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As desigualdades de gênero no mercado de trabalho são constatadas muito além da percepção cotidiana da sociedade. Ela reflete nos números. Segundo levantamento do IBGE, antes da pandemia, as mulheres tinham participação em 54,5% da força de trabalho no país, enquanto os homens ocupavam 73,7%. Mas quando se analisa, especificamente, a participação das mulheres, o fator 'maternidade' é responsável por evidenciar ainda mais as dificuldades enfrentadas pelo grupo no mercado de trabalho. O índice de participação de mulheres que não têm filhos fica em 67,2% de participação. Enquanto aquelas que resolver ter, pelo menos, um filho(a), entre os 25 e 49 anos, a participação na esfera corporativa cai para 54,6%. Ou seja, ainda hoje fica muito claro que tornar-se mãe é mais um desafio enfrentado pelas mulheres na sociedade.
Nesse 47º episódio do O Que a Bahia Quer Saber, o podcast discute quais são essas dificuldades enfrentadas por mulheres que são mães dentro do seu ambiente de trabalho. Seja por uma promoção que não foi dada, ou demissões que aconteceram fora do acordo da licença maternidade, é comum encontrar histórias de mães que viveram o drama de não se realizarem profissionalmente por conta da gestação. Uma delas, que está no episódio dessa semana, é Juliane Ribeiro. Publicitária, mãe de Leonardo e Maria Eduarda, ela enfrentou nas duas gravidezes problemas relacionados a sua carreira profissional. No programa, ela conta essas histórias e reflete sua trajetória e relação com o mercado de trabalho desde que se tornou mãe.
A advogada trabalhista Patrícia Brandão também está no episódio, e discute quais são os principais erros cometidos pelas empresas com funcionárias que estão na gestação ou licença maternidade. Você vai entender quais são os direitos garantidos, o que fazer caso enfrente problemas com o empregador e quais espaços podem ser procurados por essas mulheres. A psicóloga Luciane Figueiredo, que comanda um grupo de estudos relacionados à psicologia obstétrica. O estrutura a nossa sociedade para que a maternidade se torne um empecilho e um receio para muitas mulheres? Como deve-se tratar essas questões dentro do ambiente de trabalho? Essas e outras discussões estão presentes no ambiente dessa semana.
As convidadas refletem sobre o importante papel dos companheiros, da família e das próprias empresas nesse processo de estruturação e acolhimento dessas mulheres. É importante pensar que pequenas atitudes do dia a dia podem transformar uma série de problemas pessoais em um assunto muito mais ameno e leve de ser lidado por elas. Juliane conta como, ao longo dos anos, viu outras colegas passarem por situações parecidas, o que ela acredita que pode ser feito diante disso e como as coisas aconteceram de forma completamente diferente para seu marido.
Esse episódio tem produção, narração e edição de Vinícius Harfush.
By Jornal Correio*As desigualdades de gênero no mercado de trabalho são constatadas muito além da percepção cotidiana da sociedade. Ela reflete nos números. Segundo levantamento do IBGE, antes da pandemia, as mulheres tinham participação em 54,5% da força de trabalho no país, enquanto os homens ocupavam 73,7%. Mas quando se analisa, especificamente, a participação das mulheres, o fator 'maternidade' é responsável por evidenciar ainda mais as dificuldades enfrentadas pelo grupo no mercado de trabalho. O índice de participação de mulheres que não têm filhos fica em 67,2% de participação. Enquanto aquelas que resolver ter, pelo menos, um filho(a), entre os 25 e 49 anos, a participação na esfera corporativa cai para 54,6%. Ou seja, ainda hoje fica muito claro que tornar-se mãe é mais um desafio enfrentado pelas mulheres na sociedade.
Nesse 47º episódio do O Que a Bahia Quer Saber, o podcast discute quais são essas dificuldades enfrentadas por mulheres que são mães dentro do seu ambiente de trabalho. Seja por uma promoção que não foi dada, ou demissões que aconteceram fora do acordo da licença maternidade, é comum encontrar histórias de mães que viveram o drama de não se realizarem profissionalmente por conta da gestação. Uma delas, que está no episódio dessa semana, é Juliane Ribeiro. Publicitária, mãe de Leonardo e Maria Eduarda, ela enfrentou nas duas gravidezes problemas relacionados a sua carreira profissional. No programa, ela conta essas histórias e reflete sua trajetória e relação com o mercado de trabalho desde que se tornou mãe.
A advogada trabalhista Patrícia Brandão também está no episódio, e discute quais são os principais erros cometidos pelas empresas com funcionárias que estão na gestação ou licença maternidade. Você vai entender quais são os direitos garantidos, o que fazer caso enfrente problemas com o empregador e quais espaços podem ser procurados por essas mulheres. A psicóloga Luciane Figueiredo, que comanda um grupo de estudos relacionados à psicologia obstétrica. O estrutura a nossa sociedade para que a maternidade se torne um empecilho e um receio para muitas mulheres? Como deve-se tratar essas questões dentro do ambiente de trabalho? Essas e outras discussões estão presentes no ambiente dessa semana.
As convidadas refletem sobre o importante papel dos companheiros, da família e das próprias empresas nesse processo de estruturação e acolhimento dessas mulheres. É importante pensar que pequenas atitudes do dia a dia podem transformar uma série de problemas pessoais em um assunto muito mais ameno e leve de ser lidado por elas. Juliane conta como, ao longo dos anos, viu outras colegas passarem por situações parecidas, o que ela acredita que pode ser feito diante disso e como as coisas aconteceram de forma completamente diferente para seu marido.
Esse episódio tem produção, narração e edição de Vinícius Harfush.