Existe um cansaço que não vem da carga de trabalho. Vem da falta de sentido. Você entrega e ninguém nota. Faz bem feito e o crédito vai para outro. Se esforça e a resposta é uma meta maior. Aos poucos a pergunta se instala: para quê?
O mundo corporativo percebeu essa crise e deu nome a ela: falta de propósito, desengajamento, a onda de quem faz o mínimo para não ser demitido. Consultorias vendem propósito como se fosse mais um benefício no pacote. Mas a pergunta que resolve isso não é nova. Ela já tinha resposta, e estava escrito, numa carta enviada a trabalhadores que estavam na pior posição possível.
PARA QUEM ISSO FOI ESCRITO
Colossenses 3.23 é a frase que todo mundo conhece: tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, não para os homens. Antes de aplicar, veja o endereço. O versículo anterior dirige a instrução aos escravos, e o versículo seguinte é o que lemos no estudo de ontem: senhores, deem aos seus escravos o que é justo e direito. É o mesmo parágrafo da mesma carta. Num momento Paulo fala com quem está em cima, no outro com quem está embaixo. A Escritura não escolhe um lado da relação de trabalho. Ela cobra os dois, e cada um está diante de Deus.
E o que Paulo diz ao trabalhador sem nenhum poder, sem salário digno, sem liberdade de pedir demissão? Ele faz uma troca de patrão. Um detalhe do original: o verbo do versículo 24, servem, é da mesma família da palavra escravo, que abre a instrução no versículo 22. Paulo pega o vocabulário da pior condição de trabalho do mundo antigo e vira do avesso. Você serve, sim, mas o seu Senhor verdadeiro não é o que está na sua frente. É o Senhor dos senhores, que está no céu. O trabalho ganha uma testemunha que nunca falta ao seu dia. O chefe pode não ver, o cliente pode não agradecer, mas nada do que é feito de todo o coração passa despercebido a Jesus Cristo.
CAPÍTULOS
00:00 O sexto estudo da série
00:22 Para quem você trabalha?
00:35 O cansaço que vem da falta de sentido
00:55 Falta de propósito, desengajamento
01:12 A pergunta já tinha resposta
01:26 Colossenses 3.23: veja para quem foi escrito
01:49 A Escritura cobra os dois lados
02:03 A troca de patrão
02:23 Servem e escravo: a mesma família de palavras
02:50 Uma testemunha que nunca falta
03:06 Herança não é salário
03:25 Bom desempenho não compra o céu
03:38 Primeiro a identidade, depois o modo de servir
03:58 José no Egito
04:27 Se a história parasse aqui
04:39 Por fazer o certo, acaba na prisão
05:01 A mesma frase, atrás das grades
05:11 O que mudou e o que não mudou
05:48 Deus garante a presença, não a promoção
06:05 Mateus 11.28: a leitura do carpinteiro
06:42 O jugo é uma peça de trabalho
06:50 Outro jugo, não jugo nenhum
07:30 Tomar o jugo era aprender de alguém
07:57 O descanso vem antes do serviço
08:16 Satisfação no trabalho é dom
08:42 Aplicação: a troca de patrão
08:54 Para quem trabalha: a pergunta literal
09:35 O que isso não significa
09:55 Para quem lidera
10:18 Quem serve a Cristo tem um limite
10:31 Para quem observa o desgaste ao redor
10:57 Uma folha de papel em branco
11:17 A troca de patrão em oração
11:43 Amanhã: a corrida e a coroa
Fica a tarefa: pegue uma folha de papel em branco e escreva a resposta. No último mês, para quem eu trabalhei? Para onde o meu esforço realmente se dirigiu: aplauso, medo, salário, pessoas, ou para o Senhor? E antes do próximo expediente, faça a troca de patrão em oração. Senhor, eu trabalho para ti. Vou falar com pessoas difíceis, vou ter dificuldades neste dia, mas eu trabalho para ti, e farei como se fosse para o Senhor.
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