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O EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao seu 50º episódio com uma discussão sobre a evolução do tratamento do câncer do colo do útero recorrente ou metastático. A edição aborda os avanços terapêuticos dos últimos anos, as opções disponíveis e os desafios para ampliar o acesso aos tratamentos no Brasil.
Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia Moura Leite Netto, a conversa reúne Adriana Moura, médica oncologista do DF Star/Rede D’Or e do Hospital Universitário de Brasília e membro da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO); Christiane de Melo Souza, oncologista clínica da CROMA Oncologia, no Rio de Janeiro, com observership em oncoginecologia pelo Instituto Europeu de Oncologia e médica pesquisadora do INCA em tumores ginecológicos; e Gilmara Anne da Silva Resende, oncologista clínica, médica pesquisadora do Centro Integrado de Pesquisa da Amazônia e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica e da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO).
O episódio explica as diferenças entre doença persistente, recorrente e metastática, os fatores associados ao risco de retorno do câncer e como é realizado o acompanhamento após o tratamento inicial. Entre os temas estão os sinais que podem indicar uma recorrência, os exames utilizados para investigar a doença e as situações em que cirurgia ou radioterapia ainda podem ser empregadas com intenção curativa.
A conversa também apresenta a evolução do tratamento medicamentoso. Christiane explica como a combinação de quimioterapia com bevacizumabe e, mais recentemente, a incorporação da imunoterapia modificaram as possibilidades terapêuticas. O estudo KEYNOTE-826, que avaliou a adição de pembrolizumabe à quimioterapia, com ou sem bevacizumabe, ganha destaque pelos resultados obtidos em pacientes com tumores que apresentam expressão de PD-L1.
Gilmara aborda os critérios utilizados para escolher o tratamento mais adequado, considerando as características do tumor, as condições clínicas da paciente, os tratamentos anteriores e as diferenças de acesso entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde suplementar. A discussão inclui o papel dos biomarcadores na seleção das terapias e as alternativas disponíveis quando a doença progride após o tratamento inicial.
Adriana apresenta os resultados de estudos com imunoterapias utilizadas após a progressão da doença, como o EMPOWER-Cervical 1, que avaliou o cemiplimabe. As especialistas também discutem os anticorpos conjugados a medicamentos (ADCs), novas estratégias em investigação e o potencial dessas abordagens para ampliar as opções de tratamento nos próximos anos.
O episódio destaca também o papel da equipe multidisciplinar, dos cuidados paliativos e da participação da paciente nas decisões ao longo do tratamento.
A conversa aborda ainda os avanços no tratamento da doença localmente avançada, com os estudos KEYNOTE-A18 e INTERLACE, e reforça os desafios brasileiros relacionados ao acesso à radioterapia, aos exames e aos novos medicamentos.
O episódio termina com uma reflexão sobre a importância da prevenção, da vacinação contra o HPV e do diagnóstico precoce. Embora novas tecnologias estejam ampliando as possibilidades de tratamento, as convidadas reforçam que reduzir a ocorrência de casos avançados e garantir acesso aos cuidados continuam sendo prioridades no enfrentamento do câncer do colo do útero.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA).
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
Patrocínio: MSD
#setembroemflor #câncer #evacast #cancerginecologico #cancerdecolodoutero #imunoterapia #oncologia
O EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao seu 49º episódio com uma edição especial do Setembro em Flor 2026 dedicada às transformações que estão tornando a oncologia cada vez mais personalizada e ao papel do cuidado humano diante dos avanços tecnológicos.
Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia, Moura Leite Netto, a conversa reúne Andreza Souto, oncologista clínica do Hospital Santa Lúcia/Oncoclínicas, com foco em tumores femininos, oncogenética e oncologia de precisão, mestre em Oncologia, membro da diretoria do Grupo EVA, do comitê de apoio a pacientes do Grupo Gbecam, do comitê científico da Rebrach e do comitê de oncogenética da SBCO; Luciana Landeiro, oncologista clínica do Grupo Oncoclínicas, membro do comitê de ética do Grupo EVA e do comitê de relações institucionais da SBOC e doutora em Ciências pela USP-SP; e Rafael Salim, médico patologista pela Unifesp/EPM, com atuação em ginecopatologia no Einstein Hospital Israelita e no Grupo DASA.
