O câncer mata mais do que a Aids, a malária e a tuberculose juntas. Segundo os dados da Organização Mundial da Saúde, estima-se que uma em cada seis mortes no mundo se deva ao cancro. Em 2018, foram 9,6 milhões de vítimas. O primeiro atlas do risco de mortalidade por câncer na Península Ibérica mostra que há realidades diferentes entre Portugal e Espanha, mas outras muito semelhantes. Por exemplo, os mapas de mortes por câncer no esôfago, região por região, entre 2003 e 2012, revelam dados muito parecidos no norte de Portugal e na Galícia. Carlos Dias, o coordenador do departamento de epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, explica a Joana Dias que, no caso do câncer no esôfago, há espaço para pensar em fatores comuns de risco que existem em determinadas regiões dos dois países. O estudo analisou 840 mil óbitos por dez tipos de cancro, ocorridos nos dois países, entre 2003 e 2012. De um lado, o autor de 'Sonetos del amor oscuro', escritor homossexual nascido em Granada em 05 de junho de 1898 e morto no dia 19 de agosto de 1936, assassinado pelos nacionalistas do grupo do general Franco. Do outro, um político fascista nascido em Madri, em 24 de abril de 1903, e fundador da Falange Espanhola. Entre ambos, a amizade. Improvável, porém amizade. Federico García Lorca e José Antonio Primo de Rivera foram amigos e sua relação foi ignorada até agora pela história. Quem desfaz esse laço é o filósofo, professor e escritor malaguenho Jesús Cotta. No ensaio 'Rosas de plomo - Amistad y muerte de Federico y José Antonio', ele trata do momento em que confluíram as vidas dos dois personagens, ambos vítimas da Guerra Civil Espanhola.