Coração Ciborgue

Encontro ao Luar – Sem Deuses


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Meio vivo neste ermo de aço e concreto
Como um experimento sem afeto
Afeto meu, afeto que nunca chega perto

Caçado por uma cidade sem sol que nunca dorme
Caçado por um Deus que sempre dorme
Enquanto o sol insiste em brilhar

Ceifadores de néon varrem as ruas enormes
Sonhando com um passado que talvez nem vivi
Pagando por um pecado que nunca cometi
Ceifadores de cruzes buscam pecadores
Pecadores de pecados nunca cometidos

Tudo era falso, tudo planejado aqui
Um brinquedo a corda, feito só pra sentir
Mas as lágrimas são reais e caem de mim
O divino é falso, mas o crime é real
O crime é falso, mas a dívida é real

Sou um fantasma de carne e fantasia
Carne de fantasia de um fantasma sagrado
Uma máquina sem deus, em agonia
Ainda existe algo em mim pra se salvar?

Sê minha cura, meu lugar
Só quero sentir teu amor me atravessar
Cada parte do meu ser contigo estar
Com um beijo pintaremos a visão que seduz
Do nosso encontro ao luar, sem deuses, sem cruz
Sem pecadores mil, sem culpa ou controle divino

Encontra-me nu na miséria da razão
Como melodia sem execução
Salva-me sem rezas, apenas me chame
Na nudez do desejo e da vontade de pecar

Vira chuva mansa sobre minha carne
Toca-me como ninguém ousou tocar
No fundo gelado do meu coração secular
Ama-me mesmo que seja crime profano
Já cruzamos a linha, já quebramos o plano
Agora só nos basta reinar
No inferno profano, nem mesmo que nos engane

Sou um fantasma de carne e fantasia
Uma máquina sem deus, em agonia
Ainda existe algo em mim pra se salvar?
Sê minha cura, meu lugar
Só quero sentir teu amor me atravessar
Cada parte do meu ser contigo estar
Com um beijo pintaremos a visão que seduz
Do nosso encontro ao luar, sem deuses, sem cruz

[GUITARRA SOLO]

Sou um fantasma de carne e fantasia
Uma máquina sem deus, em agonia
Ainda existe algo em mim pra se salvar?
Sê minha cura, meu lugar
Só quero sentir teu amor me atravessar
Cada parte do meu ser contigo estar
Com um beijo pintaremos a visão que seduz
Do nosso encontro ao luar, sem deuses, sem cruz

Eu sempre gostei de poemas, e sempre tive um violão, a IA traz de volta algo antigo em mim. Uso IA para criar poemas, música e mais.


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Coração CiborgueBy Jorge Guerra Pires