Em entrevista exclusiva ao GAY BLOG BR, o cineasta Aly Muritiba fala sobre "América", seu novo curta-metragem rodado nos Estados Unidos, que acompanha o romance entre um imigrante brasileiro e um escritor norte-americano em um contexto marcado por vigilância, políticas migratórias e pressões institucionais. Ao longo da conversa, o diretor reflete sobre o afeto como gesto político, a persistência do medo na experiência de pessoas LGBTQIA+ em diferentes países e o papel do cinema como ferramenta de confronto com sistemas de poder.
Muritiba também revisita sua trajetória, da formação em História e da experiência no sistema prisional à consolidação no circuito internacional com Deserto Particular, escolhido para representar o Brasil na corrida pelo Oscar de 2022. Ele comenta o processo criativo de América, a descoberta do ator Luca Castellani, a colaboração com Cheyenne Jackson e a escolha pelo formato curto como linguagem de urgência.
A entrevista se encerra com um olhar para o futuro: o diretor antecipa seus próximos projetos, Funk, ambientado nas favelas e centrado em liberdade, desejo e potência cultural, e Nova Éden, que volta ao período imediatamente posterior à abolição da escravidão no Brasil, reafirmando seu interesse em narrativas que conectam afeto, política e memória social.
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