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Apoiante da candidatura de António José Seguro à Presidência da República, Duarte Cordeiro elogia o espírito de iniciativa do Presidente e lembra que não tem os poderes do Primeiro-Ministro para resolver a crise na habitação. Sem isentar Seguro de falhas, faz apenas um reparo: “Devia ter falado mais cedo, mas quando falou, falou bem”.
Sobre o caminho a seguir para superar as dificuldades neste setor, o antigo Ministro do Ambiente diz que “é difícil resolver o problema sem construir mais casas”, apelando a “soluções que vão além de uma legislatura”. As críticas mais duras vão para o governo que não ter feito trabalho suficiente e para o Presidente da Câmara de Lisboa que “não faz mediação” porque “não existe”.
Nesta entrevista no Facto Político, Duarte Cordeiro defende uma remodelação no governo tendo em conta “as sondagens, a popularidade do Primeiro-Ministro e a dificuldade que o governo tem tido em aplicar medidas”.
Duarte Cordeiro era ministro do governo de António Costa que foi interrompido depois de um comunicado da Procuradoria-Geral da República ter publicado um comunicado onde referia que o Primeiro-Ministro era suspeito num processo de corrupção. Três anos depois não há conclusões e o Ministério Público queixa-se dos recursos da defesa que dificultam o acesso a informação relevante. Cordeiro não tem meias palavras para descrever este caso: “O comunicado mostra que o Ministério Público não tem capacidade para gerir o processo. A taxa de eficácia é baixíssima. É, provavelmente, dos órgãos da administração pública menos capazes”.
Com um cenário possível de vitória do Chega em eleições legislativas, Duarte Cordeiro defende que “o PS não deve fazer um bloco central com o PSD” e “deve votar contra a formação de um governo do Chega. Se necessário haverá novas eleições”.
Elogiando o bom trabalho de José Luís Carneiro, defende que “a normalidade é que Carneiro seja candidato às legislativas”, mas acrescenta que Centeno “daria um bom Primeiro-Ministro” quando desafiado a comentar os dados da Sondagem SIC/Expresso que colocam o antigo governador do Banco de Portugal como favorito dos inquiridos a suceder a Montenegro em São Bento.
Sobre o Orçamento do Estado, diz que “houve precipitação na viabilização do orçamento sem ver” e critica uma das exigências do PS para dar a mão à AD: “Não percebi a questão da constituição”.
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Na semana em que a SIC e o Expresso publicam uma nova sondagem que avalia a intenção de voto dos eleitores se as legislativas fossem hoje, o diretor-geral da GFK Metris vem ao Facto Político explicar que os números mostram o PS “consolidado numa posição aparente de liderança” e uma “quebra consistente da AD”. A chave para os maus resultados da coligação que suporta o governo pode estar na avaliação que os inquiridos fazem do custo de vida: “Os portugueses estão a passar mensagem de que há um aperto das condições de vida” e “parece claro que o tema da habitação é muito relevante”.
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Na semana em que o governo atinge um dos pontos de pressão mais fortes por causa da crise no setor da habitação, Eduardo Ferro Rodrigues vem ao Facto Político defender o legado de António Costa. Na opinião do antigo Presidente da Assembleia da República, o atual Presidente do Conselho Europeu “acordou a tempo para a crise na habitação”, mas era difícil que o resultado fosse outro por causa dos fluxos migratórios que fizeram entrar muitas pessoas em Portugal.
Ferro Rodrigues critica a estratégia política que tem sido seguida por muitos protagonistas e lamenta que se tenha feito uma luta partidária: “É infantilizar o eleitorado”. Assumindo que tem mais “simpatia” pelos manifestantes do que pela polícia, o antigo Presidente do Parlamento lembra que “tem de haver regras”.
Depois de, em 1983, ter apoiado o bloco central, Ferro Rodrigues alerta para a possibilidade de PS e PSD estarem a chegar a um momento em que é preciso repetir o entendimento: “A única forma de a democracia se bater contra a extrema-direita é havendo um compromisso entre o PS e o PSD para que haja uma governação estável”. Questionado diretamente sobre se está a falar do bloco central, responde sem rodeios: “Sim”.
