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Não sei se já vos contei (se calhar, mais de mil vezes, mas, desmemoriada como estou, para mim é sempre novidade), mas eu adoro, adoro, adoro escrever os episódios de “Confissões”. Há mais de vinte anos atrás, quando comecei a escrever o meu blog, o meu muito querido “Entre Lisboa e Buenos Aires”, sentia este mesmo entusiasmo de cada vez que me sentava a escrever um post. E hoje, antes de me sentar a escrever este episódio, preparei o ambiente à minha volta para ser ainda mais prazeroso e divertido escrever. Movimentei o meu corpo, fiz um chá delicioso, fui buscar a minha pedra ametista e pu-la aqui à minha frente, fiz uma pequena meditação e lancei uma carta do meu oráculo.
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio.
E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento.
Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo.
Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”.
Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”.
Não sei se já vos contei (se calhar, mais de mil vezes, mas, desmemoriada como estou, para mim é sempre novidade), mas eu adoro, adoro, adoro escrever os episódios de “Confissões”. Há mais de vinte anos atrás, quando comecei a escrever o meu blog, o meu muito querido “Entre Lisboa e Buenos Aires”, sentia este mesmo entusiasmo de cada vez que me sentava a escrever um post. E hoje, antes de me sentar a escrever este episódio, preparei o ambiente à minha volta para ser ainda mais prazeroso e divertido escrever. Movimentei o meu corpo, fiz um chá delicioso, fui buscar a minha pedra ametista e pu-la aqui à minha frente, fiz uma pequena meditação e lancei uma carta do meu oráculo.
Em jeito de à parte, vi estas cartas de oráculo nas mãos da minha mentora de negócios, a Nayla Norryh, e decidi comprar um baralho também para mim. E não me arrependo minimamente, pois as mensagens que vêm em cada carta que tiro costumam ser absolutamente certeiras. Estou encantada!
Mas voltando ao aqui e ao agora, hoje lancei uma carta do oráculo que me falou bem fundo. Como já disse, as mensagens costumam ser certeiras, e hoje não foi excepção.
A carta que me saiu foi a do “Templo Interior. Devoção. Sintoniza-te com o portal do teu coração”, e fiquei intrigada. Fui ler o texto explicativo, que expande o significado de cada uma das cartas, e senti que aquela mensagem era mesmo dirigida a mim, no momento absolutamente certo.
Ora a mensagem da carta é precisamente a de reforçar a nossa prática de conexão com o nosso interior, através da prática que for mais adequada a cada pessoa. E há uma série de coisas que eu sei que me fazem particularmente bem: a meditação, por exemplo; mas também as minhas actividades “só porque sim”, como desenhar, cantar em coro e tocar cavaquinho.
Agora, adivinhem só. Em que é que ando a procrastinar? A sentir imensa resistência na hora de começar? É precisamente nessas actividades que me fazem tão bem, essas actividades que me nutrem e que reforçam a minha conexão com o meu interior – e, especialmente, a conexão com a minha criança interior, a guardiã dos meus sonhos e desejos mais profundos.
O que não deixa de ser absolutamente irónico, ou talvez não, porque todas as formações que dou, desde o Desenhamos Juntas, ao Workshop de Procrastinação e ao programa insígnia, o Conectar para Liderar-me, são precisamente para encontrar espaços de conexão com o nosso interior, para melhorar a relação com a voz do nosso crítico interno e para reconectarmos com a nossa criança interior.
Quanto mais o tempo passa, mais percebo que estamos cá a ensinar aquilo que nós mesmas precisamos de aprender, e percebo que não sou excepção. Tenho toda uma formação sobre como superar a procrastinação precisamente porque eu própria também tenho de continuar a praticar isso. Todas as segundas-feiras Desenhamos Juntas, e à boleia de desenhos continuamos a praticar precisamente esta conexão com a nossa criança interior, com os espaços lúdicos que nos permitem respirar no nosso dia-a-dia. E tenho todo um programa de doze semanas sobre reconectar connosco próprias, o Conectar para Liderar-me, precisamente porque eu também preciso de manter a prática de me voltar a conectar comigo própria, de continuar a nutrir espaços de silêncio para ouvir “os sussurros da minha alma”, como diz Rebecca Campbell, a autora do oráculo de que vos falei. Vou deixar a respectiva referência nas notas deste episódio.
