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Biografia: A segunda vida
E se alguém que nunca conheceu você decidisse contar a história da sua vida?
No episódio #4, vamos entrar no universo da biografia e acompanhar o trabalho desse detetive do passado, que reúne pistas, confronta versões e transforma fragmentos de uma existência em narrativa.
Mas como surgiu esse gênero? Como um biógrafo reconstrói uma vida que não viveu? E o que fazer quando os documentos se contradizem, as testemunhas contam versõesdiferentes e justamente aquilo que mais gostaríamos de saber permanece sem resposta?
Vem comigo porque hoje vamos conversar sobre esses questionamentos, dores e delícias na construção biográfica.
Capa: Em meio às ruínas a reconstrução (reconstruir não é esquecer, é lembrar), do artista brasileiro Hal Wildson.
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O tempo das Cartas
Uma carta é uma conversa que acontece na ausência.
Antes do áudio, das mensagens online e do “visualizado”, havia o tempo das cartas: escrever, esperar, imaginar a resposta e conviver com aquilo que foi colocado no papelsem a certeza de quando, ou se, o outro responderia.
Neste episódio #03 do É QUASE TUDO VERDADE, vamos entender como as Cartas deixaram de ser uma ferramenta prática do cotidiano e se tornaram estrelas das narrativas do eu. O que começou pelo interesse em conhecer um pouco mais da vida das “celebridades” de uma época, logo ganhou outros contornos com conflitos e escândalos dignos de um romance.
Vem comigo conversar sobre Cartas que atravessaram relações, épocas e leitores, e deixaram de ser apenas uma correspondência e passaram a ocupar um lugarprivilegiado nas narrativas de vida.
*Capa do Episódio #03: A cortesã Hanazuma lendo uma carta, da série de xilogravuras sobre papel do período Edo (1605-1868), do artista japonês Kitagawa Utamaro. Arte feita por IA.
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Que tal conhecer as filhas da Senhora Memórias?A Carta captura o instante, a Biografia precisa reconstruir uma vida sem vivê-la, a Autobiografia também é feita de silêncios e a Autoficção nos lembra imensidão ao unir fato e imaginação.
No episódio #2 de É QUASE TUDO VERDADE, vem viajar comigo por esses quatro territórios da literatura de vidas: a Carta, a Biografia, a Autobiografia e a Autoficção. Quatro formas de olhar para aquilo que vivemos, lembramos,esquecemos e escolhemos contar.
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Capa:Em homenagem aos 140 anos de nascimento de Tarsila do Amaral inspirada nas figuras de Clarice Lispector, Agatha Christie, Annie Ernaux e Conceição Evaristo. Arte feita por IA.
Essa vida daria um livro?
Toda vida tem uma história e isso é fato.
Mas será que toda história daria um livro?
Neste primeiro episódio, a gente parte dessa pergunta para pensar sobre aquilo que vivemos, aquilo que lembramos e, principalmente, aquilo que escolhemos transformar em narrativa.
E na conversa das narrativas do eu, é claro que elanão pode ficar de fora: a protagonista Memórias, decidindo o que merece permanecer.
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