O episódio discute o que significa, na prática, personalizar o tratamento dos cânceres ginecológicos. Características da paciente, como idade, condições clínicas, funcionalidade, desejo de preservar a fertilidade e preferências individuais, precisam ser consideradas em conjunto com informações sobre o tumor para definir a estratégia mais adequada para cada caso.
A conversa mostra ainda como a patologia passou a fornecer informações cada vez mais detalhadas sobre os tumores. Classificação molecular, características histológicas e biomarcadores podem diferenciar doenças antes agrupadas sob um mesmo diagnóstico e, em determinadas situações, orientar a escolha do tratamento.
Entre os temas estão também o uso de novas tecnologias, como cirurgia robótica, radioterapia de alta precisão, terapias-alvo e imunoterapia e a necessidade de avaliar quais pacientes realmente podem se beneficiar de cada estratégia. O episódio aborda ainda as limitações de acesso aos testes moleculares e biomarcadores e os desafios para que a oncologia de precisão não fique restrita aos grandes centros.
A inteligência artificial ganha espaço na discussão sobre o presente e o futuro da oncologia. Os convidados explicam como ela pode auxiliar na análise de exames, no processamento de grandes volumes de informações, na integração de dados clínicos, patológicos e moleculares e na identificação de pacientes para estudos clínicos. Ao mesmo tempo, discutem seus limites e reforçam que essas ferramentas devem apoiar (e não substituir) a decisão médica.
O episódio também destaca que personalizar o cuidado vai além das características moleculares do tumor. Medos, prioridades, sexualidade, fertilidade, trabalho, independência e outros aspectos da vida da paciente precisam entrar nas decisões. Mesmo diante de exames, algoritmos e tratamentos cada vez mais sofisticados, a escuta, o acompanhamento e a decisão compartilhada permanecem fundamentais.
O especial do Setembro em Flor reforça que a tecnologia pode ampliar a capacidade de personalizar o tratamento, mas as decisões continuam sendo construídas entre paciente, médico e equipe de saúde.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA). Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
Apoiadores do Setembro em Flor 2026: Libbs, AbbVie, AstraZeneca, GSK e MSD.
#setembroemflor #câncer #evacast #cancerginecologico #oncologiadeprecisao #inteligenciaartificial
O EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao seu 48º episódio com uma edição especial do Setembro em Flor 2026, dedicada à importância de conectar médicos, pacientes, familiares, cuidadores e equipe multidisciplinar em uma mesma rede de cuidados.
Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia Moura Leite Netto, a conversa reúne Natasha Carvalho Pandolfi, oncologista clínica com foco em tumores femininos e do Sistema Nervoso Central e vice-coordenadora da Residência de Oncologia Clínica do A.C.Camargo Cancer Center; Quézia Queiroz, jornalista de saúde, fundadora do ONCOFAKE, iniciativa de combate à desinformação sobre câncer, sobrevivente de câncer de ovário, colunista e voluntária do Instituto Oncoguia; e Elida do Monte Silva Andrade, enfermeira navegadora do centro de referência de ginecologia no A.C.Camargo Cancer Center, especializada em Oncologia.
O episódio discute como o cuidado da paciente com câncer ginecológico pode ser construído de forma integrada, considerando não apenas as decisões médicas e o tratamento, mas também as necessidades que surgem ao longo de toda a jornada. A conversa aborda o papel dos diferentes profissionais, a proximidade da enfermagem com a paciente e a importância da comunicação entre quem participa do cuidado.
A partir da experiência de Quézia como jornalista, fundadora de uma iniciativa de combate à desinformação e sobrevivente de câncer de ovário, o episódio também traz a perspectiva da paciente para o centro da discussão. Entre os temas estão o impacto das informações e opiniões recebidas após o diagnóstico, a participação da mulher nas decisões sobre seu tratamento e os desafios impostos pela desinformação sobre câncer.
Natasha aborda a importância da atuação conjunta de diferentes especialidades e da decisão compartilhada, especialmente diante de tratamentos complexos. Elida traz a experiência da enfermagem e discute como o contato próximo durante o tratamento pode ajudar a identificar necessidades que a paciente nem sempre consegue comunicar à equipe médica, além do papel de familiares e cuidadores nessa rede.