Voltando à carta que me saiu, gosto muito da palavra “sintoniza-te”. Na carta, a instrução era: “sintoniza-te com o portal do teu coração”, e eu gosto de imaginar que todas temos uma antena e que temos de a sintonizar para ouvir estas mensagens que nos chegam.
Já a Julia Cameron, no livro “O Caminho do Artista”, dizia que a nossa criatividade era uma antena que tínhamos de sintonizar para captar e canalizar as mensagens do divino, sendo que o que é divino pode ser diferente para cada uma de nós. Eu gosto de acreditar que o divino é a energia que nos rodeia, e que temos também um pouco dessa energia dentro de nós, e que, no fundo, temos de baixar o ruído para poder ouvir – e sintonizar – as nossas antenas para ouvir as mensagens que vêm da energia que nos rodeia e da energia que está dentro de nós, que é toda a mesma energia.
No fundo, gosto de acreditar que a informação já está dentro de nós, e que só temos de baixar o som do barulho que nos rodeia para podermos ouvir o que se passa cá dentro. E é aí, naturalmente, que entram estas práticas – digamos, “devocionais”, para usar a palavra da carta do oráculo – mas são práticas que nos conectam connosco, com o nosso propósito, com a nossa missão de vida, quer já saibamos qual é, quer não.
Estas práticas que nos nutrem, que criam esse espaço de silêncio, que permitem essa conexão connosco e nos permitem também receber essas mensagens, são fundamentais. E também são aquelas às que mais resisto, paradoxalmente. Quantas vezes não fui dobrar meias e cuecas em vez de me sentar a meditar?
De maneira que hoje senti esta carta, que tenho aqui à minha frente, enquanto escrevo este texto, como uma mensagem certeira, como um telegrama enviado pela minha alma, ou pela minha criança interior, para me mostrar que recentrar-me comigo mesma, com o meu propósito, criar espaços de silêncio e de oxigénio na minha vida nunca é uma perda de tempo. Não havendo uma urgência real e séria para ter aquelas meias dobradas, as meias não são mais importantes que a meditação, cantar em coro, desenhar por puro prazer ou tocar cavaquinho.
Hoje quero convidar-te a encontrar as tuas actividades “só porque sim”. São actividades que se caracterizam por não servir nenhuma função familiar, logística ou de trabalho e que servem “apenas” (e ponho aspas aqui em “apenas”) servem “apenas” a função de te dar prazer. Estas actividades aparentemente fúteis são as actividades devocionais a que a carta se refere, são as actividades que cultivam a tua conexão com o teu interior, com o teu íntimo, a tua alma, a tua criança interior.
Se ainda não tens actividades “só porque sim”, poderás sentir algumas resistências a esta ideia de fazer algo só para te dar prazer. É natural – sente essas resistências. Aparecerem resistências é sinal de que estás no bom caminho. Tenta lembrar-te do que gostavas de fazer quando eras pequena, pois aí costumam estar grandes pepitas de ouro.
E se, mesmo assim, não te lembrares de nada, não desesperes. Fica atenta à tua volta, ao teu ambiente. Se algo te chamar a atenção, toma nota, pois pode ser por aí.
Fecha os olhos e imagina-te a flutuar, rodeada de tudo o que te dá prazer. Sente essa sensação no corpo, e a seguir olha à tua volta para perceber o que te rodeia. Aí também terás boas pistas do que poderá ser uma actividade “só porque sim”.
E, antes que a dúvida se instale, quero dizer o que não é uma actividade “só porque sim”: tudo o que nos anestesie não é actividade “só porque sim”. Fazer scroll no telefone – não é; Ver uma série completa de empreitada – também não é uma actividade “só porque sim”.
