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Série de entrevistas com pesquisadore(a)s argentino(a)s, integrantes do "Instituto de Investigaciones en Didáctica de las Ciencias Naturales y la Matemática" (CeFIEC), da Universidade de Buenos Aires. ( Buscávamos compreender os modos pelos quais incorporam conteúdos e desenvolvem intervenções pedagógicas a partir dos aportes teóricos da filosofia, história, sociologia e psicologia - em interação com preocupações de um ensino de ciências em perspectiva diversa e consistente ).
Essa conversa foi com o Prof. Agustín Adúriz-Bravo.
Adúriz-Bravo é um profissional engajado na mudança de estratégias para que as atividades de sala de aula sejam as mais coletivas e dialógicas possíveis, mas sem que esse ideário positivo da promoção democrática de múltiplas vozes descambe para um descompromisso com os conteúdos científicos. Seu projeto, de já muitos anos, é o de romper com a imagem sisuda e infalível do mundo da ciência. Por essa razão, recorre ao universo semântico dos modelos para demonstrar a professores em formação os fatores (cognitivos e culturais) intervenientes nos processos de produção do conhecimento e de argumentação entre pares.
Com o intuito de que a entrevista fizesse uma ampla cobertura dos temas pertinentes à “Naturaleza de la Ciencia” (campo em que o Professor Adúriz-Bravo tem uma produção intelectual reconhecida internacionalmente), procuramos elaborar questões que tangenciassem aspectos tanto cognitivos, quanto contextuais do conhecimento científico.
Série de entrevistas com pesquisadore(a)s argentino(a)s, integrantes do "Instituto de Investigaciones en Didáctica de las Ciencias Naturales y la Matemática" (CeFIEC), da Universidade de Buenos Aires. ( Buscávamos compreender os modos pelos quais incorporam conteúdos e desenvolvem intervenções pedagógicas a partir dos aportes teóricos da filosofia, história, sociologia e psicologia - em interação com preocupações de um ensino de ciências em perspectiva diversa e consistente ).
Essa conversa foi com o Prof. Leonardo Galli.
A conversa com esse pesquisador foi extremamente importante para compreendermos mais detalhes sobre o modelo teórico-metodológico empregado por Gaston Pérez, que foi seu orientando de doutorado.
Galli é fervoroso defensor de uma educação científica que promova o pensamento crítico. Mas está convencido de que não se deve abrir mão dos valores lógico-racionais que a ciência já nos demonstrou possuir. Claramente, se preocupa que o combate a visões reducionistas (algo imprescindível) implique na exclusão da dimensão biológica do comportamento humano – o que torna hegemônico um outro tipo de reducionismo: o sociocultural. Para o pesquisador, trata-se de cumprir quatro medidas a fim de que a compreensão dos fenômenos escape da armadilha unidimensional: privilegiar as perspectivas epistemológicas mais sofisticadas (modelo-teóricas e sociocríticas); compatibilizar pluralidade teórica com reservas a concepções excepcionalistas do humano; selecionar casos relevantes para uma abordagem direta; e analisar criteriosamente os vieses cognitivos (p.ex. as concepções de intencionalidade e razão de ser).
Os estilos de raciocínio intuitivos dos alunos não têm de ser impedidos de se manifestar. A ideia é que – conforme as circunstâncias o exijam – alguns deles sejam revistos, crítica e conscientemente, a partir do que evidencia a confirmação de teorias científicas. Até porque os próprios cientistas usam, em determinadas instâncias do processo investigativo, estilos de raciocínio que todos nós empregamos – e isso tem de ser esclarecido aos estudantes.
Entrevista realizada no dia 27 de Junho de 2023 (nas dependências do Instituto CeFIEC).
Série de entrevistas com pesquisadore(a)s argentino(a)s, integrantes do "Instituto de Investigaciones en Didáctica de las Ciencias Naturales y la Matemática" (CeFIEC), da Universidade de Buenos Aires. ( Buscávamos compreender os modos pelos quais incorporam conteúdos e desenvolvem intervenções pedagógicas a partir dos aportes teóricos da filosofia, história, sociologia e psicologia - em interação com preocupações de um ensino de ciências em perspectiva diversa e consistente ).
Essa conversa foi com a Profa. Geraldine Chadwick.
O contato com essa Licenciada em Física, Doutora em didática de ciências naturais “en contextos de diversidad cultural” foi uma grande (e inesperada) oportunidade de conhecer modos de introduzir no ensino questões a ver com etnociência, conhecimentos ancestrais e interculturalidade – temas que se apresentam como muito pertinentes se o interesse é justamente visar uma perspectiva epistemológica de ordem geográfica ou “situada”.