A conversa também passa por aspectos que podem acompanhar o tratamento para além dos efeitos físicos, como saúde emocional, sexualidade, fertilidade, trabalho e vida familiar, e discute caminhos para oferecer um cuidado integrado mesmo em locais que não contam com uma ampla estrutura multidisciplinar.
O episódio especial do Setembro em Flor reforça a importância de manter a paciente no centro do cuidado e de estabelecer diálogo entre profissionais de saúde, familiares, cuidadores e a própria mulher, construindo uma rede capaz de acompanhá-la nas diferentes etapas da jornada oncológica.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA). Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
Apoiadores do Setembro em Flor 2026: Libbs, AbbVie, AstraZeneca, GSK e MSD.
#setembroemflor #câncer #evacasst #cancerginecologico #prevencao #rededecuidado
O EVA CAST, podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), chega ao seu 47º episódio discutindo como a classificação molecular e os biomarcadores estão transformando o tratamento do câncer de endométrio avançado e permitindo escolhas terapêuticas cada vez mais individualizadas.
Conduzida pelo jornalista e doutor em Oncologia Moura Leite Netto, a conversa reúne Larissa Müller Gomes, médica oncologista da Rede Américas e diretora de Comunicação do Grupo EVA; Leandro Apolinário, oncologista do Hospital Santa Joana, em Recife; e Gustavo Focchi, médico patologista, Head do Time de Ginecopatologia do Laboratório DASA e professor adjunto doutor do Departamento de Patologia da UNIFESP.
Ao longo do episódio, os especialistas explicam por que o câncer de endométrio deixou de ser entendido como uma doença única. Tumores que parecem semelhantes podem apresentar comportamentos e respostas ao tratamento diferentes, e a classificação molecular permite compreender melhor essas características. A incorporação dessas informações também passou a influenciar o próprio estadiamento e as decisões terapêuticas.
A discussão aborda o papel da patologia, da imunohistoquímica e de biomarcadores como p53, MMR, POLE, receptor de estrógeno e HER2, além dos desafios para ampliar o acesso aos testes moleculares no Brasil. Leandro destaca que a disponibilidade de centros diagnósticos e os custos ainda representam obstáculos importantes para que esses exames cheguem às pacientes em diferentes regiões do país.
Outro foco é a imunoterapia, que passou a ocupar um papel central no câncer de endométrio avançado, com benefício especialmente expressivo entre pacientes com deficiência do sistema de reparo do DNA. O episódio discute como os biomarcadores ajudam a identificar quem pode se beneficiar das diferentes estratégias e como a decisão compartilhada permite considerar, além das características do tumor, as condições clínicas, os efeitos adversos e as preferências da paciente.
O futuro também entra na conversa. Gustavo explica como a inteligência artificial poderá auxiliar na análise de lâminas e na identificação de características moleculares dos tumores, embora algumas dessas aplicações ainda estejam em desenvolvimento. Larissa aborda ainda estudos que investigam tanto a possibilidade de reduzir a intensidade do tratamento para determinados grupos de pacientes quanto novas terapias para aquelas que precisam de outras opções.
Ao final, os convidados reforçam a importância de conhecer as características de cada tumor para selecionar o tratamento adequado. “As pacientes não são todas iguais”, resume Larissa, ao defender que as informações corretas sobre a doença são fundamentais para definir a estratégia terapêutica e o momento de utilizá-la. Leandro destaca a necessidade de colocar a paciente no centro da tomada de decisão, enquanto Gustavo chama atenção para a qualidade do material analisado como ponto essencial para um diagnóstico molecular adequado.
O episódio mostra como a integração entre oncologia e patologia vem permitindo compreender melhor as diferenças entre os tumores de endométrio e avançar na direção de tratamentos orientados pelas características da doença e de cada paciente.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos(EVA).
Produção: SENSU Consultoria de Comunicação e Banca deConteúdo.
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto.
Captação e edição de som: J. Benê.