Contudo, ver um filme pode ser uma actividade “só porque sim”. Depende da intenção com que o vás ver: se queres anestesiar-te, o efeito no teu corpo é um; se, pelo contrário, desejas deslumbrar-te com a arte de contar histórias, provavelmente estarás a cultivar uma conexão contigo própria.
Tenho a certeza de que cada uma de nós sabe distinguir entre o que é e o que não é uma actividade “só porque sim”, pois sentimos claramente os efeitos no nosso corpo e na nossa mente. Se nos sentimos revigoradas e nutridas, fizemos uma actividade “só porque sim”, as que nos nutrem e nos enriquecem, apesar de poderem parecer fúteis, ou perda de tempo. Já quando nos sentimos esgotadas e apagadas, é sinal de que recorremos a algo para nos anestesiar.
E agora passo-te a palavra a ti: que actividades “só porque sim” fazes? Quais gostarias de fazer, mas ainda não fazes? Ou será que ainda não sabes quais são as tuas actividades “só porque sim”? Conta-me: deixa um comentário no episódio, ou no Instagram. Quando partilhares uma fotografia da tua actividade “só porque sim”, identifica-me, ou envia-me. O meu instagram é @air_billy. Estou desejosa de conhecer as tuas actividades “só porque sim”!
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrevê-los na tua plataforma preferida de podcasts, ou então assinarr a newsletter em airdesignstudio.com para os receberes semanalmente na tua caixa de correio.
E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
By Ana Isabel RamosNão sei se já vos contei (se calhar, mais de mil vezes, mas, desmemoriada como estou, para mim é sempre novidade), mas eu adoro, adoro, adoro escrever os episódios de “Confissões”. Há mais de vinte anos atrás, quando comecei a escrever o meu blog, o meu muito querido “Entre Lisboa e Buenos Aires”, sentia este mesmo entusiasmo de cada vez que me sentava a escrever um post. E hoje, antes de me sentar a escrever este episódio, preparei o ambiente à minha volta para ser ainda mais prazeroso e divertido escrever. Movimentei o meu corpo, fiz um chá delicioso, fui buscar a minha pedra ametista e pu-la aqui à minha frente, fiz uma pequena meditação e lancei uma carta do meu oráculo.
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em www.airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrever a newsletter para os receberes semanalmente na tua caixa de correio.
E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.
Dou-te as boas-vindas a mais uma confissão de uma super-perfeccionista em recuperação, um podcast sobre perfeccionismo, criatividade e empoderamento.
Nestas confissões, vou partilhar contigo os altos e baixos do meu longo caminho de recuperação do super-perfeccionismo.
Se também tu tens vontade de deixar para trás a excessiva exigência contigo própria, soltar o perfeccionismo e abraçar a criatividade que tens dentro de ti, quer te consideres uma pessoa artística, quer não, então fica aqui nas “Confissões”.
Olá e sejam bem-vindas a este episódio de “Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação”.
Não sei se já vos contei (se calhar, mais de mil vezes, mas, desmemoriada como estou, para mim é sempre novidade), mas eu adoro, adoro, adoro escrever os episódios de “Confissões”. Há mais de vinte anos atrás, quando comecei a escrever o meu blog, o meu muito querido “Entre Lisboa e Buenos Aires”, sentia este mesmo entusiasmo de cada vez que me sentava a escrever um post. E hoje, antes de me sentar a escrever este episódio, preparei o ambiente à minha volta para ser ainda mais prazeroso e divertido escrever. Movimentei o meu corpo, fiz um chá delicioso, fui buscar a minha pedra ametista e pu-la aqui à minha frente, fiz uma pequena meditação e lancei uma carta do meu oráculo.
Em jeito de à parte, vi estas cartas de oráculo nas mãos da minha mentora de negócios, a Nayla Norryh, e decidi comprar um baralho também para mim. E não me arrependo minimamente, pois as mensagens que vêm em cada carta que tiro costumam ser absolutamente certeiras. Estou encantada!