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Na semana em que a TAP é vendida aos alemães da Lufthansa, o ministro da Defesa vem ao Facto Político com poucos detalhes sobre os 500 milhões de euros que os novos donos da companhia portuguesa vão investir em Tancos. “Obviamente que Tancos não vai perder o uso militar”, garante Nuno Melo. Sobre a formação de pilotos militares, o ministro explica que os pilotos da Força Aérea continuarão a ser formados pela Força Aérea.
Tendo em conta o investimento avultado, sabe-se apenas que a pista será modernizada e alargada para permitir a aterragem de aviões comerciais, aproveitando uma “oportunidade para assegurar a modernização” que permitirá ao exército ficar “dotado de uma base muito sofisticada”.
Nesta entrevista, o Ministro da Defesa falou ainda sobre os investimentos na área da Defesa, afastando a ideia de falta de transparência naquele que vai ser o maior investimento da história das forças armadas portuguesas. Quando questionado sobre a ausência de escrutínio da Comissão de Acompanhamento dos Investimentos na Defesa à compra das fragatas italianas, Nuno Melo devolve com uma pergunta: “Acha que alguma comissão me vai dizer a mim se eu escolho bem ou mal? Isto é alguma democracia popular?”
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O Orçamento do Estado já entrou na Assembleia da República e vai começar a ser discutido no Parlamento em breve com a viabilização garantida pela abstenção do Partido Socialista. Ainda por confirmar oficialmente está a posição do Chega, mas a avaliar pelas declarações do Líder Parlamentar do partido ao Facto Político, a decisão será igual à do ano passado: “Este orçamento é insensível à crise. é um orçamento que não podemos apoiar”.
Ao contrário de André Ventura, Pedro Pinto não aponta responsabilidades a Donald Trump pelo preço que os portugueses estão a pagar pelos combustíveis: “Não é por causa de Donald Trump que estamos a pagar mais pelos combustíveis. O barril de petróleo estava mais caro quando começou a guerra na ucrânia do que está hoje, por isso há aqui alguém que está ganhar com esta crise, nomeadamente o estado”.
Mais de três meses depois do assalto ao gabinete de André Ventura na Assembleia da República, o líder parlamentar do Chega diz que põe “as mãos no fogo por qualquer um dos 60 deputados”.
Assumindo que os gabinetes do Chega continuam de portas destrancadas, lembra que o partido avisou várias vezes para as “ameaças de morte” que tinham sido deixadas “debaixo da porta”, lamentando que tenham sido desvalorizadas.
Olhando para o futuro, assume que “se Ventura fôr constituído arguido tem condições para continuar presidente do Chega. Ser arguido não é ser condenado”.
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Na semana em que José Luís Carneiro anunciou a viabilização do Orçamento do Estado sem olhar para o documento, o líder parlamentar socialista vem ao Facto Político garantir que não está a “dar carta branca ao governo”.
Assumindo a “estabilidade política como elemento central” da decisão do Secretário-Geral do PS, Eurico Brilhante Dias anuncia que “quer o IVA 0 do cabaz alimentar, quer o IVA dos combustíveis terão uma aproximação orçamental do PS em sede de especialidade”.
A definição destas medidas não é revelada, mas Brilhante Dias antecipa propostas menos ambiciosas: “A proposta dos 132 milhões tinha um espaço orçamental até 31 de dezembro, não colocando em causa a estabilidade orçamental”.
Sobre se a pressa na viabilização do orçamento está relacionada com o medo do PS em avançar para eleições antecipadas, Brilhante Dias garante: “Não temos medo, temos um compromisso que é de estabilidade do país num tempo de crise.
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Carlos Guimarães Pinto foi o primeiro presidente da Iniciativa Liberal e, na altura, conseguiu atingir o principal objetivo do partido: entrar na Assembleia da República. O eleito acabaria por ser Cotrim Figueiredo e Guimarães Pinto decidiu afastar-se da liderança. Desde então nunca mais voltou aos congressos do partido numa estratégia que acredita ter contribuído para que Cotrim “conseguisse impor as suas ideias”.