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin Direção:Luciana Oncken
O episódio 46 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, discute como a imunoterapia vem transformando o tratamento dos tumores ginecológicos e quais caminhos podem ampliar seus benefícios nos próximos anos. Já incorporada à prática clínica em diferentes cenários do câncer do colo do útero e do endométrio, essa estratégia ainda apresenta resultados mais restritos no câncer de ovário e abre novas frentes de pesquisa, especialmente em combinação com outras modalidades de tratamento.
Participam da conversa Fernanda Cano Casarotto, oncologista clínica, membro da Diretoria do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA), líder em Gineco-oncologia do Hospital Nora Teixeira/Santa Casa de Porto Alegre e coordenadora do Comitê de Rastreamento e Prevenção da SBOC; e Pedro Zanúncio, médico radio-oncologista da Beneficência Portuguesa de São Paulo e Grupo Oncoclínicas.
Ao longo do episódio, os especialistas explicam como a imunoterapia atua sobre o sistema imunológico e por que biomarcadores e características da biologia tumoral são importantes para identificar as pacientes com maior possibilidade de benefício.
Entre os temas abordados estão os avanços da imunoterapia nos cânceres do colo do útero e do endométrio, a classificação molecular, a deficiência do sistema de reparo do DNA, a expressão de PD-L1 e outros biomarcadores que ajudam a orientar decisões terapêuticas. A conversa também analisa por que o câncer de ovário tem apresentado respostas mais modestas à imunoterapia e quais evidências recentes começam a apontar novas possibilidades para pacientes com doença resistente aos tratamentos já utilizados.
Outro destaque é a combinação entre imunoterapia e radioterapia. O episódio explica como a radiação, além de atuar diretamente sobre o tumor, pode modificar seu microambiente e estimular uma resposta do sistema imunológico. Os convidados discutem conceitos como tumores “frios” e “quentes”, efeito abscopal, momento ideal para combinar os tratamentos, dose e fracionamento da radioterapia e as evidências que vêm consolidando essa integração, especialmente no câncer do colo do útero.
A conversa aborda ainda a evolução tecnológica da radioterapia, com técnicas que permitem direcionar o tratamento com maior precisão e reduzir a exposição de estruturas saudáveis. Os especialistas discutem como esses avanços contribuem para incorporar novas terapias com maior segurança, buscando melhorar o controle da doença sem perder de vista as toxicidades e a qualidade de vida das pacientes. Também entram no debate os desafios dos tumores ginecológicos raros, a importância dos estudos clínicos e as barreiras de acesso à imunoterapia no Brasil, tanto na saúde suplementar quanto no SUS.
Na reta final, Fernanda Cano Casarotto e Pedro Zanúncio reforçam que o avanço da imunoterapia e da radio-oncologia passa por uma seleção cada vez mais individualizada das pacientes. O objetivo é identificar quem realmente precisa de intensificação do tratamento, quem pode ser poupada de terapias desnecessárias e como biomarcadores e novas evidências podem ajudar a equilibrar eficácia, segurança e qualidade de vida.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)
Produção: SENSU Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
O episódio 45 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, discute o papel cada vez mais estratégico da patologia e dos biomarcadores na tomada de decisão no câncer de ovário. Muito além da confirmação do diagnóstico, a patologia passou a integrar informações histológicas, imunohistoquímicas e moleculares que ajudam a definir prognóstico, selecionar terapias-alvo e orientar uma abordagem cada vez mais personalizada para as pacientes.
Participam da conversa Karla Kabach, médica patologista do Hospital Israelita Albert Einstein, com foco em tumores ginecológicos, e professora adjunta do Departamento de Patologia da Escola Paulista de Medicina (Unifesp); Louise De Brot, médica patologista e head de Patologia do A.C.Camargo Cancer Center e membro do Comitê de Ética do Grupo EVA; e Márcia Graudenz, professora titular do Departamento de Patologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e chefe do Laboratório de Patologia e Biologia Molecular do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Ao longo do episódio, as especialistas explicam como a caracterização molecular do câncer de ovário vem transformando a prática clínica e ampliando as possibilidades da medicina de precisão.