Mas voltando ao aqui e ao agora, hoje lancei uma carta do oráculo que me falou bem fundo. Como já disse, as mensagens costumam ser certeiras, e hoje não foi excepção.
A carta que me saiu foi a do “Templo Interior. Devoção. Sintoniza-te com o portal do teu coração”, e fiquei intrigada. Fui ler o texto explicativo, que expande o significado de cada uma das cartas, e senti que aquela mensagem era mesmo dirigida a mim, no momento absolutamente certo.
Ora a mensagem da carta é precisamente a de reforçar a nossa prática de conexão com o nosso interior, através da prática que for mais adequada a cada pessoa. E há uma série de coisas que eu sei que me fazem particularmente bem: a meditação, por exemplo; mas também as minhas actividades “só porque sim”, como desenhar, cantar em coro e tocar cavaquinho.
Agora, adivinhem só. Em que é que ando a procrastinar? A sentir imensa resistência na hora de começar? É precisamente nessas actividades que me fazem tão bem, essas actividades que me nutrem e que reforçam a minha conexão com o meu interior – e, especialmente, a conexão com a minha criança interior, a guardiã dos meus sonhos e desejos mais profundos.
O que não deixa de ser absolutamente irónico, ou talvez não, porque todas as formações que dou, desde o Desenhamos Juntas, ao Workshop de Procrastinação e ao programa insígnia, o Conectar para Liderar-me, são precisamente para encontrar espaços de conexão com o nosso interior, para melhorar a relação com a voz do nosso crítico interno e para reconectarmos com a nossa criança interior.
Quanto mais o tempo passa, mais percebo que estamos cá a ensinar aquilo que nós mesmas precisamos de aprender, e percebo que não sou excepção. Tenho toda uma formação sobre como superar a procrastinação precisamente porque eu própria também tenho de continuar a praticar isso. Todas as segundas-feiras Desenhamos Juntas, e à boleia de desenhos continuamos a praticar precisamente esta conexão com a nossa criança interior, com os espaços lúdicos que nos permitem respirar no nosso dia-a-dia. E tenho todo um programa de doze semanas sobre reconectar connosco próprias, o Conectar para Liderar-me, precisamente porque eu também preciso de manter a prática de me voltar a conectar comigo própria, de continuar a nutrir espaços de silêncio para ouvir “os sussurros da minha alma”, como diz Rebecca Campbell, a autora do oráculo de que vos falei. Vou deixar a respectiva referência nas notas deste episódio.
Voltando à carta que me saiu, gosto muito da palavra “sintoniza-te”. Na carta, a instrução era: “sintoniza-te com o portal do teu coração”, e eu gosto de imaginar que todas temos uma antena e que temos de a sintonizar para ouvir estas mensagens que nos chegam.
Já a Julia Cameron, no livro “O Caminho do Artista”, dizia que a nossa criatividade era uma antena que tínhamos de sintonizar para captar e canalizar as mensagens do divino, sendo que o que é divino pode ser diferente para cada uma de nós. Eu gosto de acreditar que o divino é a energia que nos rodeia, e que temos também um pouco dessa energia dentro de nós, e que, no fundo, temos de baixar o ruído para poder ouvir – e sintonizar – as nossas antenas para ouvir as mensagens que vêm da energia que nos rodeia e da energia que está dentro de nós, que é toda a mesma energia.
No fundo, gosto de acreditar que a informação já está dentro de nós, e que só temos de baixar o som do barulho que nos rodeia para podermos ouvir o que se passa cá dentro. E é aí, naturalmente, que entram estas práticas – digamos, “devocionais”, para usar a palavra da carta do oráculo – mas são práticas que nos conectam connosco, com o nosso propósito, com a nossa missão de vida, quer já saibamos qual é, quer não.
Estas práticas que nos nutrem, que criam esse espaço de silêncio, que permitem essa conexão connosco e nos permitem também receber essas mensagens, são fundamentais. E também são aquelas às que mais resisto, paradoxalmente. Quantas vezes não fui dobrar meias e cuecas em vez de me sentar a meditar?
