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O slogan Vá de Metro, Satanás seria hoje provavelmente aceite, nem que fosse em nome da inclusão do demo. Mas em 1959, quando se inaugurava o CentíMetro, vulgo Metro lisboeta, não era bem assim. O irreverente poeta e publicitário Alexandre O'Neill descendia de uma família de aristocratas fugidos da Irlanda no século XVIII que se espraiaram pelo globo após a perseguição aos católicos. Amante de boa conversa, comida e de camas variadas, o autor de O Adeus Português escrevia para fugir dessa invenção atroz a que chamava dia-a-dia.
Perfilados de Medo, escrito em pleno Estado Novo, é hoje lido pela radialista Tânia Rocha.
By Catarina Duarte AlmeidaO slogan Vá de Metro, Satanás seria hoje provavelmente aceite, nem que fosse em nome da inclusão do demo. Mas em 1959, quando se inaugurava o CentíMetro, vulgo Metro lisboeta, não era bem assim. O irreverente poeta e publicitário Alexandre O'Neill descendia de uma família de aristocratas fugidos da Irlanda no século XVIII que se espraiaram pelo globo após a perseguição aos católicos. Amante de boa conversa, comida e de camas variadas, o autor de O Adeus Português escrevia para fugir dessa invenção atroz a que chamava dia-a-dia.
Perfilados de Medo, escrito em pleno Estado Novo, é hoje lido pela radialista Tânia Rocha.