Entre os temas abordados estão os diferentes subtipos histológicos do câncer de ovário, a importância da imunohistoquímica e do sequenciamento genético na classificação tumoral, o papel da deficiência de recombinação homóloga (HRD) e das mutações em BRCA1 e BRCA2, além de outros biomarcadores que já influenciam ou poderão influenciar a escolha das terapias nos próximos anos. As convidadas também discutem como patologistas e oncologistas trabalham de forma integrada para individualizar o tratamento e aumentar as chances de benefício para cada paciente.
O episódio aborda ainda os desafios para ampliar o acesso aos testes moleculares no Brasil, a necessidade de padronização dos exames, a importância do aconselhamento genético e o impacto que essas informações têm não apenas na escolha do tratamento, mas também na identificação de síndromes hereditárias e no cuidado dos familiares.
Na reta final da conversa, as especialistas apresentam as principais perspectivas para o futuro da patologia em ginecologia oncológica. Entre os temas estão a biópsia líquida, o monitoramento molecular longitudinal, a inteligência artificial, a patologia digital, além de novas linhas de pesquisa envolvendo microbioma, metaboloma e outros biomarcadores capazes de aprimorar ainda mais a medicina de precisão no câncer de ovário.
Como mensagem final, as convidadas reforçam que a patologia deixou de ser apenas uma especialidade diagnóstica para assumir um papel central na oncologia contemporânea. Integrar conhecimentos morfológicos, moleculares e genômicos, ampliar o acesso às tecnologias e fortalecer a formação de novos especialistas são passos fundamentais para oferecer tratamentos cada vez mais precisos e melhorar o prognóstico das mulheres com câncer de ovário.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)
Produção: SENSU Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
O episódio 44 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, aborda o câncer de endométrio sob uma perspectiva que integra informação científica, atualização médica e a experiência de quem enfrentou a doença. Embora seja o câncer ginecológico mais frequente nos países desenvolvidos e venha apresentando aumento de incidência em diferentes regiões do mundo, o tema ainda é pouco conhecido pela população. Muitas mulheres só ouvem falar sobre a doença quando recebem o diagnóstico.
Participam da conversa Juliana Passos, oncologista clínica do Hospital Felício Rocho e da Santa Casa de Belo Horizonte; Pedro Ribeiro, oncologista do Grupo Orizonti e do Instituto de Oncologia Ciências Médicas e membro do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA); e Maiara Peres, paciente, membro do Comitê do Instituto Oncoguia, do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Paliar e cofundadora do Gicecocancer, iniciativa voltada a pacientes com cânceres ginecológicos. Ao longo do episódio, os convidados discutem os principais sinais de alerta da doença, os desafios do diagnóstico e os avanços que vêm modificando o tratamento do câncer de endométrio.
Entre os temas abordados estão as diferenças entre o câncer de endométrio e o câncer do colo do útero, a importância do sangramento após a menopausa como sinal de alerta, o papel do ultrassom transvaginal e da biópsia na investigação diagnóstica e os limites do exame de Papanicolau, frequentemente associado de forma equivocada ao diagnóstico desse tipo de câncer. O episódio também traduz conceitos que costumam gerar dúvidas, como tipo histológico, grau e estadiamento tumoral, tornando essas informações mais acessíveis para pacientes e familiares.
A conversa explora ainda como o perfil molecular passou a ocupar papel central na definição do tratamento. Os especialistas explicam por que testes moleculares podem modificar a conduta terapêutica e discutem a incorporação da imunoterapia ao tratamento do câncer de endométrio, além das perspectivas abertas por novas estratégias terapêuticas, como os anticorpos conjugados a drogas (ADCs), especialmente para pacientes com doença avançada.
Outro eixo importante do episódio é a experiência da paciente ao longo da jornada. Maiara Peres compartilha como foi reconhecer os primeiros sinais, enfrentar o período de investigação diagnóstica e lidar com o impacto emocional da confirmação da doença. A conversa destaca a importância da informação de qualidade, do apoio familiar, da equipe multiprofissional e do contato com outras pacientes como elementos fundamentais para atravessar esse processo com mais segurança e acolhimento.
