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O Orçamento do Estado já entrou na Assembleia da República e vai começar a ser discutido no Parlamento em breve com a viabilização garantida pela abstenção do Partido Socialista. Ainda por confirmar oficialmente está a posição do Chega, mas a avaliar pelas declarações do Líder Parlamentar do partido ao Facto Político, a decisão será igual à do ano passado: “Este orçamento é insensível à crise. é um orçamento que não podemos apoiar”.
Ao contrário de André Ventura, Pedro Pinto não aponta responsabilidades a Donald Trump pelo preço que os portugueses estão a pagar pelos combustíveis: “Não é por causa de Donald Trump que estamos a pagar mais pelos combustíveis. O barril de petróleo estava mais caro quando começou a guerra na ucrânia do que está hoje, por isso há aqui alguém que está ganhar com esta crise, nomeadamente o estado”.
Mais de três meses depois do assalto ao gabinete de André Ventura na Assembleia da República, o líder parlamentar do Chega diz que põe “as mãos no fogo por qualquer um dos 60 deputados”.
Assumindo que os gabinetes do Chega continuam de portas destrancadas, lembra que o partido avisou várias vezes para as “ameaças de morte” que tinham sido deixadas “debaixo da porta”, lamentando que tenham sido desvalorizadas.
Olhando para o futuro, assume que “se Ventura fôr constituído arguido tem condições para continuar presidente do Chega. Ser arguido não é ser condenado”.
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Na semana em que José Luís Carneiro anunciou a viabilização do Orçamento do Estado sem olhar para o documento, o líder parlamentar socialista vem ao Facto Político garantir que não está a “dar carta branca ao governo”.
Assumindo a “estabilidade política como elemento central” da decisão do Secretário-Geral do PS, Eurico Brilhante Dias anuncia que “quer o IVA 0 do cabaz alimentar, quer o IVA dos combustíveis terão uma aproximação orçamental do PS em sede de especialidade”.
A definição destas medidas não é revelada, mas Brilhante Dias antecipa propostas menos ambiciosas: “A proposta dos 132 milhões tinha um espaço orçamental até 31 de dezembro, não colocando em causa a estabilidade orçamental”.
Sobre se a pressa na viabilização do orçamento está relacionada com o medo do PS em avançar para eleições antecipadas, Brilhante Dias garante: “Não temos medo, temos um compromisso que é de estabilidade do país num tempo de crise.
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Carlos Guimarães Pinto foi o primeiro presidente da Iniciativa Liberal e, na altura, conseguiu atingir o principal objetivo do partido: entrar na Assembleia da República. O eleito acabaria por ser Cotrim Figueiredo e Guimarães Pinto decidiu afastar-se da liderança. Desde então nunca mais voltou aos congressos do partido numa estratégia que acredita ter contribuído para que Cotrim “conseguisse impor as suas ideias”.
A partir do lugar de deputado que conquistou nas eleições seguintes, defende a “redução da burocracia e sobre a fiscalidade” como principais bandeiras dos liberais. Mas também ataca o governo de que o partido até poderia ter feito parte: “Uma das maiores desilusões que temos em relação ao PSD é a forma como continuaram com a cultura de boys. A saúde é um bom exemplo”.
Nesta entrevista ao Facto Político não deixa de assinalar que a atual composição parlamentar “não ajuda” a pôr em prática um programa reformista, mas também tem
dúvidas de que o governo as queira fazer.
Apesar da tentativa de equidistância face à liderança da IL, Carlos Guimarães Pinto não deixa de descrever o “choque” que sentiu quando percebeu que Mariana Leitão tinha retirado a palavra “Liberal” dos nos cartazes de propaganda espalhados pelo país. Apesar de tudo, olha para a estratégia comunicacional como “legítima”.
Sobre as sondagens lembra que partidos semelhantes à IL tiveram os seus melhores resultados eleitorais quando cumpriram uma década de existência. Olhando para os resultados das que têm saído recentemente assume não gostar da estagnação e pede ação: “Temos que começar a correr”.
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Portugal acorda para uma semana em que o caos nas escolas rivaliza com a turbulência política: alunos sem sala, professores sem colocação e um ministro da Educação que tarda em reconhecer o incêndio que arde à sua porta. Fernando Alexandre opera uma revolução silenciosa no ministério — menos organismos, menos pessoas, menos proximidade —, mas os escombros da reforma já têm rosto e têm nome: são as crianças que, com o ano letivo aberto, aguardam em casa por uma cadeira numa sala de aula. A ex-secretária de Estado Alexandra Leitão desmonta o discurso das "dores de crescimento" e lembra que essas dores não são do ministro — são dos 200 mil alunos que as sentem na pele. Enquanto isso, o PS debate internamente quem lidera o partido para as próximas legislativas, os combustíveis continuam a pesar no bolso de quem já não tem bolso, e Lisboa assiste, perplexa, a um presidente de câmara que quer acabar com o sistema Volta porque vê nele um drama social — quando o verdadeiro drama, como sempre, estava à vista e ninguém quis ver.
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Em entrevista no Facto Político, o humorista Ricardo Araújo Pereira fala sobre a recusa em convidar o líder do Chega para o seu programa com ironia: “Não posso deixar de achar interessante que a nossa sociedade se preocupe mais com o facto de eu não convidar André Ventura do que com o facto de os jornalistas estarem sempre a convidar André Ventura”.
