOSURE, RESPECT, CLOSE, REDUCE, DEFENSE-PFO): o que a redução relativa de 60% no risco de AVC significa na prática
📌 Como é feito o fechamento percutâneo com a prótese tipo duplo-disco (Amplatzer), passo a passo
📌 As complicações que todo cardiologista precisa discutir antes de indicar o procedimento, da fibrilação atrial à embolização do dispositivo
📌 Platipneia-ortodeoxia, mergulho e viagens de avião: os cenários menos óbvios em que o FOP faz toda a diferença
Minutagem:
00:00 Abertura e convite para o MEV Global
01:07 O que é o forame oval patente e evidências da associação com AVC
07:09 Achados de alto risco no eco e mecanismos de embolização
08:07 Doenças associadas: migrânia, platipneia-ortodeoxia, mergulho e astronautas
14:58 Investigação do AVC: cardioembólico, criptogênico e ESUS
20:44 Fluxograma diagnóstico do FOP
24:26 RoPE Score e classificação PASCAL
28:44 Os estudos que mudaram a prática e quem deve fechar o FOP
32:44 O procedimento e suas complicações
38:00 Recapitulação, direções futuras e encerramento
O ponto mais provocador do episódio: mesmo com redução relativa de até 60% no risco de AVC recorrente, o benefício absoluto do fechamento é pequeno. O NNT varia de 32 a 200 dependendo do estudo.
Ou seja, a decisão de fechar (ou não) um FOP passa muito mais pela seleção certa do paciente, via RoPE Score e critérios PASCAL, do que por indicação em massa.
E pra quem encontra um FOP "de passagem" num exame de rotina, sem AVC nem sintoma nenhum: hoje, ainda não existe evidência para fechar.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, neurologistas, clínicos e residentes que atendem pacientes jovens com AVC criptogênico, ou que já ficaram na dúvida na frente de um FOP achado "sem querer" no eco.
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Acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, em São Paulo, e reúne mais de 500 médicos com palestrantes de referência nacional e internacional. É o maior evento de Medicina do Estilo de Vida fora dos EUA.
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Microplástico já foi encontrado na placenta, no sêmen, no cérebro e até dentro da placa de ateroma da carótida.
A dúvida que fica: isso é causa de doença cardiovascular ou só um espectador que estava passando por ali?
Para destrinchar esse tema, o DozeCast recebeu Fernanda Batista, farmacêutica pela USP Ribeirão Preto, com mestrado, doutorado e pós-doutorado pela USP São Carlos e coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese.
Fernanda lidera pesquisas próprias sobre microplásticos em pacientes cardiopatas e traz uma leitura rigorosa, sem sensacionalismo, sobre um assunto que virou febre nas redes sociais.
O dado que mais chama atenção no episódio: num estudo com pacientes de cateterismo, microplástico no sangue apareceu em 84% dos casos de infarto com supra de ST.
Mas quando tabagismo e poluição do ar entraram na conta, esse número foi pra 100%. Ou seja, antes de acusar o pote de plástico da cozinha, talvez o fator de risco de sempre ainda seja o verdadeiro responsável pela história.
Episódio para cardiologistas, residentes e estudantes que já foram questionados por um paciente sobre microplástico e não sabiam bem o que responder.
⏱️ Minutagem:
00:00 Abertura do episódio
01:45 Apresentação da convidada Fernanda Batista
02:38 O estudo que colocou o microplástico no radar da cardiologia
03:37 Devo me preocupar com plástico no dia a dia?
07:03 O que é microplástico e nanoplástico, na prática
10:01 Por que aquecer comida em plástico acelera a exposição 11:50 As três vias de absorção: pele, inalação e ingestão
13:40 Bioacumulação na cadeia alimentar
16:01 Cosméticos, garrafa de água e poluição do ar como fontes
19:19 Como o plástico é formado, na prática
20:38 Em quais tecidos do corpo já se encontrou plástico
22:26 Dentro do estudo da carótida: placa, macrófago e hazard ratio 5
23:28 O estudo de julho com pacientes de cateterismo
27:34 Por que ainda não existe padronização pra medir microplástico
29:08 Os fatores confundidores que todo estudo precisa descartar
31:01 Tabagismo e poluição do ar: o verdadeiro fator por trás dos números
35:11 Os dois estudos do Instituto Dante Pazzanese
41:22 O mito dos 5 gramas de plástico por semana
44:41 O que o cardiologista deve (e não deve) fazer no consultório
46:52 "Detox de microplástico": por que essa promessa não existe
51:50 Os números globais da produção de plástico
56:40 Recado final: confie na ciência
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A MEV Brasil, organizadora do MEV Global, apoia o Dozecast.
O MEV Global 2026 é voltado a cardiologistas e demais médicos que querem entender, com rigor científico, como fatores de estilo de vida impactam risco cardiovascular na prática clínica.
Acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, em São Paulo, e reúne mais de 500 médicos com palestrantes de referência nacional e internacional. É o maior evento de Medicina do Estilo de Vida fora dos EUA.
Condição especial de inscrição para quem ouve este podcast:
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Seu paciente treina pesado, tem exames "impecáveis" e quase nunca fala sobre uso de atalhos químicos.
Até o dia em que chega ao pronto-socorro. Quanto você
realmente sabe sobre o paciente que usa anabolizantes?
Neste episódio, William Batah e Fernanda Justo recebem a Dra. Luciana Oliveira, endocrinologista pela UFPR, mestre pela UNIFESP e preceptora do ambulatório de endocrinologia do exercício, para destrinchar um tema que a cardiologia não pode mais ignorar.
Luciana também lidera uma plataforma de notificação de complicações do uso indevido de hormônios e implantes no Brasil, o que dá ao episódio uma visão rara de quem lida com as consequências reais desse uso na prática.
📌 O que você vai aprender:
A epidemiologia real do uso de anabolizantes no Brasil, da academia às escolas, e por que os números são sempre subestimados
A diferença entre hormônio androgênico e anabolizante, e por que isso muda a forma como você pergunta sobre o assunto
Como funcionam os ciclos de bulking e cutting, os principais ésteres de testosterona e suas meias-vidas
O que é a TPC (terapia pós-ciclo) e por que ela importa para quem trata esses pacientes depois
Como interpretar dosagem de testosterona corretamente. variação circadiana, SHBG, e os erros mais comuns de coleta
O que os estudos TRAVERSE (NEJM 2023), a coorte dinamarquesa (Circulation 2025) e o Lancet 2026 realmente mostram sobre risco cardiovascular
As comorbidades psiquiátricas associadas, de transtorno de humor a maior risco de comportamento criminoso
Como conduzir a anamnese e o manejo desse paciente sem julgamento, incluindo desmame e uso de inibidores de aromatase e hCG
O ponto mais provocador do episódio: o TRAVERSE, muitas vezes citado como "prova" de que a testosterona é segura, estudou uma população doente, com metade já com doença cardiovascular estabelecida, usando doses fisiológicas sob monitorização rigorosa, o oposto do que acontece nos ciclos suprafisiológicos do mundo real. Já a coorte dinamarquesa mostrou até 3x mais risco de infarto e 9x mais risco de cardiomiopatia em usuários, e o Lancet 2026 reforça: um terço de toda testosterona prescrita é off-label, com mais risco de eventos cardiovasculares maiores e mortalidade geral.
Esse episódio é para todo cardiologista, residente e estudante que já se deparou, ou vai se deparar, com um paciente que nunca contou que usa hormônios, até o exame ou o evento revelar.
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