Como mensagem final, os convidados reforçam que o câncer de endométrio, quando diagnosticado precocemente, apresenta elevadas chances de tratamento bem-sucedido e que conhecer os sinais de alerta, buscar avaliação médica diante de sintomas persistentes e compreender as opções terapêuticas disponíveis são passos fundamentais para um cuidado mais efetivo e humanizado.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)
Produção: SENSU Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
O episódio 43 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, aborda como a oncologia de precisão vem transformando, na prática, o tratamento do câncer de ovário. Em um cenário marcado pelo avanço da biologia molecular, o episódio discute como testes genéticos, biomarcadores, inibidores de PARP, imunoterapia e novas terapias-alvo passaram a redefinir estratégias terapêuticas e ampliar as possibilidades de cuidado personalizado para as pacientes.
Participam da conversa Mariana Scaranti, oncologista clínica da Rede Américas e diretora de pesquisa do EVA; Noele Gomes, oncologista clínica do Hospital São Domingos, no Maranhão; e Andreia Cristina de Melo, oncologista clínica da Oncologia Américas e chefe da Divisão de Pesquisa Clínica e Desenvolvimento Tecnológico do INCA. Ao longo do episódio, as especialistas discutem como a caracterização molecular dos tumores ovarianos mudou a prática clínica nos últimos anos e passou a orientar desde a escolha da manutenção até o sequenciamento terapêutico em doença recorrente.
Entre os principais pontos abordados estão os biomarcadores que atualmente impactam a tomada de decisão terapêutica, como BRCA1 e BRCA2, deficiência de recombinação homóloga (HRD), PD-L1, HER2, receptor de folato alfa e deficiência de mismatch repair. O episódio também detalha o momento ideal para realização de testes genéticos e moleculares e explica como essas informações passaram a influenciar diretamente a seleção de terapias-alvo e o manejo individualizado das pacientes.
A conversa explora ainda os avanços recentes em diferentes subtipos da doença, incluindo o carcinoma seroso de baixo grau, com destaque para estudos envolvendo hormonioterapia, inibidores de CDK4/6 e drogas direcionadas à via MAP-quinase. Também são discutidos os resultados mais recentes apresentados em congressos internacionais, como estudos com anticorpos droga-conjugados, imunoterapia e novas estratégias para pacientes com doença resistente à platina.
Outro eixo importante do episódio é o impacto dos inibidores de PARP na história natural do câncer de ovário, especialmente em pacientes com mutação em BRCA ou HRD positivo, além da discussão sobre como a doença começa a caminhar para um modelo de cuidado mais próximo ao de uma condição crônica, com múltiplas linhas de tratamento personalizadas ao longo do tempo. As especialistas também analisam os desafios de acesso no Brasil e em outros países de baixa e média renda, incluindo desigualdades entre sistemas público e privado e dificuldades na incorporação de testes e terapias inovadoras.
Como mensagem final, as convidadas reforçam que a oncologia de precisão já deixou de ser uma perspectiva futura e passou a fazer parte do presente do tratamento do câncer de ovário, embora ainda existam barreiras importantes para garantir acesso amplo e equitativo às pacientes.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)
Produção: SENSU Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
O episódio 42 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, aborda o papel do tumor board no cuidado do câncer de ovário, destacando como a integração entre diferentes especialidades é fundamental para a tomada de decisão em cenários clínicos complexos. Em um contexto em que o tratamento da doença é, por definição, multidisciplinar, o episódio discute por que transformar essa colaboração em decisões alinhadas, coordenadas e centradas na paciente ainda é um desafio na prática clínica.
Participam da conversa Marcelo Lontra, cirurgião oncológico do Hospital Militar de Área de Porto Alegre e do Hospital Moinhos de Vento; Marcus Corpa, patologista do Hospital Israelita Einstein; Poliana Signorini, oncologista e pesquisadora do Centro Integrado de Pesquisa da Amazônia; e Thaiana Santana, oncologista do Grupo Oncoclínicas, com atuação em oncogenética, survivorship e pesquisa clínica. Ao longo do episódio, os convidados discutem como diferentes áreas (cirurgia, patologia, oncologia clínica e genética) se articulam dentro do Tumor Board para definir estratégias terapêuticas individualizadas.
Entre os principais pontos abordados está o papel do tumor board na definição da estratégia cirúrgica, especialmente em casos de doença avançada, em que a possibilidade de ressecção completa, o risco operatório e o sequenciamento do tratamento precisam ser avaliados de forma integrada. O episódio também detalha como a patologia e os marcadores moleculares contribuem para caracterizar o tumor, orientar o tratamento e, muitas vezes, gerar discussões quando há discordância entre dados clínicos, laboratoriais e radiológicos.