Para Chadwick, a escola, por ser peça fundamental na definição de dualidades (por exemplo a “nosotros-otros”), precisaria conceber práticas que moderassem toda tendência à inferiorização, evitando a que se naturalizem visões hierárquicas que estigmatizam certos grupos e tradições de conhecimento. De modo específico, a pesquisadora se alinha a uma atual preocupação pedagógica chamada “Educación Intercultural Bilingüe”; e estuda as diferenças significativas presentes em cosmologias indígenas – em especial, no seio da comunidade Qom, instalada atualmente no território do Gran Chaco argentino. E, entendendo que as crianças pertencentes a outras culturas possam ter dificuldade em assimilar os modelos científicos ocidentais, se esforça em compatibiliza-los com modelos explicativos de culturas indígenas, a fim de que o espaço da escola não segregue visões mitológicas, e antes seja um ambiente em que elas percebam pontos de contato e valorizem a função especial de cada tipo de conhecimento.
Entrevista realizada no dia 21 de Junho de 2023 (nas dependências do Instituto CeFIEC).
Série de entrevistas com pesquisadore(a)s argentino(a)s, integrantes do "Instituto de Investigaciones en Didáctica de las Ciencias Naturales y la Matemática" (CeFIEC), da Universidade de Buenos Aires. ( Buscávamos compreender os modos pelos quais incorporam conteúdos e desenvolvem intervenções pedagógicas a partir dos aportes teóricos da filosofia, história, sociologia e psicologia - em interação com preocupações de um ensino de ciências em perspectiva diversa e consistente ).
Essa conversa foi com o Prof. Fernando Bifano.
Esse docente atua na área de Ensino de Matemáticas e com ele tivemos a chance de tomar contato com um sugestivo modo de interpretar os gêneros de atuação dos professores em sala de aula. Trata-se, por exemplo, do termo “identidad documental”, que o pesquisador cunhou para averiguar quais traços predominam no trabalho desses profissionais do ensino. Ou seja, em que grau apresentam (ou fomentam) autonomia, reflexividade, permeabilidade, criatividade e pertencimento.
Entrevista realizada no dia 12 de Junho de 2023 (nas dependências do Instituto CeFIEC).
Série de entrevistas com pesquisadore(a)s argentino(a)s, integrantes do "Instituto de Investigaciones en Didáctica de las Ciencias Naturales y la Matemática" (CeFIEC), da Universidade de Buenos Aires. ( Buscávamos compreender os modos pelos quais incorporam conteúdos e desenvolvem intervenções pedagógicas a partir dos aportes teóricos da filosofia, história, sociologia e psicologia - em interação com preocupações de um ensino de ciências em perspectiva diversa e consistente ).
Essa conversa foi com o Prof. Alejandro Pujalte.
Pujalte tem larga experiência docente no ensino de Ciências nos âmbitos secundário e superior. E vimos se tratar de um expert no tema “imágen de ciencia y de científico”. O pesquisador há vários anos investiga o imaginário em torno do mundo dos cientistas que predomina entre estudantes e professores. Avalia características estereotipadas e os efeitos que vários produtos culturais (como a literatura e o cinema, por exemplo) podem ter na alimentação desses imaginários.
Com o acúmulo de estudos interventivos Pujalte pôde perceber nuances, segundo a faixa etária e o sexo dos estudantes. Possivelmente por uma questão de maturidade, as meninas tendem a fazer desenhos mais facilmente reconhecíveis como pertencentes ao gênero feminino. No caso dos meninos, por vezes, esse tipo de discernimento não se manifesta. Isso faz pensar que, possivelmente, os homens, de um modo geral, tendem a enxergar mais os praticantes da ciência dentro de um estereótipo.
Entrevista realizada no dia 06 de Junho de 2023 (nas dependências do Instituto CeFIEC).
Série de entrevistas com pesquisadore(a)s argentino(a)s, integrantes do "Instituto de Investigaciones en Didáctica de las Ciencias Naturales y la Matemática" (CeFIEC), da Universidade de Buenos Aires. ( Buscávamos compreender os modos pelos quais incorporam conteúdos e desenvolvem intervenções pedagógicas a partir dos aportes teóricos da filosofia, história, sociologia e psicologia - em interação com preocupações de um ensino de ciências em perspectiva diversa e consistente ).
Essa conversa foi com o Prof. Martín Pérgola.
Esse jovem pesquisador, especialista em Ensino de Química, nos esclareceu os modos pelos quais ele formula estratégias e aplica dinâmicas, orientado pelos temas “aprendizaje autorregulado” e “enseñanza en contexto”.
Para Pérgola, o professor não deve apresentar grande quantidade de informações no início das atividades; tampouco pautar excessivamente os trabalhos planejados pelos diferentes grupos, a fim de não interferir no trabalho autorregulado dos próprios alunos. O desenvolvimento das atividades deve primar a que os alunos tomem consciência de seus conflitos cognitivos para, então, explicar os fenômenos. Eles têm de enfrentar os limites do que sabem, do que pensam saber e do que não sabem. É nesse sentido que os conteúdos são trabalhados em um ambiente chamado “contextualizado”.
