Parece ficção científica, mas essa já é uma das previsões mais desconfortáveis da inteligência artificial.
A pesquisadora Catriona Campbell chamou isso de “geração Tamagotchi”: um futuro em que pessoas poderiam criar crianças digitais em vez de filhos biológicos.
E a tecnologia já começa a apontar nessa direção. A Soul Machines, da Nova Zelândia, desenvolveu projetos como o BabyX, uma simulação de bebê digital criada para reagir, aprender e interagir de forma parecida com uma criança.
Ainda não estamos falando de filhos virtuais vendidos em massa.
Mas a pergunta já chegou antes do produto:
o que acontece quando a IA consegue simular afeto, presença e vínculo?
Porque um filho real não existe para nos agradar.
Ele contraria, cresce, sofre, muda e existe para além da nossa vontade.
Já uma criança digital pode parecer perfeita justamente porque pode ser pausada, reiniciada, ajustada ou cancelada.
Talvez o problema não seja uma máquina parecer viva.
Talvez seja a gente começar a preferir relações sem risco, sem conflito e sem liberdade real.
Você criaria um filho virtual?
Ou isso já passou de todos os limites?