A discussão inclui ainda os desafios de implementar e manter tumor boards em regiões com limitações de acesso, como fora dos grandes centros, e estratégias para garantir cuidado qualificado mesmo nesses contextos, como comunicação estruturada entre profissionais, protocolos institucionais e uso de interações remotas. Também são abordados os critérios para construção de consenso em situações de divergência, o papel da decisão compartilhada com a paciente e a importância de considerar aspectos como risco genético, planejamento reprodutivo e impacto familiar.
O episódio avança para temas contemporâneos, como medicina de precisão, integração de dados clínicos, moleculares e genéticos, além da incorporação de conceitos como survivorship desde o início do tratamento. Também destaca o papel do tumor board na identificação de pacientes elegíveis para pesquisa clínica, ampliando o acesso a novas terapias e contribuindo para a geração de evidência no país.
Como mensagem final, o episódio reforça que o cuidado no câncer de ovário não pode ser fragmentado e que o tumor board representa um espaço central para qualificar decisões, reduzir variabilidade de condutas e melhorar desfechos clínicos, especialmente em um país marcado por desigualdades de acesso.
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Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)
Produção: SENSU Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
O episódio 41 do EVA CAST, o podcast do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos, amplia o olhar sobre o câncer de ovário ao percorrer a jornada completa da paciente, da suspeita ao seguimento, em um contexto marcado por diagnóstico frequentemente tardio e importantes desafios de acesso no Brasil.
Com mais de 8 mil novos casos estimados por ano, a doença segue entre as mais desafiadoras da Oncologia ginecológica, exigindo não apenas avanços terapêuticos, mas uma compreensão mais ampla da experiência das mulheres afetadas.
Participam da conversa Daniela de Freitas, oncologista do Hospital Sírio-Libanês e membro da diretoria do EVA; Carolina Ambrogini, ginecologista, sexóloga e colunista da revista Crescer; e Iaci Ramos, oncologista com atuação no Hospital Leforte, ICESP e Hospital da Mulher, em São Paulo. A partir de suas experiências clínicas, as especialistas discutem por que o câncer de ovário ainda é diagnosticado majoritariamente em fases avançadas, destacando a ausência de rastreamento eficaz e a presença de sintomas inespecíficos que retardam a busca por atendimento.
O episódio explora as barreiras estruturais ao diagnóstico e ao tratamento, incluindo desigualdades de acesso, fragmentação do cuidado e limitações na incorporação de tecnologias. Também aborda como fatores culturais e sociais — como o tabu em torno da saúde ginecológica — interferem na percepção dos sintomas e no tempo até o diagnóstico, além de impactarem a participação de pacientes em estudos clínicos e os próprios desfechos terapêuticos.
A discussão avança para dimensões frequentemente negligenciadas no cuidado oncológico, como saúde mental, autoestima, sexualidade e relações afetivas. As convidadas detalham como o impacto emocional do diagnóstico, as alterações hormonais e os efeitos dos tratamentos repercutem na qualidade de vida e na adesão terapêutica, reforçando a necessidade de uma abordagem multidisciplinar centrada na paciente, não apenas na doença.
O episódio também discute o período de seguimento e os desafios da retomada da vida pessoal e profissional, incluindo estigmas sociais, reconstrução da autoimagem e reintegração nas relações. Como mensagem final, as especialistas destacam que, apesar das limitações, os avanços recentes (especialmente na medicina personalizada) têm ampliado as possibilidades de tratamento e sobrevida, ao mesmo tempo em que reforçam o papel do acolhimento, da informação qualificada e do cuidado integral ao longo de toda a jornada da paciente.
A mediação é do jornalista Moura Leite Netto, doutor em Oncologia. O episódio é patrocinado pela AbbVie
Ficha técnica
Realização: Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA)
Produção: SENSU Comunicação e Banca de Conteúdo
Roteiro e apresentação: Moura Leite Netto
Captação e edição de som: J. Benê
Tema de abertura e encerramento: Gui Grazziotin
Direção: Luciana Oncken
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