Entrevista realizada no dia 29 de Maio de 2023 (nas dependências do Instituto CeFIEC).
Série de entrevistas com pesquisadore(a)s argentino(a)s, integrantes do "Instituto de Investigaciones en Didáctica de las Ciencias Naturales y la Matemática" (CeFIEC), da Universidade de Buenos Aires. ( Buscávamos compreender os modos pelos quais incorporam conteúdos e desenvolvem intervenções pedagógicas a partir dos aportes teóricos da filosofia, história, sociologia e psicologia - em interação com preocupações de um ensino de ciências em perspectiva diversa e consistente ).
Essa conversa foi com o Prof. Gaston Pérez.
Com esse pesquisador, atuante no campo do Professorado em Biologia, tomamos conhecimento de dois interessantes conceitos que vêm sendo operacionalizados para diagnosticar dificuldades de aprendizagem de teorias científicas: o de “obstáculo” e “regulación”.
O “obstáculo epistemológico” é uma forma de raciocínio que tem funcionalidade no quotidiano e, por isso, não é “eliminável’ de modo simples. Por outro lado, o trabalho didático poderia propor o desenvolvimento de uma “vigilância metacognitiva”. O obstáculo afeta a compreensão de modelos científicos e, por vezes, pode dificultar esse processo. Logo, a referida vigilância teria a função de fomentar nos estudantes a ideia de que podem regular o obstáculo de modo consciente. Essa regulação metacognitiva envolve processos de controle executivo de sua própria cognição, o que auxilia o desenvolvimento da aprendizagem. O obstáculo pode ser, por exemplo, “desestabilizado” mediante um primeiro momento em que ele é fortalecido transitoriamente entre os membros do grupo, para depois serem demonstradas as suas limitações como forma de raciocínio. Outra instância seria a reconstrução do conceito que se contrapõe ao obstáculo, enfatizando seu campo de validação a partir de experiências e analogias ilustrativas.
Entrevista realizada no dia 23 de Maio de 2023 (nas dependências do Instituto CeFIEC).
Série de entrevistas com pesquisadore(a)s argentino(a)s, integrantes do "Instituto de Investigaciones en Didáctica de las Ciencias Naturales y la Matemática" (CeFIEC), da Universidade de Buenos Aires. ( Buscávamos compreender os modos pelos quais incorporam conteúdos e desenvolvem intervenções pedagógicas a partir dos aportes teóricos da filosofia, história, sociologia e psicologia - em interação com preocupações de um ensino de ciências em perspectiva diversa e consistente ).
Essa conversa foi com a Profa. Andrea Revel-Chion.
A pesquisadora, especialista em Didática da Biologia, desde o início dos anos 2000 vem procurando convergir abordagens integradas, perspectivas críticas e foco aplicado em contextos educativos. Sua “mirada de conjunto” pareceu-nos especialmente oportuna para estabelecer atividades colaborativas entre professores de ciências naturais e sociais – principalmente em se tratando do tema a que a profissional se dedica a investigar: a reemergência de enfermidades e suas relações com fatores socioeconômicos em contexto sul-americano.
Para Revel-Chion uma concepção exclusivamente “ecológico-biológica” (dado que tenderia a omitir o caráter histórico dos problemas) é letal para um efetivo entendimento das questões de saúde em sua inteireza.
Entrevista realizada no dia 23 de Maio de 2023 (nas dependências do Instituto CeFIEC).
Entrevistas com uma nova geração de professores do ensino escolar, que dão suas impressões pessoais e relatam experiências com programas de ensino e definição de currículos.
Tiago Fernandes Rufo é bacharel e Doutor em Geografia e atua como professor na rede de ensino público do Distrito Federal. Atualmente, coordena a implementação do chamado "Novo Ensino Médio" na Regional do Paranoá. Ele destaca sobretudo os entraves que, na prática, são enfrentados pelos professores e gestores.
Entrevista realizada no dia 25 de Fevereiro de 2023 (via plataforma virtual "Teams").
Entrevistas com representantes da nova geração de geógrafos brasileiros, com notáveis experiências no campo dos estudos aplicados da disciplina.
Vevila Rezende Dornelles é geógrafa e doutorou-se, recentemente, pela "School of Archaeology, Geography and Environmental Sciences" (Inglaterra, 2020). Especialista no grande tema das "Geografias Digitais", Vevila tem investigado fenômenos de territorialidade no ciberespaço - em especial, preocupando-se com implicações de exclusão e gênero intensificadas pelos dispositivos tecnológicos. Pratica, neste sentido, uma ciência de interface com os campos geográfico e sociológico - se valendo, ademais, de uma perspectiva feminista.
Entrevista realizada no dia 08 de Setembro de 2022 (via plataforma virtual "Teams").
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