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FALANDO DE ZARATHUSTRA: REFLEXÕES SOBRE DUALIDADE


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Por Simon Weissenberger, 32°

Há muito tempo sou um devoto da meditação. Prefácio este artigo com este comentário, pois cheguei a uma importante compreensão durante uma de minhas meditações auxiliadas por exercícios respiratórios. Em uma tarde quente de primavera na Itália, reservei algum tempo para meditar. Depois de cerca de meia hora, percebi repentinamente o conceito de dualidade, que desempenha um papel importante em nosso plano material e mental. Essa é uma ideia que todos nós podemos ter inata dentro de nós (como Platão diz sobre o conhecimento em Mênon), mas pode ser necessária meditação para trazer essa consciência a um nível mais íntimo. Essa dualidade se manifesta com nossa percepção das leis da natureza, como escuridão e luz, homem e mulher e - de forma mais abstrata - bem e mal. Na Maçonaria, um dos símbolos mais notáveis dessa dualidade é o pavimento em mosaico do piso xadrez com quadrados pretos e brancos alternados, reflexo do Zoroastrismo, que é retomado mais adiante em nossos Graus do Rito Escocês.

A percepção que tive naquele dia combinou percepção psicológica e espiritualidade. Ao longo de nossa educação, fomos expostos a uma ampla variedade de noções de nossos pais e familiares e, posteriormente, de colegas e professores. Algumas dessas idéias são benéficas, enquanto outras são muito limitantes e podem nos levar a apuros. Ambos, no entanto, tornam-se internalizados e, assim, tornam-se parte de nossa narrativa interna. Por um lado, um pai pode ensinar uma nova habilidade: uma virtude como bravura ou uma apreciação da humanidade. Professores e amigos também podem cumprir esse papel altamente positivo. Um conceito crucial geralmente ensinado em um grau ou outro pelos pais, bem como pela maioria das religiões do mundo, é a dualidade de bem e mal, certo e errado, caos e ordem.

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Malhete PodcastBy Luiz Sérgio F. Castro