É talvez o debate ideológico que mais irá marcar os próximos tempos na política, na economia e nas nossas vidas: qual o papel que o estado deverá ter na sociedade, agora que a pandemia tornou as ajudas públicas indispensáveis na resposta à crise.
Em Portugal, o primeiro-ministro foi rápido a concluir que estes tempos representaram "o falhanço das visões neo-liberais", mas não falta quem garanta que o peso do estado tem sido, ao longo de várias décadas, o maior entrave ao crescimento da economia e ao desenvolvimento do país.
Para discutir se é ou não é exagerado o peso do estado em Portugal, recebemos um grupo de destacados portugueses: Ana Gomes, recente candidata presidencial, diplomata de carreira e durante muitos anos eurodeputada; Assunção Cristas, professora de Direito, ex-líder do CDS-PP e antiga ministra da Agricultura e do mar; Augusto Mateus, economista e professor universitário, consultor também, nos últimos anos, e antigo ministro Economia; Maria de Lurdes Rodrigues, que foi ministra da Educação e é a actual reitora do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa; António-Pedro Vasconcelos, conhecido realizador de cinema mas que está aqui por ser também um activista de causas públicas, por exemplo da manutenção na órbita do estado da TAP ou da RTP, fundador do movimento "Peço a palavra"; e ainda Carlos Guimarães Pinto, economista e professor de Economia e Políticas Públicas, que foi líder do partido Iniciativa Liberal e dirige agora o recém-criado "Instituto +Liberdade".