De maneira que hoje senti esta carta, que tenho aqui à minha frente, enquanto escrevo este texto, como uma mensagem certeira, como um telegrama enviado pela minha alma, ou pela minha criança interior, para me mostrar que recentrar-me comigo mesma, com o meu propósito, criar espaços de silêncio e de oxigénio na minha vida nunca é uma perda de tempo. Não havendo uma urgência real e séria para ter aquelas meias dobradas, as meias não são mais importantes que a meditação, cantar em coro, desenhar por puro prazer ou tocar cavaquinho.
Hoje quero convidar-te a encontrar as tuas actividades “só porque sim”. São actividades que se caracterizam por não servir nenhuma função familiar, logística ou de trabalho e que servem “apenas” (e ponho aspas aqui em “apenas”) servem “apenas” a função de te dar prazer. Estas actividades aparentemente fúteis são as actividades devocionais a que a carta se refere, são as actividades que cultivam a tua conexão com o teu interior, com o teu íntimo, a tua alma, a tua criança interior.
Se ainda não tens actividades “só porque sim”, poderás sentir algumas resistências a esta ideia de fazer algo só para te dar prazer. É natural – sente essas resistências. Aparecerem resistências é sinal de que estás no bom caminho. Tenta lembrar-te do que gostavas de fazer quando eras pequena, pois aí costumam estar grandes pepitas de ouro.
E se, mesmo assim, não te lembrares de nada, não desesperes. Fica atenta à tua volta, ao teu ambiente. Se algo te chamar a atenção, toma nota, pois pode ser por aí.
Fecha os olhos e imagina-te a flutuar, rodeada de tudo o que te dá prazer. Sente essa sensação no corpo, e a seguir olha à tua volta para perceber o que te rodeia. Aí também terás boas pistas do que poderá ser uma actividade “só porque sim”.
E, antes que a dúvida se instale, quero dizer o que não é uma actividade “só porque sim”: tudo o que nos anestesie não é actividade “só porque sim”. Fazer scroll no telefone – não é; Ver uma série completa de empreitada – também não é uma actividade “só porque sim”.
Contudo, ver um filme pode ser uma actividade “só porque sim”. Depende da intenção com que o vás ver: se queres anestesiar-te, o efeito no teu corpo é um; se, pelo contrário, desejas deslumbrar-te com a arte de contar histórias, provavelmente estarás a cultivar uma conexão contigo própria.
Tenho a certeza de que cada uma de nós sabe distinguir entre o que é e o que não é uma actividade “só porque sim”, pois sentimos claramente os efeitos no nosso corpo e na nossa mente. Se nos sentimos revigoradas e nutridas, fizemos uma actividade “só porque sim”, as que nos nutrem e nos enriquecem, apesar de poderem parecer fúteis, ou perda de tempo. Já quando nos sentimos esgotadas e apagadas, é sinal de que recorremos a algo para nos anestesiar.
E agora passo-te a palavra a ti: que actividades “só porque sim” fazes? Quais gostarias de fazer, mas ainda não fazes? Ou será que ainda não sabes quais são as tuas actividades “só porque sim”? Conta-me: deixa um comentário no episódio, ou no Instagram. Quando partilhares uma fotografia da tua actividade “só porque sim”, identifica-me, ou envia-me. O meu instagram é @air_billy. Estou desejosa de conhecer as tuas actividades “só porque sim”!
Confissões de uma super-perfeccionista em recuperação é um podcast de Ana Isabel Ramos, designer, ilustradora, autora de livros e mentora de criatividade em airdesignstudio.com e no Instagram como @air_billy.
Se não queres perder nenhum episódio, poderás subscrevê-los na tua plataforma preferida de podcasts, ou então assinarr a newsletter em airdesignstudio.com para os receberes semanalmente na tua caixa de correio.
E se algo neste episódio vibrou dentro de ti, partilha-o com as pessoas da tua vida que poderão também encontrar um eco nestas confissões. Um passo de cada vez, recuperaremos do perfeccionismo e abraçaremos a fluidez para trazermos à superfície o melhor de nós.