A partir do lugar de deputado que conquistou nas eleições seguintes, defende a “redução da burocracia e sobre a fiscalidade” como principais bandeiras dos liberais. Mas também ataca o governo de que o partido até poderia ter feito parte: “Uma das maiores desilusões que temos em relação ao PSD é a forma como continuaram com a cultura de boys. A saúde é um bom exemplo”.
Nesta entrevista ao Facto Político não deixa de assinalar que a atual composição parlamentar “não ajuda” a pôr em prática um programa reformista, mas também tem
dúvidas de que o governo as queira fazer.
Apesar da tentativa de equidistância face à liderança da IL, Carlos Guimarães Pinto não deixa de descrever o “choque” que sentiu quando percebeu que Mariana Leitão tinha retirado a palavra “Liberal” dos nos cartazes de propaganda espalhados pelo país. Apesar de tudo, olha para a estratégia comunicacional como “legítima”.
Sobre as sondagens lembra que partidos semelhantes à IL tiveram os seus melhores resultados eleitorais quando cumpriram uma década de existência. Olhando para os resultados das que têm saído recentemente assume não gostar da estagnação e pede ação: “Temos que começar a correr”.
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Portugal acorda para uma semana em que o caos nas escolas rivaliza com a turbulência política: alunos sem sala, professores sem colocação e um ministro da Educação que tarda em reconhecer o incêndio que arde à sua porta. Fernando Alexandre opera uma revolução silenciosa no ministério — menos organismos, menos pessoas, menos proximidade —, mas os escombros da reforma já têm rosto e têm nome: são as crianças que, com o ano letivo aberto, aguardam em casa por uma cadeira numa sala de aula. A ex-secretária de Estado Alexandra Leitão desmonta o discurso das "dores de crescimento" e lembra que essas dores não são do ministro — são dos 200 mil alunos que as sentem na pele. Enquanto isso, o PS debate internamente quem lidera o partido para as próximas legislativas, os combustíveis continuam a pesar no bolso de quem já não tem bolso, e Lisboa assiste, perplexa, a um presidente de câmara que quer acabar com o sistema Volta porque vê nele um drama social — quando o verdadeiro drama, como sempre, estava à vista e ninguém quis ver.
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Em entrevista no Facto Político, o humorista Ricardo Araújo Pereira fala sobre a recusa em convidar o líder do Chega para o seu programa com ironia: “Não posso deixar de achar interessante que a nossa sociedade se preocupe mais com o facto de eu não convidar André Ventura do que com o facto de os jornalistas estarem sempre a convidar André Ventura”.
O humorista afasta ainda a ideia de que a sátira ao Chega seja muito comum: “A frequência com que elementos do Chega são satirizados no nosso programa é muito inflacionada por uma espécie de impressão. O que se passa é que sempre que falamos do Chega, o Chega faz uma choradeira”.
Numa semana em que vários humoristas decidiram cancelar a presença num espetáculo de humor por causa da participação de Jerry Seinfeld (conhecido apoiante do governo Israelita de Benjamin Netanyahu), Ricardo Araújo Pereira critica essa posição por considerar que “ninguém foi surpreendido pelas opiniões do Seinfeld” e acrescentando que “se participar naquele cartaz é concordar com um massacre, aqueles humoristas concordaram durante quatro meses”.
Politicamente, assume que continua “a ser de esquerda” e não vê nenhuma razão para deixar de ser” garantindo que nunca votou à direita: “Sou social-democrata porque considero que o capitalismo deve ser regulado”.
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3,4% era o valor de crescimento a que a economia iria chegar em 2028 nas contas de Luís Montenegro quando se candidatou à liderança do governo. Ainda faltam dois anos, mas as metas definidas para 2024 e 2025 borregaram e o Ministro da Economia já começa a preparar os eleitores para a tarefa “muito difícil” que é cumprir esta promessa. Em entrevista ao Facto Político da SIC Notícias, Manuel Castro Almeida olha para o copo meio cheio: “É verdade que Portugal está a crescer pouco, mas está a crescer bastante acima da média europeia”.
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