O humorista afasta ainda a ideia de que a sátira ao Chega seja muito comum: “A frequência com que elementos do Chega são satirizados no nosso programa é muito inflacionada por uma espécie de impressão. O que se passa é que sempre que falamos do Chega, o Chega faz uma choradeira”.
Numa semana em que vários humoristas decidiram cancelar a presença num espetáculo de humor por causa da participação de Jerry Seinfeld (conhecido apoiante do governo Israelita de Benjamin Netanyahu), Ricardo Araújo Pereira critica essa posição por considerar que “ninguém foi surpreendido pelas opiniões do Seinfeld” e acrescentando que “se participar naquele cartaz é concordar com um massacre, aqueles humoristas concordaram durante quatro meses”.
Politicamente, assume que continua “a ser de esquerda” e não vê nenhuma razão para deixar de ser” garantindo que nunca votou à direita: “Sou social-democrata porque considero que o capitalismo deve ser regulado”.
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3,4% era o valor de crescimento a que a economia iria chegar em 2028 nas contas de Luís Montenegro quando se candidatou à liderança do governo. Ainda faltam dois anos, mas as metas definidas para 2024 e 2025 borregaram e o Ministro da Economia já começa a preparar os eleitores para a tarefa “muito difícil” que é cumprir esta promessa. Em entrevista ao Facto Político da SIC Notícias, Manuel Castro Almeida olha para o copo meio cheio: “É verdade que Portugal está a crescer pouco, mas está a crescer bastante acima da média europeia”.
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Foi o ministro do governo de António Costa que iniciou o processo de desmantelamento do SEF. Agora, na sequência do debate levantado pela atualização dos números da população residente em Portugal, Eduardo Cabrita vem ao Facto Político defender a reforma socialista: “O país ganhou com o fim do SEF. Não há greves nos aeroportos”.
A entrada de estrangeiros em Portugal nos últimos três anos, fez a população disparar para mais de 11 milhões de pessoas, um “sinal de sucesso do país”, defende o antigo Ministro da Administração Interna.
Numa entrevista onde pediu a Montenegro que “apresente contas pelo abrandamento da atividade económica”, guardou elogios para dois ministros da AD: Luís Neves e Graça Carvalho que, no entender do socialista, “são exceções num governo perigoso para o país”.
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Na semana em que o Instituto Nacional de Estatística atualiza os números da população portuguesa, o Secretário de Estado com a tutela da imigração vem ao Facto Político acusar o Partido de Socialista de ter criado um “embuste económico” com a “desregulação da imigração. “O PS é responsável por ter montado a narrativa do milagre económico que afinal era uma economia de fantasmas”, atira Rui Armindo Freitas.
Frisando que “é altamente positivo o contributo dos nossos imigrantes para o sistema social”, o Secretário de Estado de António Leitão Amaro assume o compromisso da integração com a aprendizagem da Língua Portuguesa como uma prioridade.
A poucos dias de a perda de nacionalidade para quem comete crimes graves regressar ao Parlamento, Rui Armindo Freitas explica que “não está excluída” uma nova aprovação, depois do chumbo do Tribunal Constitucional.
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Na semana em que o país discute a simplificação dos apoios sociais através da criação da Prestação Social Única, Francisco Louçã vem ao Facto Político criticar o caminho seguido pelo Governo. O antigo coordenador do Bloco de Esquerda acusa quem alimenta a ideia de que há pessoas a viver de subsídios de “racismo social” e fala do trabalho voluntário a que os beneficiários podem ser obrigados como uma ideia introduzida para “contentar o Chega”. A entrevista deste sábado, passou também pela lei laboral. Francisco Louçã diz que está tudo nas mãos do Chega e o partido de André Ventura “tem muita vontade de a viabilizar”.
Duas semanas depois de a SIC e o Expresso terem publicado uma sondagem que mostra o Bloco de Esquerda em último lugar e apenas com 1% das intenções de voto, Louçã admite que “a esquerda está à rasca” e “precisa de reconquistar discurso de orgulho pelo país”.
Ouça aqui o programa Facto Político em podcast, emitido na SIC Notícias a 13 de junho.
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Chega e PSD entenderam-se para pedir um adiamento dos prazos para iniciar o processo de revisão constitucional. O acordo entre os dois partido foi formalizado através de um requerimento que, na opinião do líder parlamentar do CDS “não faz sentido”.
Em entrevista ao Facto Político, da SIC Notícias, Paulo Núncio falou sobre as propostas do CDS relacionadas com a identidade de género e defendeu a proibição das terapias de mudança de sexo que o partido fez aprovar no Parlamento: “CDS teve coragem de enfrentar os wokistas”.
Em resposta às críticas frequentes de Passos Coelho, Núncio pede apenas que se avalie do governo no final da legislatura, reforçando que Montenegro lidera uma equipa “reformista”.
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Entre todos os factos que nos passam pelas mãos, os factos políticos são os nossos favoritos. Com o jornalista Diogo Teixeira Pereira, vamos tentar descobri-los nas entrelinhas dos discursos e nas…