O livro AI Snake Oil, de Arvind Narayanan e Sayash Kapoor, investiga a linha tênue entre os avanços reais da inteligência artificial e as promessas enganosas da indústria. Os autores classificam como snake oil (óleo de cobra) as tecnologias que afirmam prever o comportamento humano ou resultados sociais complexos, áreas onde a IA frequentemente falha por limitações inerentes. O texto contrasta a IA generativa, que demonstra utilidade apesar de riscos como desinformação, com a IA preditiva, criticada por perpetuar vieses em decisões sobre emprego e justiça. Através de uma análise histórica e técnica, a obra detalha como o hype corporativo e a falta de transparência sustentam ferramentas ineficazes em instituições fragilizadas. Por fim, os pesquisadores defendem uma postura cética e regulamentada para priorizar a segurança pública e os direitos humanos frente ao avanço descontrolado da automação.