Esta entrevista foi realizada de forma remota em 09/02/2022 e integra a pesquisa realizada pelo bibliotecário Fabrício Alves no Programa de Pós-Graduação em Memória e Acervos da Fundação Casa de Rui Barbosa sob orientação da Profª Dra. Eula Dantas Taveira Cabral. Release do poeta: Sou um franco escrevedor que gosta de explorar todas as possibilidades da palavra. Daí a diversidade de meus escritos que oscilam entre o popular e o clássico, a poesia e a prosa, o lírico e o filosófico, o religioso e o pornô-humorístico. Mas, ao contrário de Manuel Bandeira, não faço versos como quem morre, faço versos-os como quem brinca. Tampouco considero lutar com palavras a luta mais vã como nós ensina Drummond. Gosto mesmo é de jogar com elas, desafiá-las, brincar de esconde-esconde, pira-pora, boca-de-forno, perde-ganha...Quando acerto a mão e ganho, vibro sozinho, em silêncio. Quando perco, parto pra outra, sem mágoa, nem rancor. São minhas amigas fraternas e aliadas poderosas. Com elas fabrico, quixotescamente, meu escudo e minha lança para investir contra os moinhos da insensibilidade humana. Nasci e vivi até os 16 anos na localidade de Cajari, município de Afuá, onde tomei contato com a poesia através dos folhetos de cordel. Sou licenciado em Filosofia pela UFPA e atuo como professor de ensino médio, oficineiro de literatura, performista e contador de histórias. Já publiquei mais de 80 títulos individuais e conquistei mais de 200 premiações literárias em vários gêneros enl âmbito nacional e local. [TRILHA SONORA: TORÉ - QUINTETO ARMORIAL]